AGRONEGÓCIO

ABIEC celebra redução de tarifas dos EUA sobre carne bovina brasileira e vê avanço nas relações comerciais

Publicado em

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) classificou como “muito positiva” a decisão dos Estados Unidos de reduzir as tarifas aplicadas à carne bovina brasileira. Segundo a entidade, a medida representa um avanço significativo nas relações comerciais entre os dois países e demonstra confiança no diálogo técnico construído ao longo dos últimos anos.

A ABIEC destaca que a redução tarifária reconhece a importância da carne bovina produzida no Brasil, conhecida pela qualidade, regularidade e contribuição para a segurança alimentar global. Além disso, a medida traz previsibilidade ao setor exportador, fator essencial para o bom funcionamento do comércio internacional e para o planejamento das empresas brasileiras.

EUA mantêm papel estratégico nas exportações de carne bovina do Brasil

Os Estados Unidos são o segundo maior destino da carne bovina brasileira, com participação expressiva no volume e no valor das exportações do país. A decisão norte-americana, segundo a associação, fortalece essa parceria comercial e cria condições para uma retomada mais estável e equilibrada das vendas nos próximos meses.

Leia Também:  Crise no mercado de arroz: produtores operam no prejuízo e indústria enfrenta cenário insustentável

Com a redução das tarifas, as indústrias exportadoras esperam ganhos de competitividade, principalmente em cortes de maior valor agregado, ampliando a presença do produto brasileiro no mercado americano — um dos mais exigentes e valiosos do mundo.

Setor reforça compromisso com qualidade e sustentabilidade

A ABIEC reafirmou que o setor continuará trabalhando em cooperação com as autoridades brasileiras e americanas, tanto na área sanitária quanto nas questões comerciais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de exportação e consolidar o Brasil como um parceiro confiável e competitivo no cenário global.

A entidade também reforçou o compromisso das indústrias associadas com práticas sustentáveis, rastreabilidade e segurança alimentar, pilares que sustentam a reputação da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão valida Moratória, mantém leis estaduais e encerra ações

Published

on

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (12.08) o julgamento sobre a Moratória da Soja com uma decisão que preserva o acordo privado, mas também permite que Mato Grosso e Rondônia retirem incentivos fiscais das empresas participantes. A Corte determinou ainda o encerramento de processos judiciais e administrativos que discutiam a legalidade e os efeitos concorrenciais do pacto.

O resultado não representa vitória integral de nenhum dos lados. As tradings continuam autorizadas a estabelecer critérios ambientais próprios para a compra da soja. Os Estados, por sua vez, não são obrigados a conceder benefícios públicos a empresas que adotem restrições comerciais superiores às previstas na legislação brasileira.

Criada em 2006, a Moratória da Soja é um compromisso privado firmado por tradings, indústrias e organizações da sociedade civil. As empresas participantes se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008.

A restrição abrange também áreas abertas com autorização dos órgãos ambientais. Isso ocorre porque o Código Florestal permite que produtores utilizem parte de suas propriedades no bioma Amazônia, desde que preservem os percentuais de reserva legal e cumpram as demais exigências ambientais.

Por maioria, o STF entendeu que a Moratória é legítima por decorrer da liberdade empresarial. Na avaliação da Corte, uma companhia privada pode definir critérios próprios para escolher seus fornecedores, inclusive com exigências ambientais mais rigorosas do que aquelas estabelecidas em lei.

Leia Também:  Crise no mercado de arroz: produtores operam no prejuízo e indústria enfrenta cenário insustentável

O reconhecimento da validade do pacto, entretanto, não obriga o poder público a acompanhar essas regras. O Supremo manteve as leis de Mato Grosso e Rondônia que permitem negar incentivos fiscais e terrenos públicos às empresas vinculadas a acordos privados que limitem a expansão da atividade agropecuária legal.

Na prática, as tradings poderão aderir à Moratória e deixar de adquirir determinados lotes de soja. Mato Grosso e Rondônia, por outro lado, poderão retirar os benefícios públicos concedidos a essas empresas.

A aplicação das leis estaduais deverá respeitar as regras tributárias de anterioridade. Também não poderá desconsiderar a proteção concedida a incentivos fiscais com prazo determinado e vinculados a condições já cumpridas pelas empresas beneficiárias.

O resultado não provoca a retomada automática da Moratória. As principais tradings haviam anunciado a saída do acordo diante da entrada em vigor das restrições estaduais. Cada empresa terá agora de decidir se volta a participar do pacto, considerando a possibilidade de perder benefícios fiscais.

A parte mais controversa da decisão foi o encerramento dos processos relacionados à Moratória. Por seis votos a três, o STF determinou a extinção de ações indenizatórias e de procedimentos administrativos baseados na suposta ilegalidade ou inconstitucionalidade do acordo.

A determinação alcança investigações em andamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apurava se a adoção conjunta das mesmas restrições pelas grandes compradoras de soja poderia configurar uma prática coordenada capaz de limitar a concorrência.

Leia Também:  III Fitocana reúne especialistas para debater fitossanidade e controle de pragas na cana-de-açúcar

Com o julgamento, essas apurações não deverão avançar com fundamento na suposta ilegalidade da configuração atual da Moratória. O STF considerou o pacto objetivo, público e voluntário e afastou, nos processos analisados, a tese de que o acordo seria necessariamente uma conduta anticoncorrencial.

A decisão também reduz o espaço para ações de produtores que buscavam indenizações por supostos prejuízos provocados pela recusa de compra de soja produzida em áreas abertas legalmente. Para a maioria dos ministros, a continuidade dessas disputas aumentaria a insegurança jurídica sobre a comercialização do grão.

O entendimento do Supremo se restringe ao modelo atual da Moratória. Eventuais mudanças no acordo ou novas condutas empresariais poderão ser analisadas posteriormente pelos órgãos competentes e pelo Judiciário.

Para o produtor, o resultado mantém dois cenários simultâneos. A soja produzida em conformidade com o Código Florestal poderá continuar sendo recusada por empresas que adotem critérios ambientais próprios. Essas companhias, contudo, poderão perder incentivos concedidos pelos Estados que considerem essas exigências prejudiciais à produção agropecuária legal.

O julgamento foi concluído pelo plenário, mas o acórdão ainda será publicado e poderá receber embargos de declaração. Esses recursos servem para esclarecer omissões ou contradições e, em regra, não reabrem o mérito central da decisão.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA