AGRONEGÓCIO

ABIOVE atualiza projeções para Complexo Soja: Menor produção de soja, mas processamento permanece em 54,5 milhões de toneladas

Publicado em

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) divulgou as estatísticas mensais atualizadas do complexo soja no Brasil até janeiro de 2024. Com base nos dados de produtividade média do Brasil fornecidos por suas empresas associadas, as projeções foram recalibradas, revelando uma produção de soja estimada em 153,8 milhões de toneladas, cifra inferior à última avaliação de 156,1 milhões de toneladas. Importante notar que a produtividade média no ciclo atual foi revisada para 3.411 kg/ha, em comparação com os 3.597 kg/ha de 2023.

O processamento da soja em grão permanece inalterado em 54,5 milhões de toneladas, assim como as estimativas de produção do farelo e óleo, mantendo-se em 41,7 milhões de toneladas e 11 milhões de toneladas, respectivamente.

No cenário de exportações, houve uma reavaliação. As vendas para o exterior da soja em grão estão projetadas em 97,8 milhões de toneladas, enquanto as estimativas para farelo e óleo de soja permanecem constantes, atingindo 21,6 milhões de toneladas e 1,45 milhão de toneladas, respectivamente. A expectativa de receita com essas exportações é de US$ 53,8 bilhões.

Leia Também:  Tratamento de Sementes com Micronutrientes Potencializa Produção de Cereais

A ABIOVE também analisou os dados da safra 2022/2023, prevendo uma produção de soja em grão de 159 milhões de toneladas, com o processamento atingindo 53,7 milhões de toneladas. A produção do farelo permanece em 41,1 milhões de toneladas, e a do óleo em 10,8 milhões de toneladas. As exportações, sem alterações, continuam estimadas em 101,9 milhões de toneladas de soja em grão, 22,6 milhões de toneladas de farelo de soja e 2,3 milhões de toneladas de óleo de soja, com a previsão de gerar US$ 67,3 bilhões em divisas. Esses levantamentos têm como base a média dos dados de produtividade do Brasil, fornecidos pelas empresas associadas da entidade, abrangendo todas as regiões produtivas do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Governo de Minas Aprova Lei para Expansão da Agricultura Irrigada

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Desemprego atinge menor patamar em oito anos em abril, aponta Ipea

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA