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8º Cupping ATeG Café+Forte avalia mais de 2.200 amostras de café em busca dos melhores grãos

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O Sistema Faemg Senar iniciou as avaliações do 8º Cupping ATeG Café+Forte, um dos maiores concursos de café do Brasil, que reúne produtores atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café+Forte em Minas Gerais. Com mais de 2.200 amostras inscritas nesta edição, o concurso supera o recorde anterior de 1.845 amostras, registrado em 2023, refletindo o crescimento contínuo do setor. O evento, que ocorre desde 2017, tem como objetivo promover a excelência da cafeicultura mineira e será finalizado com a revelação dos vencedores durante a Semana Internacional do Café (SIC), um dos maiores eventos globais do setor.

Caio Oliveira, gerente do Sistema Faemg Senar em Varginha, destacou o impacto positivo da competição, que vem ganhando notoriedade nacional e internacional ao longo dos anos. “A cada edição, observamos um avanço significativo na qualidade e no volume de amostras enviadas, evidenciando o comprometimento dos produtores. Este ano, tivemos um aumento expressivo nas amostras de café conilon, que vem se destacando cada vez mais em Minas Gerais”, afirmou Oliveira.

Inovação tecnológica aprimora o concurso

Entre as novidades desta edição está a utilização de um aplicativo exclusivo para o gerenciamento das amostras e organização do concurso, o que trouxe maior precisão e eficiência ao processo. O aplicativo, implementado em novembro de 2023, otimiza o fluxo de informações, agilizando o trabalho dos provadores e evitando erros que poderiam ocorrer com o método manual. “Com o crescimento do concurso, o uso dessa tecnologia tornou-se essencial para profissionalizar e modernizar a avaliação”, explicou João Thomaz Cruz Silva, analista do Sistema Faemg Senar.

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Processo rigoroso de avaliação

As amostras, compostas por cafés das variedades Arábica e Conilon, passam por um processo de avaliação rigoroso, dividido em várias etapas. Inicialmente, os 17 provadores são submetidos a uma calibração para assegurar a uniformidade nas notas. Em seguida, as amostras são avaliadas ao longo de 10 dias.

Os 100 melhores cafés serão novamente provados e reclassificados em duas categorias: Natural e Cereja Descascado. Os três melhores cafés de cada região produtora (Sul de Minas, Matas de Minas, Cerrado Mineiro e Chapada de Minas) serão premiados, assim como os melhores cafés Conilon do estado.

A importância do retorno técnico para os produtores

Mais do que uma competição, o Cupping ATeG Café+Forte oferece aos produtores uma valiosa avaliação técnica. Muitos utilizam o feedback para ajustar seus processos produtivos e melhorar a qualidade de suas produções. “Os produtores recebem um laudo técnico imparcial que detalha a qualidade de seu café, além de exporem seus produtos para potenciais compradores nacionais e internacionais”, destaca o gerente regional do Sistema Faemg Senar em Viçosa.

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Centro de Excelência em Cafeicultura: o palco das avaliações

As avaliações ocorrem no renomado Centro de Excelência em Cafeicultura, em Varginha, que oferece infraestrutura de ponta para garantir a precisão em cada detalhe do concurso. As notas seguem os rigorosos protocolos da Specialty Coffee Association (BSCA), avaliando aspectos sensoriais das bebidas e classificando os melhores cafés.

Categorias especiais valorizam diversidade e sustentabilidade

O concurso também conta com categorias especiais que reconhecem produções de jovens, mulheres e iniciativas sustentáveis. Esses prêmios reforçam o compromisso do setor com práticas agrícolas responsáveis e incentivam a participação de grupos diversificados, promovendo a qualidade e a diversidade dos cafés mineiros.

Com uma avaliação criteriosa e o uso de tecnologia de ponta, o 8º Cupping ATeG Café+Forte consolida-se como um evento fundamental para a valorização dos cafés especiais de Minas Gerais, colocando os produtores em evidência nos mercados nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Sistema FAEP entrega propostas para nova concessão da Malha Sul e cobra priorização de investimentos no Paraná

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O Sistema FAEP apresentou ao Ministério dos Transportes, nesta quarta-feira (24), em Umuarama (PR), um conjunto de propostas para a nova concessão da Malha Sul Ferroviária. O documento foi entregue pelo presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, ao ministro dos Transportes, George Santoro.

Elaborado em conjunto com o G7 Paraná, o posicionamento reúne contribuições do setor produtivo para o modelo em discussão, já que o contrato atual da malha ferroviária se encerra em 2027.

FAEP defende nova licitação e ampliação da capacidade ferroviária

O Sistema FAEP é favorável à realização de uma nova licitação da Malha Sul, com foco na modernização da infraestrutura, ampliação da capacidade de transporte e eliminação de gargalos logísticos que impactam diretamente a competitividade do agronegócio paranaense.

De acordo com os estudos do Governo Federal, a concessão deve ser dividida em três blocos: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul. A entidade concorda com a segmentação, mas alerta para a necessidade de ajustes na distribuição dos recursos gerados pela concessão.

Entidade critica modelo de distribuição de recursos da concessão

A proposta em análise prevê outorga de aproximadamente R$ 8,7 bilhões. Segundo o Sistema FAEP, embora o Paraná concentre cerca de 78% da carga transportada pela ferrovia, parte relevante desses recursos poderia ser destinada a outras concessões ferroviárias.

Para o presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, o modelo precisa garantir retorno proporcional ao Estado.

“Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná”, afirmou.

Infraestrutura ferroviária é apontada como prioridade estratégica

Entre as obras consideradas prioritárias pelo setor produtivo estão intervenções estruturantes para ampliar a capacidade logística do Estado. Entre elas:

  • Novo traçado ferroviário na Serra da Esperança (Guarapuava–Irati–Lapa);
  • Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
  • Ampliação de pátios de cruzamento ao longo da malha.
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Segundo a entidade, os estudos atuais não contemplam adequadamente essas intervenções ou as colocam em cronogramas de longo prazo, o que poderia comprometer a eficiência logística diante do crescimento da produção agroindustrial do Estado.

“O Paraná produz cada vez mais e precisa de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras fundamentais aparecem apenas para o final da concessão”, destacou Meneguette.

Governo federal reconhece parte das demandas do setor

Durante o encontro, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o governo já identificou dois dos principais gargalos apontados pelo setor produtivo: o Contorno Ferroviário de Curitiba e as intervenções na Serra da Esperança.

Segundo ele, essas obras devem ser incluídas como investimentos obrigatórios no novo modelo de concessão.

Integração logística e novos investimentos propostos

O documento também propõe a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, com o objetivo de aumentar a eficiência do sistema ferroviário e melhorar o escoamento da produção do Oeste do Paraná até o Porto de Paranaguá.

Os investimentos previstos (Capex) somam cerca de R$ 6,8 bilhões e incluem substituição de trilhos e dormentes, além da construção de sete novos pátios ferroviários.

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Propostas do Sistema FAEP para a Malha Sul
  • Nova licitação da Malha Sul, sem prorrogação do contrato atual
  • Divisão da malha em três blocos operacionais
  • Integração entre Malha Paraná-Santa Catarina e Ferroeste
  • Reinvestimento dos recursos gerados no Paraná no próprio Estado
  • Construção do novo trecho Guarapuava–Irati–Lapa (Serra da Esperança)
  • Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba
  • Ampliação de pátios de cruzamento na Serra do Mar
  • Antecipação do cronograma de investimentos
  • Garantias para evitar aumento tarifário aos usuários
  • Possibilidade de aportes estaduais e federais para acelerar obras prioritárias
  • Concessão ferroviária é vista como decisiva para o agronegócio

O Sistema FAEP avalia que a nova concessão da Malha Sul será determinante para o futuro da logística do agronegócio no Paraná, especialmente diante do crescimento contínuo da produção e da necessidade de redução de custos no escoamento de cargas até os portos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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