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Abertas as Inscrições para o III Simpósio de Biofertilizantes, com Premiação em Duas Categorias

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A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) anunciou a abertura das inscrições para o III Simpósio de Biofertilizantes, que ocorrerá nos dias 22 e 23 de outubro de 2025, em formato presencial, durante o evento Conexão Abisolo 2025, em Campinas (SP). Pesquisadores, profissionais da indústria e estudantes de graduação e pós-graduação interessados em apresentar seus trabalhos têm até o dia 25 de julho de 2025 para submeter suas pesquisas, por meio do site oficial (https://conexaoabisolo.abisolo.com.br/simposio/).

O III Simpósio tem como foco a crescente importância dos biofertilizantes na agricultura brasileira e os avanços trazidos pela Lei nº 15.070, de 23 de dezembro de 2024. O evento também contará com duas premiações inéditas: Mérito Acadêmico, que reconhecerá a importância científica de seis trabalhos, oferecendo aos autores a oportunidade de apresentação oral, e Mérito de Inovação, que premiará dois estudos com alto potencial de aplicação prática no mercado, conforme seleção da indústria. Os temas dos trabalhos podem envolver biofertilizantes, como extratos de algas, aminoácidos, substâncias húmicas, extratos vegetais, produtos inovadores ou fertilizantes de matriz orgânica.

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Cada vencedor receberá um prêmio de R$ 5.000,00, que será entregue ao autor principal. Além disso, as pesquisas selecionadas serão divulgadas no Livro de Resumos, que será publicado em novembro, após a avaliação técnica e apresentação dos pôsteres, programadas para os dias 22 e 23 de outubro, durante o Conexão Abisolo. Os participantes poderão submeter até dois trabalhos por meio do formulário disponível no site oficial.

O período de avaliação das pesquisas ocorrerá entre 1º de agosto e 30 de setembro, por um Comitê Científico que considerará critérios como qualidade técnica, clareza, relevância e pertinência dos estudos. As apresentações dos pôsteres ocorrerão nos dias 22 e 23 de outubro, e os resumos dos trabalhos selecionados serão publicados no Livro de Resumos em novembro.

“Este simpósio conecta a excelência científica à aplicação prática, permitindo que as inovações em biofertilizantes sejam discutidas de forma ampla e contribuam para o fortalecimento do setor. A sinergia entre academia e mercado é essencial para o avanço das tecnologias que promovem produtividade, sustentabilidade e competitividade na agricultura brasileira”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, Roberto Levrero.

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Sobre o Conexão Abisolo

O Conexão Abisolo será a união de dois eventos já consolidados: o II Fórum Abisolo de Fertilizantes de Matriz Orgânica e o III Simpósio de Biofertilizantes. A programação incluirá plenárias, workshops e uma área de exposição. Os temas abordados envolverão questões econômicas e científicas cruciais para o setor, com ênfase em biofertilizantes e insumos de matriz orgânica.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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