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Ações da China fecham em alta após Pequim nomear novo regulador

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As ações da China fecharam em alta nesta quinta-feira depois que Pequim nomeou um regulador veterano como o novo chefe do órgão de vigilância de valores mobiliários e após medidas para estabilizar os mercados de ações.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com alta de 0,64%, registrando a quarta sessão consecutiva de ganhos, enquanto o índice de Xangai subiu 1,28%.

Na semana, o CSI300 saltou 5,8% e o índice de Xangai avançou 5%, ambos registrando seu maior ganho semanal desde novembro de 2022. Os mercados estarão fechados para o feriado do Ano Novo Lunar a partir de sexta-feira.

No entanto, o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve queda de 1,27%, pressionado uma queda de 6,1% do Alibaba Group depois que a receita do terceiro trimestre do gigante da Internet ficou abaixo das estimativas.

O gabinete da China substituiu Yi Huiman como presidente da Comissão Reguladora de Títulos e Valores Mobiliários da China (CSRC) por Wu Qing, um regulador veterano com reputação de ser rígido.

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“Essa medida incomum sinaliza mais atenção ao mercado de capital por parte dos principais líderes”, disseram analistas da Jefferies em nota. “Continuamos cautelosos no horizonte de um ano, mas vemos uma chance crescente de forte apoio de liquidez para a compra de ações pela equipe nacional.”

As autoridades tomaram uma série de medidas para resgatar o mercado, inclusive pedindo a investidores estatais que comprem fundos diretamente para elevar o mercado. Os órgãos reguladores agiram para restringir as vendas a descoberto.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 2,06%, a 36.863 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,27%, a 15.878 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,28%, a 2.865 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,64%, a 3.364 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,41%, a 2.620 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX não teve operações.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,42%, a 3.142 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,31%, a 7.639 pontos.
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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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