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Ações da China e de Hong Kong caem com realização de lucros e preocupação com setor imobiliário

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As ações da China e de Hong Kong caíram nesta quarta-feira, com os investidores realizando lucros após ganhos recentes impulsionados por medidas de apoio, enquanto os problemas do setor imobiliário persistiam após o registro de uma petição de liquidação contra o Country Garden.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com queda de 1,27%, o maior declínio diário deste mês, enquanto o índice de Xangai caiu 1,91%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 1,51%.

As ações asiáticas em geral também recuaram em negociações cautelosas antes da leitura de inflação dos Estados Unidos nesta semana, que pode influenciar o momento do ciclo de afrouxamento monetário do Federal Reserve.

A Country Garden disse que uma petição de liquidação foi apresentada contra ela por falta de pagamento de um empréstimo de 205 milhões de dólares, afetando suas perspectivas de renovação da dívida e minando os esforços de Pequim para restaurar a confiança no setor imobiliário.

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As ações da incorporadora caíram 12,5%, arrastando o setor imobiliário listado em Hong Kong para uma queda de 3,7%.

O Hang Seng Property Index também caiu 0,6%, mesmo depois que o Secretário de Finanças de Hong Kong, Paul Chan, disse que a cidade cancelará todas as medidas de restrição à compra de propriedades residenciais, em meio a outras medidas.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,08%, a 39.208 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,51%, a 16.536 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,91%, a 2.957 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,27%, a 3.450 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,04%, a 2.652 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX permaneceu fechado.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,58%, a 3.138 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,03%, a 7.660 pontos.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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