AGRONEGÓCIO

Ações de China e Hong Kong terminam em baixa após dados econômicos mistos

Publicado em

As ações da China e de Hong Kong encerraram a semana em baixa devido a dados econômicos mistos, enquanto o mercado espera um corte na taxa básica de juros na próxima semana.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com queda de 0,35%, e o índice de Xangai caiu 0,16%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,35%.

Na semana, o CSI300 e o Hang Seng perderam 1,4% e 1,8%, respectivamente.

As exportações da China cresceram 2,3% em dezembro em relação ao ano anterior, mostraram dados nesta sexta-feira, aumentando os sinais de que o comércio global está lentamente melhorando com a perspectiva de custos de empréstimos mais baixos no horizonte.

Enquanto isso, os preços ao consumidor da China caíram pelo terceiro mês em dezembro, embora de forma moderada, enquanto os preços de fábrica ampliaram o recuo prolongado, destacando as pressões deflacionárias persistentes em uma economia que luta para montar uma recuperação sólida.

Leia Também:  BC simplifica regras de compartilhamento de dados de clientes

Há uma expectativa crescente entre os participantes do mercado de um corte na taxa básica de juros na segunda-feira, o que pode ajudar a impulsionar a demanda e auxiliar a recuperação econômica da segunda maior economia do mundo.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 1,50%, a 35.577 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,35%, a 16.244 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,16%, a 2.881 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,35%, a 3.284 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,60%, a 2.525 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,19%, a 17.512 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,30%, a 3.191 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,10%, a 7.498 pontos.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

Published

on

A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

Leia Também:  China autoriza trigo editado geneticamente pela primeira vez
Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

Leia Também:  Terminam amanhã inscrições para a Copa Marcelinho Boiadeiro

Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA