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12° SBSBL: Especialistas abordam impacto das micotoxinas e colostragem de bezerras

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As micotoxinas são metabólitos secundários sintetizados por fungos, tóxicos para animais e seres humanos. Na cadeia produtiva do leite, podem acometer o sistema de defesa dos animais, bem como outros sistemas, causando perdas econômicas consideráveis para o produtor.

O palestrante trouxe ponderações sobre a ocorrência das micotoxinas, seus efeitos na cadeia de produção de leite e medidas mitigadoras. De acordo com Mallmann, o Brasil é pioneiro em reconhecer o problema e buscar soluções para as micotoxinas, com estudos e uma legislação avançada sobre o assunto. Ainda assim, há vários desafios no controle destas.

Algumas das principais micotoxinas são: aflatoxinas (AFs), fumonisinas (FBs), ocratoxinas (OTs), desoxinivalenol (DON), zearalenona (ZEN) e a Toxina T-2. Já entre os métodos mais utilizados para detectar essas substâncias, o pesquisador citou técnicas como a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC) e o ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA). “Geralmente o diagnóstico é feito quando o prejuízo já está avançado. E é difícil detectar sinais clínicos”, salientou.

Mallmann ressaltou que as micotoxinas afetam diretamente a produtividade e, por consequência, o desempenho econômico da propriedade. “É um risco e precisamos alertar o produtor. Há soluções como aditivos, que são produtos de fácil acesso para incluir na ração. “Temos que nos preocupar com os bezerros, por terem capacidade de metabolização inferior, mas, ao mesmo tempo, protegermos as vacas adultas no período de lactação, para evitar a contaminação do leite e os danos à indústria”.

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COLOSTRAGEM

A segunda palestra do painel, com a médica veterinária Sandra Gesteira, tratou da colostragem em bezerras. A administração adequada de colostro nas primeiras horas de vida vai garantir que as bezerras recebam uma importante fonte de anticorpos, por conta da absorção intestinal de imunoglobulinas, que contribuirão para proteger esses animais contra doenças e reduzir índices de mortalidade.

Segundo Sandra, os aspectos que mais afetam a qualidade do colostro são a dieta, influências das estações, duração do período seco, quadros de mastite antes de a vaca parir, ordenha, ordem de parto, raça, bem como características individuais. Quanto à raça, por exemplo, a concentração menor de imunoglobulinas no gado holandês e no gado pardo suíço trará mais desafios para uma boa colostragem. Já em relação ao período seco, é importante respeitar essa fase para preparar a vaca para a próxima lactação. “Precisamos manejar vacas no pós-parto para que tenham conforto e a qualidade do colostro não seja afetada”, pontuou.

É fundamental, ainda, ter atenção para a ordem do parto. “Assim que o animal entra em trabalho de parto terá um pico de prolactina, fundamental para que haja proteína no leite. Assim que a prolactina age, não passará mais imunoglobulinas pelos alvéolos. Por isso, quanto mais tempo demoramos para obter colostro após o parto, mais esse colostro vai sendo diluído e perderá qualidade”.

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Outra forma de melhorar o colostro é vacinar as vacas no pré-parto, conforme estudo apresentado pela palestrante. “Além de controlar especificamente a diarreia infecciosa em bezerros, observamos que a vacina melhora a qualidade do colostro, ao aumentar as concentrações de IgM colostral”.

Para garantir que não falte colostro de qualidade na propriedade, uma alternativa essencial destacada pela especialista é a criação de bancos de colostro. “É um desafio conseguirmos sempre um bom colostro na fazenda, e os bancos são uma garantia para que não falte este componente tão importante”.

Além do seu papel essencial no desenvolvimento dos bezerros, pesquisas demonstram o potencial da comercialização do colostro para uso humano. “É uma substância que pode ser usada em nutracêuticos, para melhorar a qualidade intestinal, em alimentos funcionais, para reduzir infecções gastrointestinais e respiratórias, para melhorar a performance de atletas, fortificar o leite consumido por crianças e pela indústria de cosméticos”.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

Fonte: Portal do Agronegócio

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Simpósio mostra como elevar o lucro da pecuária a pasto

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Começa nesta quinta-feira (13.08), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o III Simpósio de Pecuária Lucrativa a Pasto. O encontro reunirá produtores, técnicos e pesquisadores para discutir estratégias de manejo capazes de aumentar a produtividade e a rentabilidade da criação de bovinos.

A programação será dividida em duas etapas. No primeiro dia, o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) receberá um ciclo de palestras sobre manejo de pastagens, confinamento e conservação de forragens.

O credenciamento começará às 13 horas. As apresentações técnicas serão realizadas das 14 às 18 horas. Entre os temas previstos estão o aproveitamento das pastagens, a alimentação dos animais no período seco, a terminação em confinamento e a produção de volumosos para suplementação do rebanho.

A conservação de forragens permite armazenar capim, milho e outras plantas na forma de feno, silagem ou pré-secado. A estratégia ajuda o pecuarista a manter a oferta de alimento nos meses de menor crescimento das pastagens, reduzindo a perda de peso dos animais e a necessidade de compras emergenciais de ração.

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Na sexta-feira (14.08), o simpósio seguirá com um dia de campo na Fazenda Santa Clara, em Terenos, município vizinho a Campo Grande. A atividade começará às 7h30 e mostrará, na prática, técnicas de produção de feno e pré-secado, conservação de alimentos e organização do sistema produtivo da propriedade.

A proposta é aproximar o conhecimento apresentado nas palestras da rotina das fazendas. Durante o dia de campo, os participantes poderão observar a aplicação das técnicas e trocar experiências sobre custos, alimentação do rebanho e planejamento da produção ao longo do ano.

O evento é coordenado pelo professor Guilhermo Francklin de Souza Congio, do Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). A inscrição e a certificação são realizadas pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).

São oferecidas 200 vagas. A inscrição custa R$ 230 e dá direito à participação nos dois dias, com carga horária certificada de dez horas.

Serviço

Evento: III Simpósio de Pecuária Lucrativa a Pasto
Data: 13 e 14 de agosto de 2026
Dia 13: credenciamento às 13 horas e palestras das 14 às 18 horas
Local: auditório do Sistema Famasul, Rua Marcino dos Santos, 401, Chácara Cachoeira, Campo Grande
Dia 14: atividades a partir das 7h30
Local: Fazenda Santa Clara, BR-262, km 411, Terenos
Inscrição: R$ 230
Vagas: 200
Inscrições: clique aqui

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Fonte: Pensar Agro

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