AGRONEGÓCIO

A Nova Cerveja com Erva-Mate da Dado Bier: Uma Celebração ao Mês Farroupilha

Publicado em

O Food Hall Dado Bier, em parceria com a renomada indústria de erva-mate Baldo, apresenta uma novidade especial para o mês de setembro: uma cerveja artesanal com erva-mate, celebrando o Mês Farroupilha com um toque de inovação. A colaboração entre essas duas marcas genuinamente gaúchas promete unir a tradição do chimarrão com a arte da produção cervejeira.

Receita e Processo de Fabricação

A base da nova cerveja é uma Belgian Blonde Ale, conhecida por suas notas frutadas e condimentadas, que harmonizam de maneira excepcional com a erva-mate Baldo, renomada por suas propriedades únicas. O resultado é uma cerveja encorpada, intensa e dourada, fruto de um processo aperfeiçoado desde 1920, equilibrando o frescor das ervas brasileiras com a intensidade da erva-mate ao estilo uruguaio.

De acordo com Thiago Martini, mestre cervejeiro da Dado Bier, o processo de fabricação integra a erva-mate tanto na fase quente da fervura quanto na fase fria da maturação. “Nosso objetivo é capturar o sabor característico da erva-mate sem sobrecarregar a cerveja. Não queremos imitar o chimarrão, mas evocar as memórias e as qualidades dessa planta tão significativa para o povo gaúcho”, explica Martini.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá lança pavimentação e drenagem no Jardim Presidente II

Esta nova criação oferece uma abordagem inovadora em comparação com a Ilex, cerveja sazonal anteriormente produzida pela Dado Bier com erva-mate. A Belgian Blonde Ale será clara, com teor alcoólico moderado (cerca de 5%) e corpo médio, proporcionando um equilíbrio ideal com o leve amargor da erva-mate. O baixo índice de amargor (IBU) foi cuidadosamente ajustado para não sobrepor as sutis notas da planta.

Uma Homenagem à Tradição

Além de celebrar o 20 de setembro, a data mais importante para os gaúchos, a nova cerveja presta homenagem à Dado Bier Ilex, a primeira cerveja do mundo a utilizar erva-mate em sua formulação. Lançada em 2006, a Ilex combinava a Ilex paraguariensis (erva-mate) com lúpulos, água mineral e uma seleção de maltes importados.

Embora a Ilex não faça mais parte do portfólio da Dado Bier, a nova parceria com a Baldo, a maior exportadora de erva-mate do Brasil, busca resgatar a memória dessa inovação com um toque moderno. A Baldo, com sede em Encantado e unidades em Canoinhas-SC, São Mateus do Sul-PR, Prudentópolis-PR e Palmeira de Goiás-GO, é conhecida por sua excelência e atuação no desenvolvimento de chás derivados da erva-mate.

Leia Também:  Vigilantes de unidade de saúde participam de curso de qualificação

“Estamos extremamente orgulhosos desta colaboração com uma marca tão prestigiada como a Dado Bier. Para a Baldo, a qualidade é um valor inegociável. Desde 1920, buscamos a excelência em cada etapa da produção da erva-mate pura folha. Este novo conceito da cerveja Dado Bier com erva-mate Baldo reflete nossa dedicação e as possibilidades que nosso produto oferece”, afirma Leandro Gheno, diretor da Baldo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

Published

on

O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá lança pavimentação e drenagem no Jardim Presidente II

A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

Leia Também:  Lideranças do agro consolidam apoio e fortalecem projeto de Neri Geller

A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA