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Ações da China registram 6º mês consecutivo de perdas por temores com a economia

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As ações da China e de Hong Kong ampliaram as quedas no último dia de negociação de janeiro, com as ações onshore de blue chips registrando um raro sexto mês consecutivo de perdas uma vez que dados econômicos e as medidas de estímulo decepcionaram.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com queda de 0,91%, enquanto o índice de Xangai caiu 1,48%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,39%.

Os mercados asiáticos também mostraram cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve nesta quarta, com expectativas de que o banco central dos Estados Unidos irá manter os juros.

A atividade industrial da China contraiu pelo quarto mês consecutivo em janeiro, segundo uma pesquisa oficial divulgada nesta quarta-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) oficial subiu de 49,0 em dezembro para 49,2 em janeiro, impulsionado por um aumento na produção, mas ainda abaixo da marca de 50 que separa crescimento da contração. Esse resultado ficou em linha com a expectativa em uma pesquisa da Reuters.

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Os PMIs mais recentes apontam para “um quadro sem brilho de uma contração contínua do setor industrial, serviços praticamente estáveis e construção em desaceleração”, escreveram analistas do Nomura em uma nota.

A recuperação fraca e o estímulo limitado pesaram sobre o sentimento dos investidores.

O Hang Seng registrou seu pior desempenho em janeiro desde 2016, com queda de 9,2%, com os setores de tecnologia e imobiliário liderando o declínio. O CSI300 caiu 6,3% no mês.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,61%, a 36.286 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,39%, a 15.485 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,48%, a 2.788 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,91%, a 3.215 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,07%, a 2.497 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,80%, a 17.889 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,09%, a 3.153 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 1,06%, a 7.680 pontos.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE deve ampliar concorrência e reduzir preços de vinhos no Brasil, impulsionando negócios no setor

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O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, com entrada em vigor prevista para 1º de maio, deve provocar mudanças relevantes no mercado de vinhos no Brasil. A redução progressiva das tarifas de importação sobre rótulos europeus tende a ampliar o acesso do consumidor, pressionar preços e intensificar a concorrência com produtores sul-americanos.

Segundo especialistas do setor, o movimento deve reconfigurar o ambiente competitivo. Atualmente, a América do Sul lidera o mercado brasileiro com cerca de 59% de participação, frente a 40% da Europa. Com a diminuição das tarifas, esse equilíbrio pode ser alterado, especialmente em segmentos mais sensíveis a preço.

De acordo com análises do mercado, países como Portugal devem ganhar espaço e disputar diretamente o segmento de entrada, hoje dominado por vinhos chilenos. Ao mesmo tempo, a medida também pode beneficiar importadores e distribuidores, que enfrentaram compressão de margens nos últimos anos devido à inflação e à volatilidade cambial.

Competitividade e expansão de mercado

Entidades internacionais avaliam o acordo como uma oportunidade de crescimento equilibrado. A expectativa é que a eliminação gradual das tarifas permita maior competitividade aos vinhos europeus, tornando-os mais acessíveis ao consumidor brasileiro.

Além disso, o acordo também abre portas para produtores do Mercosul no mercado europeu, favorecendo o fluxo bilateral e ampliando oportunidades comerciais.

No caso do Brasil, considerado um mercado estratégico, o potencial de expansão é significativo. O baixo consumo per capita ainda representa uma barreira, mas também indica espaço para crescimento. Com preços mais competitivos, a tendência é de ampliação da base de consumidores.

Outro efeito esperado é a chamada “democratização” do consumo de vinho, com maior presença da bebida no cotidiano, concorrendo com outras categorias e impulsionando o mercado como um todo.

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Europa amplia foco na América do Sul

O interesse europeu pelo mercado sul-americano também cresce em meio a tensões comerciais globais. Países como a Alemanha, tradicionalmente focados em América do Norte, Europa e Ásia, passam a olhar o Brasil como destino estratégico.

Atualmente fora do grupo dos principais importadores de vinhos alemães, o Brasil apresenta alto potencial de crescimento, impulsionado pelo tamanho da população e pela expansão da classe média.

Além disso, há sinergia entre produto e mercado. Vinhos brancos alemães, com perfil mais leve e menor teor alcoólico, tendem a se adaptar ao clima e aos hábitos alimentares brasileiros.

Esse movimento já se reflete na presença internacional em feiras do setor. A participação inédita de produtores alemães na próxima edição da ProWine São Paulo reforça essa estratégia de diversificação.

Pressão sobre produtores sul-americanos

Se por um lado o acordo abre oportunidades, por outro aumenta a pressão competitiva sobre produtores da América do Sul. No segmento premium, regiões tradicionais europeias devem intensificar sua presença, elevando o nível de disputa.

No caso da Argentina, o cenário é de cautela. O principal desafio apontado pelo setor não está na qualidade dos vinhos europeus, mas nas diferenças estruturais de custos, especialmente em relação à carga tributária e à logística interna.

A entrada gradual de vinhos europeus com tarifas reduzidas pode pressionar principalmente os segmentos de entrada, caso não haja ajustes na competitividade local.

Oportunidades industriais e tecnológicas

Apesar dos desafios, o acordo também traz benefícios indiretos. A redução de tarifas para insumos importados — como barris, rolhas e tecnologias de vinificação — pode elevar a eficiência e a qualidade da produção sul-americana.

Esse acesso a insumos mais competitivos tende a modernizar o setor e fortalecer a posição dos produtores locais, inclusive no mercado interno.

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Outro ponto relevante é o avanço das exigências relacionadas à sustentabilidade. A presença crescente de vinhos europeus, alinhados a padrões ambientais rigorosos, deve acelerar a adaptação da indústria sul-americana a práticas globais de rastreabilidade e transparência.

Estratégia e diversificação no mercado brasileiro

Importadores e distribuidores já se posicionam diante do novo cenário. A tendência é ampliar portfólios e investir em curadoria, educação do consumidor e fortalecimento de marca.

A diversificação de origens deve ganhar força, com destaque para regiões menos tradicionais, que apostam em identidade, terroir e diferenciação para competir no mercado brasileiro.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que a abertura comercial não beneficia automaticamente todos os produtores. Pequenos e médios vinicultores, especialmente aqueles com produção limitada, ainda enfrentam desafios logísticos e de escala.

ProWine São Paulo ganha protagonismo

Diante desse novo ambiente de negócios, a ProWine São Paulo se consolida como uma das principais plataformas de conexão do setor vitivinícola nas Américas.

A edição de 2026 deve reunir mais de 1.800 produtores, superando os números anteriores e reforçando sua posição como a maior feira de vinhos e destilados do continente e uma das maiores do mundo.

O evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, e deve funcionar como ponto estratégico para empresas que buscam expandir, entrar ou defender participação no mercado sul-americano.

Com a entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, o setor de vinhos inicia um novo ciclo, marcado por maior competitividade, diversificação de oferta e ampliação das oportunidades de negócios no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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