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China autoriza trigo editado geneticamente pela primeira vez

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A China aprovou nesta quarta-feira a segurança do trigo geneticamente editado pela primeira vez, marcando um passo significativo para a introdução cautelosa do cultivo comercial de culturas geneticamente modificadas no país, como parte do esforço para assegurar a segurança alimentar.

Em 2022, a China aumentou as aprovações para sementes de milho e soja transgênicas, que têm maior produtividade e resistência a insetos e herbicidas. No entanto, a implementação do cultivo dessas culturas ainda é lenta e cuidadosa, devido a preocupações relacionadas ao impacto na saúde humana e no meio ambiente.

Há expectativas de que Pequim aprove novas regulamentações este ano para rotulagem de culturas geneticamente modificadas em produtos alimentícios, conforme relatado pela mídia estatal em março.

A edição genética é diferente da modificação genética, pois não envolve a introdução de genes estranhos, mas sim a alteração de genes existentes para aprimorar ou alterar o desempenho da planta. Por isso, alguns cientistas a consideram uma abordagem menos arriscada em comparação à modificação genética.

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Na mesma quarta-feira, o Ministério da Agricultura chinês também aprovou uma variedade de milho geneticamente modificado resistente a herbicidas e insetos, além de outra variedade de milho editado geneticamente para maior rendimento. Os certificados de segurança para essas novas culturas foram emitidos por um período de cinco anos, a partir de 5 de maio, de acordo com um documento divulgado pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais.

A China, o maior importador mundial de soja e milho, está buscando aumentar a produção nacional por meio de sementes de maior rendimento, com o objetivo de reduzir a dependência de importações que ultrapassam 100 milhões de toneladas por ano. Essas novas aprovações representam um avanço importante para a autossuficiência e a segurança alimentar do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços de fertilizantes e defensivos recuam após pico da crise e aliviam custos da safra 2026/27

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Os preços dos principais insumos agrícolas começaram a apresentar recuos relevantes nas últimas semanas, trazendo um alívio parcial para os custos de produção da safra 2026/27. O movimento ocorre após o mercado atingir o pico da crise em abril, período marcado por forte pressão internacional sobre fertilizantes e defensivos agrícolas.

De acordo com análises de mercado, houve queda nas cotações da ureia, do sulfato de amônio e também dos princípios ativos utilizados pela indústria de defensivos na China, principal fornecedora global de matérias-primas para o setor.

A redução já começa a ser percebida no mercado brasileiro, especialmente nos fertilizantes, embora os preços ainda permaneçam acima dos níveis registrados antes das tensões geopolíticas globais que afetaram o comércio internacional de insumos.

Fertilizantes têm impacto maior nos custos da safra

Segundo especialistas em inteligência de mercado, o recuo dos fertilizantes tem peso mais significativo nas contas do produtor rural do que a oscilação observada nos defensivos agrícolas.

Nas últimas semanas, simulações realizadas para a safra 2026/27 mostraram que a diferença no custo por hectare com defensivos ainda é relativamente limitada. Já os fertilizantes seguem sendo os principais responsáveis pelas variações mais expressivas nos custos totais de produção.

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Além disso, a recuperação recente dos preços da soja contribuiu para melhorar parcialmente as margens do produtor, reduzindo a pressão observada nos meses anteriores.

Mercado de defensivos reage mais lentamente

Apesar da tendência de queda, o mercado pede cautela na interpretação dos movimentos. Isso porque fertilizantes e defensivos possuem dinâmicas comerciais diferentes.

No caso dos defensivos agrícolas, a transmissão dos preços entre origem e destino costuma ocorrer de forma mais lenta. Assim, quedas registradas no mercado internacional nem sempre chegam imediatamente ao produtor brasileiro.

O mesmo comportamento ocorre em momentos de alta, quando os reajustes na origem também podem levar algum tempo para impactar os preços internos.

Grande parte do mercado ainda está em aberto

Mesmo com os ajustes recentes, o mercado ainda possui um volume elevado de negociações pendentes para os próximos ciclos produtivos.

Para os defensivos destinados à soja da safra 2026/27, cerca de 55% a 60% do mercado ainda não foi negociado. Já no milho safrinha 2027, aproximadamente 90% dos volumes seguem em aberto.

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Em Mato Grosso, principal estado produtor do país, o ritmo de comercialização avançou mais rapidamente nas últimas semanas, mas ainda existe uma parcela significativa do mercado a ser fechada.

Produtores acompanham cenário internacional

O comportamento das commodities agrícolas, do câmbio e da demanda global por fertilizantes seguirá no radar do setor nos próximos meses. A expectativa é de que o mercado continue sensível às oscilações internacionais, especialmente em relação à China, Rússia e Oriente Médio, regiões estratégicas para o fornecimento global de insumos agrícolas.

Com isso, produtores permanecem atentos às oportunidades de compra, buscando equilibrar custos, margens e riscos diante de um cenário ainda marcado por volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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