AGRONEGÓCIO
Abacaxi Orgânico: A Nova Oportunidade para Produtores do Norte Pioneiro
Publicado em
18 de julho de 2024por
Da RedaçãoO cultivo de abacaxi na região de Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro do Paraná, completa uma década com a adesão de 120 agricultores que abastecem o mercado local e também clientes em São Paulo. Com o apoio do IDR-Paraná, a técnica de mulching, que envolve o plantio em canteiros cobertos por plástico, tem se destacado entre os produtores.
A introdução do abacaxi na região ocorreu há dez anos, quando o IDR-Paraná incentivou os agricultores familiares a diversificarem suas produções. Atualmente, o cultivo orgânico é uma realidade, com técnicas que diminuem o tempo de desenvolvimento da fruta, favorecidas pelo clima e solo locais, que conferem um alto teor de açúcar ao abacaxi, atraindo consumidores.
Fábio Roberto Dariva, um dos produtores de Cambará, conheceu a cultura durante uma excursão promovida pelo IDR-Paraná. Em 2016, ele iniciou seu plantio, transformando a dinâmica local, antes dependente de frutas de baixa qualidade vindas de fora. “A qualidade melhorou. O abacaxi é colhido no momento certo”, afirma Dariva, que em sua última safra colheu 35 mil frutos de dois hectares de cultivo.
Amanda Panich, de Jacarezinho, que se dedica principalmente à pecuária, também apostou na fruticultura ao plantar 7 mil pés de abacaxi. Em um ano e meio, ela já colheu três mil frutos e espera um total de seis mil, vendendo diretamente para mercados regionais. “Levar um produto de qualidade é valioso”, destaca, reconhecendo o apoio essencial do IDR-Paraná em todas as etapas do cultivo.
Um Novo Modelo de Produção
Maurício Castro Alves, gerente regional do IDR-Paraná, ressalta os desafios enfrentados na introdução do cultivo de abacaxi, que passou de 15 para 100 hectares em dez anos. O foco foi capacitar produtores e extensionistas, adaptando o modelo de cultivo às necessidades locais. “Nosso diferencial é a tecnologia e a adaptação para a agricultura familiar”, explica.
O cultivo em mulching, que envolve canteiros de 30 cm de altura com fitas de gotejo, proporciona frutos maiores e maior rentabilidade, com pesos variando de 1,8 kg a 3 kg. Além disso, a colheita é antecipada em dois a três meses, permitindo ao produtor controlar ervas daninhas e reduzir custos de produção.
Atualmente, a região conta com 150 mil pés de abacaxi orgânico, com colheitas no verão, resultando em preços médios de R$ 10, em comparação aos R$ 7 das variedades convencionais.
Rumo à Agroindustrialização
Os agricultores também planejam investir na agroindustrialização do abacaxi. Desde 2009, a Associação dos Agricultores de Produtos Orgânicos de Ribeirão Claro busca beneficiar a polpa da fruta assim que houver volume suficiente de produção.
Marina Paschoal Lima, extensionista do IDR-Paraná, destaca que o cultivo de abacaxi é uma alternativa viável, especialmente para jovens, já que não requer manejo diário. O produtor pode conciliar a atividade com outros empregos, realizando visitas à lavoura uma ou duas vezes por semana.
Além disso, o IDR-Paraná está desenvolvendo pesquisas na região para testar variedades de abacaxi, com foco na resistência ao fungo fusarium. Atualmente, a variedade predominante é a havaí, mas estão sendo avaliadas também as variedades rubi e esmeralda.
Cenário Nacional do Abacaxi
O Brasil cultiva abacaxi em uma área de 64,1 mil hectares, ocupando a terceira posição em volume de produção, com cerca de 2,9 milhões de toneladas, conforme dados do IBGE de 2022. Os estados de destaque na produção são Pará, Paraíba, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O Paraná, com 478 hectares cultivados, responde por apenas 0,4% da produção nacional.
Em 2022, o estado movimentou R$ 124,6 milhões com a venda de 51,4 mil toneladas de abacaxi nas Ceasas, predominando a origem das frutas de Minas Gerais e Pará. Santa Isabel do Ivaí se destaca como o principal município produtor no estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Trigo pode ganhar até 423 kg por hectare com manejo fisiológico em cenário de El Niño
Published
22 minutos agoon
21 de maio de 2026By
Da Redação
A safra de trigo 2026 começa sob maior atenção dos produtores brasileiros diante das projeções climáticas associadas ao fenômeno El Niño. A expectativa de períodos de chuva concentrada, restrição hídrica e oscilações de temperatura durante o ciclo da cultura tem reforçado a adoção de estratégias voltadas ao manejo fisiológico das lavouras para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo.
Nesse cenário, tecnologias focadas em mitigação de estresses abióticos vêm ganhando espaço nas áreas de trigo, especialmente em regiões onde o clima irregular costuma afetar diretamente o perfilhamento, o enchimento de grãos e a estabilidade produtiva.
Segundo Felipe Sulzbach, responsável pelas operações da Elicit Plant Brasil, o produtor passou a incorporar o risco climático no planejamento desde o início da safra.
“O cenário climático já entra no planejamento desde o início. O trigo sente bastante a combinação de chuva concentrada, restrição hídrica e variações de temperatura, principalmente nas fases que definem o potencial produtivo”, explica.
Manejo fisiológico busca aumentar resiliência da lavoura de trigo
A chamada elicitação fisiológica tem como objetivo estimular respostas naturais das plantas para enfrentar situações de estresse climático, como falta ou excesso de água e variações bruscas de temperatura.
No trigo, o manejo realizado entre o alongamento e a fase pré-reprodutiva contribui para manter a área foliar ativa por mais tempo, melhorar o aproveitamento de água e nutrientes e sustentar o enchimento dos grãos durante o ciclo.
De acordo com Felipe Sulzbach, em anos de maior pressão climática, a uniformidade de desenvolvimento se torna um diferencial importante para reduzir perdas produtivas.
“Talvez mais importante do que o ganho absoluto seja a previsibilidade. Em um ano com influência de El Niño, a lavoura precisa responder de forma mais regular, porque isso reduz perdas ao longo do ciclo”, afirma.
Ganhos de produtividade podem chegar a 423 kg por hectare
Dados de centros de pesquisa citados pela Elicit Plant Brasil indicam incremento médio de 266 quilos por hectare nas áreas manejadas com tecnologias fisiológicas em comparação ao manejo convencional.
Em soluções mais avançadas de elicitação fisiológica, os ganhos produtivos podem atingir até 423 quilos por hectare, equivalente a aproximadamente sete sacas adicionais por hectare e avanço de até 11% no desempenho das lavouras.
Nas áreas acompanhadas pela empresa, os principais resultados observados incluem maior vigor inicial, emergência mais uniforme e estabilidade de desenvolvimento ao longo do ciclo produtivo.
El Niño aumenta preocupação com irregularidade climática na safra de trigo
A possibilidade de um El Niño mais intenso em 2026 ampliou o nível de atenção dos produtores de trigo em relação ao manejo climático das lavouras.
Historicamente, o fenômeno está associado à ocorrência de chuvas acima da média em parte das regiões produtoras do Sul do Brasil, além de períodos de instabilidade climática e variações térmicas que afetam diretamente o potencial produtivo da cultura.
Segundo especialistas, a construção da produtividade começa antes mesmo da semeadura, com planejamento mais técnico e adoção de ferramentas que aumentem a resiliência da planta ao longo do ciclo.
“Em um cenário de maior risco climático, não dá mais para trabalhar apenas de forma reativa. O produtor precisa preparar a planta para enfrentar os períodos de estresse e reduzir perdas durante o ciclo”, destaca Felipe Sulzbach.
Retorno econômico reforça adoção de tecnologias no campo
Além dos ganhos agronômicos, o retorno financeiro também tem impulsionado a adoção de tecnologias voltadas ao manejo fisiológico no trigo.
Segundo a Elicit Plant Brasil, a tecnologia BomaFit apresenta retorno sobre investimento superior a 3 para 1, gerando mais de R$ 3,00 de retorno para cada R$ 1,00 investido.
De acordo com a empresa, o desempenho está diretamente relacionado à redução de perdas provocadas por estresses abióticos e à maior previsibilidade produtiva em anos de clima instável.
Tecnologia ganha protagonismo na triticultura brasileira
Com o aumento da variabilidade climática e a busca por maior eficiência produtiva, o manejo fisiológico vem se consolidando como uma das principais estratégias de proteção do potencial produtivo nas lavouras de trigo.
O avanço dessas tecnologias reforça a tendência de uma agricultura cada vez mais orientada por previsibilidade, gestão de risco climático e sustentabilidade produtiva dentro do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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