AGRONEGÓCIO

ABS se associa à Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável para fomentar boas práticas na produção de carne bovina no país

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A pecuária vem se adaptando aos novos desafios, seguindo em evolução constante. E a sustentabilidade ocupa boa parte da pauta do setor, para melhorar eficiência e produtividade, com o mínimo impacto ao meio ambiente. O caminho passa por investimentos em tecnologias que impulsionam os índices produtivos e financeiros da atividade, conectando os produtores brasileiros com a pecuária do futuro.

Com intuito de fomentar modelos de produção sustentáveis, a ABS, líder mundial em fornecimento de genética bovina, é a mais nova associada da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável (MBPS), referência internacional em iniciativas e na discussão da produção de carne bovina com manutenção da biodiversidade.

A MBPS possibilita que seus associados participem de grupos internos de trabalho com temas relevantes à toda a cadeia produtiva. O Diretor Global de Desenvolvimento de Produto e Sustentabilidade Corte da ABS Global, Matthew Cleveland, destaca que esta é uma das principais bandeiras erguidas pela empresa.

“A ABS Global tem um longo histórico de fornecimento de soluções inovadoras para garantir a lucratividade e a sustentabilidade da produção de carne bovina. A ABS está ativamente engajada nestas discussões em todo o mundo, inclusive por meio da Mesa Redonda Global da Carne Bovina Sustentável (Global Roundtable for Sustainable Beef), e reconhecemos a importância deste tópico para a indústria no Brasil. Estamos entusiasmados em trabalhar com a Mesa Redonda Brasileira para avançar ainda mais em seu trabalho de sustentabilidade, que tem implicações não apenas para o nosso país, mas para o fornecimento de carne bovina em todo o mundo”, ressalta Matthew Cleveland.

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Com mais de 15 anos de atuação, a Mesa Brasileira possui mais de 60 organizações associadas de todos os elos da cadeia da pecuária, disseminando conhecimento e engajando produtores em todo o território nacional. O modelo de organização foi pioneiro e inspirou a criação de 12 mesas pelo mundo, além da Mesa Redonda Global da Carne Bovina Sustentável (Global Roundtable for Sustainable Beef), da qual a Mesa Brasileira também faz parte.

“O melhoramento genético é um fator chave na produção sustentável, por isso estamos muito animados com a adesão da ABS, líder mundial em genética bovina. Seu pioneirismo e inovação em melhoramento genético animal e o compartilhamento de seu conhecimento será fundamental para os debates realizados pela Mesa Brasileira. Uniremos esforços na busca por aprimoramentos e soluções em prol do desenvolvimento da sustentabilidade na pecuária brasileira”, destaca João Schimansky Netto, presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável.

“Alinhados à visão estratégica da ABS Global, nos orgulhamos de nos tornar membros da MBPS, reafirmando nosso compromisso com a genética e a sustentabilidade. Estamos engajados em atuar ativamente nas discussões sobre as práticas sustentáveis na produção de carne bovina, ao mesmo tempo que impulsionamos a excelência, através do fornecimento da melhor genética bovina e melhores soluções para os pecuaristas”, enfatiza a Gerente de Serviços Genéticos Corte da ABS América Latina, Laís Grigoletto.

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Fonte: Assessoria de Comunicação ABS

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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