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ABIOVE atualiza estatísticas mensais e de exportações do Complexo Soja até setembro

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No período de janeiro a setembro, o processamento de soja em grão atingiu 36,6 milhões de toneladas. Ao ser ajustado pelo percentual da amostra atual (89,3%), esse número revela um aumento de 5,6% em comparação ao mesmo intervalo no ano anterior. Analisando mês a mês, setembro registrou o processamento de quase 4 milhões de toneladas do grão, apresentando uma queda de 9,4% em relação a agosto de 2023 e um aumento de 8,7% em relação a agosto de 2022.

A produção de farelo alcançou 28,1 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro, ante uma estimativa anual de 41 milhões de toneladas para 2023. Quanto à produção de óleo, atingiu 7,3 milhões de toneladas no período, com uma projeção anual de alcançar 10,8 milhões.

Em relação às exportações, em outubro, as exportações de soja em grão aumentaram 44% em volume em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, foram exportadas 92 milhões de toneladas, um incremento de 24,8%. O farelo de soja acumulou exportações de 18,1 milhões de toneladas, um volume 6,3% superior ao aferido entre janeiro e outubro de 2022. Finalmente, a comercialização internacional de óleo de soja no período foi de 2,1 milhões de toneladas, 0,7% a menos que no ano passado.

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Em relação à safra, a ABIOVE mantém para 2023 a projeção de produção de soja em 157,7 milhões de toneladas, exportações de 100 milhões de toneladas e esmagamento de 53,5 milhões. Para 2024, a associação projeta uma produção de 164,7 milhões de toneladas, esmagamento de 54 milhões e exportações de 100 milhões de toneladas de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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