AGRONEGÓCIO

A revolução tecnológica no agronegócio como aliada para o desenvolvimento industrial e sustentável

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No mundo contemporâneo, a revolução tecnológica no agronegócio está transformando profundamente a maneira como a agricultura é conduzida, e os impactos dessa mudança reverberam em vários setores, incluindo a indústria e o meio ambiente.

Um aspecto importante da revolução tecnológica no agronegócio é a promoção da sustentabilidade ambiental. A adoção de práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, impulsionadas pela tecnologia, resulta em menor uso de agroquímicos e menor impacto ambiental.

Além disso, a agricultura de precisão permite uma alocação mais eficiente de recursos, reduzindo o desperdício e minimizando a pegada de carbono da produção agrícola. De fato, a integração da tecnologia no agronegócio não apenas aumentou a produtividade das colheitas, mas também impulsionou a indústria ao criar demanda por equipamentos avançados e sistemas de processamento de dados.

A automação de processos agrícolas, por exemplo, resulta em colheitas mais rápidas e de melhor qualidade, fornecendo matéria-prima de alto padrão para as indústrias alimentícia e de biocombustíveis.

Nos últimos três anos, o agronegócio brasileiro tem desempenhado um papel significativo na economia nacional, representando aproximadamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Dentre os setores que compõem essa cadeia, a agricultura contribui com 18%, enquanto a pecuária representa 7%.

Em 2023, esse setor registrou um superávit impressionante de US$ 148,6 bilhões na balança comercial, marcando um crescimento de 4,9%, em relação ao ano anterior. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelo desempenho das exportações, que totalizaram US$ 165,1 bilhões, representando 48,6% do total exportado pelo Brasil naquele ano.

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Por outro lado, as importações apresentaram uma leve retração, totalizando US$ 16,5 bilhões, equivalente a 6,8% do total importado pelo país. Esses números destacam a economia agrícola brasileira e sua capacidade de competir globalmente.

O Brasil consolidou sua posição como um dos principais fornecedores mundiais de commodities agrícolas, liderando as exportações de café verde, carne bovina, frango in natura, soja em grão, açúcar e milho em 2023.

Esse desempenho evidencia como a adoção de tecnologias avançadas no agronegócio impulsionou a produtividade, a eficiência e a competitividade do setor, permitindo que o país atenda à crescente demanda global por alimentos e produtos agrícolas.

Esses avanços que se enquadram dentro do conceito “Agro 5.0” estão integrando progressos em biotecnologia e monitoramento de dados em tempo real, utilizando sensores digitais conectados à internet e a drones. Estes avanços são impulsionados pela análise avançada de dados, resultando em uma maior precisão na gestão da produção e no uso de insumos.

Por exemplo, o investimento global em Inteligência Artificial (IA) no agronegócio já atinge US$ 1,7 bilhão anualmente. E, além disso, é previsto que ultrapasse US$ 4,7 bilhões até 2028. As tecnologias permitem aprimorar a utilização de insumos, incrementar a produtividade e mitigar os riscos associados a pragas, fenômenos climáticos e catástrofes naturais.

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Esses avanços, por sua vez, não se limitam ao ambiente agrícola, ganhando confiabilidade através do rastreamento digital e facilitando operações financeiras, como a tokenização de commodities.

O potencial de desenvolvimento no território brasileiro é impulsionado por mais de 2.000 empresas de tecnologia agrícola no Brasil, que se concentram principalmente em áreas como robótica, IA, aprendizado de máquina, blockchain, nanotecnologia, edição de genes, proteína sintética e agricultura celular.

Algumas pesquisas, inclusive, sugerem que a implementação de tecnologias, como aprimoramentos nos solos agrícolas, plantio de árvores em áreas subutilizadas e práticas sustentáveis na pesca, poderia desempenhar um papel fundamental na redução das emissões.

É importante ressaltar, também, que os profissionais de análise e desenvolvimento de sistemas desempenham um papel importante, criando softwares personalizados e soluções digitais sob medida para as necessidades específicas do agronegócio. Seja projetando algoritmos avançados para otimizar a irrigação ou desenvolvendo aplicativos móveis para monitorar o crescimento das culturas, transformando a agricultura moderna.

No fim, é evidente que a tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na modernização do agronegócio, impulsionando o desenvolvimento industrial e promovendo a sustentabilidade. Ao que tudo indica, esse movimento de modernização deve seguir nos próximos anos, transformando-se ainda mais.

Fonte: Conversion + Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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