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11º Prêmio Região do Cerrado Mineiro reconhece a excelência na produção de café

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A Federação dos Cafeicultores do Cerrado realiza, na quinta-feira (30), cerimônia para apresentar os campeões do 11º Prêmio Região do Cerrado Mineiro. O evento vai reconhecer e premiar os melhores cafés dos 55 municípios que compõem a Região, valorizando o esforço dos cafeicultores na produção de cafés de alta qualidade, além de destacar a responsabilidade e rastreabilidade na produção de café e celebrar a safra anual.

O Prêmio é promovido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com apoio do Sebrae Minas. O evento tem a realização das cooperativas Carmocer, Carpec, Coocacer Araguari, Coopadap, Expocacer e MonteCCer, integrando ainda as sete associações: ACA, Acarpa, Amoca, Appcer, Assocafé, Assogotardo e GRE Café – Região de Araxá como apoiadoras.

Para Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, a 11° Edição do Prêmio Cerrado Mineiro reforça a evolução da qualidade e sustentabilidade da Região e o compromisso com as pessoas, lançando o leilão Café Solidário, que beneficiará o Hospital do Câncer em Patrocínio e as escolas que participam do Troféu Escola de Atitude.

De acordo com Marcos Alves, gerente do Sebrae Minas na Regional Noroeste e Alto Paranaíba, a Região do Cerrado Mineiro construiu uma reputação de produção de cafés de alta qualidade e o Prêmio se transformou no principal palco para a apresentação desses cafés. “Ano a ano, podemos observar os esforços dos produtores na manutenção e aumento da qualidade dos grãos, com recordes seguidos relacionados à pontuação dos cafés. O Sebrae Minas é um apoiador da iniciativa desde a primeira edição e percebemos a evolução no número de amostras e o aumento de produtores participantes, fato que valida a chancela de qualidade que se construiu em torno da Região do Cerrado Mineiro”, enfatiza.

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Recorde

O 11º Prêmio Região do Cerrado Mineiro teve um recorde histórico de amostras de café inscritas, totalizando 500 inscrições, superando os 370 cadastros do ano passado. Dividido em três categorias, recebeu 242 inscrições na categoria Café Natural, 64 na Cereja Descascado e 194 na Fermentação Induzida.

Mulher de Atitude e Atitude Sustentável

Desde o ano passado, o Troféu Mulher de Atitude homenageia as três melhores cafeicultoras da região, ressaltando o papel fundamental das mulheres na produção de café. A sustentabilidade também é reconhecida com o Troféu Atitude Sustentável, que destaca as boas práticas agrícolas implementadas pelos cafeicultores. A competição reúne 60 finalistas que apresentam projetos de práticas sustentáveis aplicadas em suas propriedades.

Leilão Café Solidário

Uma das suas principais atrações do evento é o Leilão Café Solidário, que permite a aquisição presencial dos melhores cafés nas categorias Natural, Cereja Descascado e Fermentação Induzida, com 11 lotes disponíveis dos 60 ranqueados. Conduzido por Mauro Lúcio dos Santos, da Investbras Agente Autônomo de Investimentos, o evento é voltado para exportadores e empresas interessadas em apoiar a causa solidária, já que 70% do valor arrecadado no leilão será integralmente doado ao Hospital do Amor de Patrocínio, que atende pacientes com câncer na Região, e aos projetos vencedores do Troféu Escola de Atitude. Uma parte do percentual restante será destinada aos produtores de café responsáveis pelos lotes leiloados.

  • O 11º Prêmio Região do Cerrado Mineiro será transmitido, ao vivo, no YouTube.
  • Mais informações sobre a Região do Cerrado Mineiro: www.cerradomineiro.org
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Fonte: Serifa Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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