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A Valorização do Dólar e Seus Efeitos nas Exportações de Café

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O mercado físico brasileiro de café promete mais um dia de negociações intensas, impulsionado pela valorização do dólar frente ao real e pelos preços elevados na Bolsa de Nova York. Este cenário positivo deve favorecer as exportações, estimulando os produtores a aproveitarem a oportunidade para concretizar mais negócios.

Na segunda-feira, 14 de outubro, o mercado registrou um aumento nos preços do café. Os robustos ganhos do café arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres contribuíram para sustentar as cotações no Brasil. De acordo com a Safras Consultoria, embora o dia tenha sido agitado em termos de negócios, a volatilidade observada levou a uma cautela por parte de alguns compradores, que se mostraram mais reticentes diante da acentuada elevação dos preços.

Em relação aos preços praticados, no sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.520,00 e R$ 1.525,00, em comparação aos R$ 1.450,00 e R$ 1.455,00 do período anterior. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura, também com 15% de catação, apresentou preço de R$ 1.530,00 a R$ 1.535,00, contra R$ 1.470,00 a R$ 1.475,00 do dia anterior.

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Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, teve preço de R$ 1.235,00 a R$ 1.240,00 a saca, em comparação aos R$ 1.200,00 a R$ 1.205,00 anteriormente. No Espírito Santo, o conilon tipo 7 foi cotado entre R$ 1.430,00 e R$ 1.435,00 a saca, subindo de R$ 1.385,00 a R$ 1.390,00 do período anterior. O conilon 7/8, por sua vez, ficou em R$ 1.425,00 a R$ 1.430,00, em comparação aos R$ 1.380,00 a R$ 1.385,00.

Exportações Brasileiras – Secex

As exportações brasileiras de café em grão, no mês de outubro de 2024, contabilizando 9 dias úteis, atingiram 1.930.668 sacas de 60 quilos, com uma média diária de 214.518 sacas. A receita gerada alcançou US$ 535,512 milhões, resultando em uma média diária de US$ 59,501 milhões, e um preço médio de US$ 277,37 por saca.

Esse desempenho resulta em um aumento de 55,5% na receita média diária em relação a outubro de 2023, que foi de US$ 38,264 milhões. O volume médio diário exportado é 8,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, que era de 197.917 sacas. Além disso, o preço médio por saca é 43,5% maior em comparação com outubro de 2023, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

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Nova York

Os contratos de café com entrega em dezembro de 2024 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) apresentaram alta de 0,66%, cotados a 263,80 centavos de dólar por libra-peso. No fechamento da segunda-feira, o preço era de 262,05 centavos de dólar por libra-peso, com um aumento de 10,00 centavos, ou 4,0%.

Câmbio

O dólar comercial registrou alta de 0,60%, sendo cotado a R$ 5,6154, enquanto o Dollar Index apresentou uma baixa de 0,16%, marcando 103,13 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia encerraram suas atividades de forma mista, com Xangai apresentando queda de 2,53% e o Japão registrando um aumento de 0,77%. Na Europa, as bolsas também operam de forma mista: Paris caiu 0,87%, Frankfurt subiu 0,34% e Londres teve uma queda de 0,37%. O petróleo, por sua vez, opera em baixa, com o contrato para novembro do WTI em Nova York cotado a US$ 70,64 por barril, uma queda de 4,28%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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