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Abiarroz: Exportações de arroz alcançam 203,8 mil t em outubro

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As exportações de arroz (base casca) em outubro somaram 203,8 mil toneladas, representando US$ 65,6 milhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na comparação com o mesmo mês de 2022, os embarques recuaram aproximadamente 46% em volume e 45% em receita.

No acumulado do ano, as exportações de arroz alcançaram 1,57 milhão de toneladas, o equivalente a US$ 546,9 milhões. Em volume, os embarques recuaram 5,9% de janeiro a outubro. Em compensação, houve alta de 6,5% em divisas em comparação com o mesmo período de 2022.

De acordo com a gerente de Exportação da Abiarroz, Beatriz Sartori, o resultado de outubro se deve à queda da produção neste ano, uma vez que o Brasil teve a menor área plantada dos últimos 47 anos, além da estiagem do ano de 2022, que afetou o maior estado produtor de arroz, o Rio Grande do Sul.

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“Além da queda na produção, a conjuntura internacional contribuiu para a volatilidade dos preços de exportação do cereal”, acrescenta Beatriz Sartori.

Arroz beneficiado

Os envios de arroz beneficiado, de maior valor agregado, atingiram 175,2 mil toneladas em outubro, significando US$ 52,5 milhões. Na comparação com o mesmo mês de 2022, houve alta de 6,2% em volume e de 11,3% em receita.

Os principais destinos do arroz beneficiado no mês passado foram Senegal, Gâmbia, Peru, Guiné-Bissau, Estados Unidos, Arábia Saudita, Cabo Verde, Bélgica, Cuba e Barbados.

Um dos destaques entre os destinos do cereal beneficiado foram os EUA. Os embarques de arroz parboilizado para aquele mercado aumentaram mais de quatro vezes na comparação com o volume de janeiro a outubro de 2022. Já os envios de arroz branco para os Estados Unidos cresceram mais de 30% em 2023 em relação a igual período do ano passado.

Importações

Em outubro, as importações brasileiras de arroz alcançaram 125,9 mil t, o equivalente a US$ 53,6 milhões. Em relação a igual mês de 2022, houve alta de 32,6% em volume.

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Fonte: Abiarroz

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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