Várzea Grande

Vacinação nas escolas atualiza caderneta de crianças de 4 a 10 anos em VG

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Cuidar da saúde das crianças também significa facilitar o acesso aos serviços. Com esse objetivo, a equipe da Unidade de Saúde Nossa Senhora da Guia levou a vacinação até a Emeb Arlindo Arruda de Campos, em Várzea Grande. A ação garantiu a atualização da caderneta vacinal de crianças de 4 a 10 anos e também possibilitou o acompanhamento de famílias atendidas pela Atenção Primária à Saúde.

Ao todo, 95 pessoas foram atendidas durante a ação, sendo 74 crianças de 4 a 10 anos e 21 adultos. Foram aplicadas mais de 120 doses de diferentes vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, incluindo influenza, HPV, dengue, DTP, tetraviral, varicela, febre amarela e VIP, além da suplementação com vitamina A.

A mobilização também permitiu identificar crianças com vacinas pendentes e colocar a proteção em dia. A iniciativa aproxima a equipe de saúde da comunidade escolar e ajuda a evitar que a rotina corrida das famílias faça com que a vacinação seja deixada para depois.

Além da vacinação, a equipe realizou a pesagem de 37 crianças para o acompanhamento do programa Bolsa Família, uma das ações desenvolvidas pela Atenção Primária à Saúde. O monitoramento é importante para acompanhar as condições de saúde e o desenvolvimento das crianças beneficiárias.

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Para o gerente da Unidade de Saúde Nossa Senhora da Guia, Edipson Morbeck Júnior, levar a equipe para dentro da escola facilita o acesso das famílias e fortalece as ações de prevenção.

“Esse é o nosso papel, levar a saúde até a comunidade para facilitar o acesso, contribuindo com a imunização das crianças e profissionais”, destacou.

A ação também contou com a participação da equipe da Emeb Arlindo Arruda de Campos. Para a diretora da unidade escolar, Nadja Lannes de Carvalho, a parceria entre escola e saúde contribui diretamente para o cuidado com os estudantes.

“Nossa parceria com a saúde do município é fundamental para garantirmos a saúde dos nossos alunos. Esse também é o papel da escola, cuidar do intelectual e físico das nossas crianças”, afirmou.

Para que a ação fosse realizada, houve uma força-tarefa envolvendo profissionais da unidade de saúde. Participaram os técnicos de enfermagem e vacinadores Eva Barbosa e Paulo Lima; a agente comunitária de saúde Wanessa Dutra; e a responsável técnica da unidade de saúde, Jorcywandra Dutra.

A vacinação nas escolas é uma estratégia que fortalece a prevenção e amplia a cobertura vacinal, garantindo que crianças e adolescentes tenham acesso às vacinas previstas no calendário e estejam protegidos contra doenças que podem ser evitadas por meio da imunização.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Informação ajuda mulheres a reconhecer a violência e buscar proteção em Várzea Grande

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Antes da agressão física, muitas vezes existe o controle. Antes do medo, podem surgir os ciúmes excessivos, as ameaças, as humilhações, as palavras que diminuem, o controle do dinheiro, das roupas, das amizades e até do celular.

Nem toda violência deixa marcas visíveis no corpo. Algumas deixam marcas silenciosas, que podem durar anos.

Em Mato Grosso, somente em 2025, 7.159 mulheres vítimas de violência doméstica foram acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar. O número representa uma média de quase 597 mulheres atendidas todos os meses e é 26,3% maior que o registrado em 2024, quando 5.670 mulheres foram assistidas pelo programa.

Em Várzea Grande, a dimensão do problema também aparece nos números do Judiciário. Ao longo de 2025, foram registrados 1.421 novos processos de medidas protetivas de urgência na comarca, uma média de quase 118 pedidos por mês. O dado não representa o total de mulheres vítimas de violência, mas mostra quantas buscaram a proteção da Justiça diante de situações de violência doméstica e familiar.

O cenário pode chegar ao extremo da violência: Mato Grosso registrou 27 feminicídios no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Polícia Civil do Estado.

É diante dessa realidade que o Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, reforça uma mensagem que precisa chegar a todas: nenhuma mulher precisa enfrentar uma situação de violência sozinha.

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Na manhã desta segunda-feira (17), mulheres atendidas pela Unidade de Saúde da Família do Jardim Eldorado, em Várzea Grande, participaram de uma palestra sobre os direitos das mulheres e os caminhos existentes para buscar proteção e orientação.

A atividade foi conduzida pelas advogadas Patrícia Campos e Adriana Ragnini, da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher da OAB de Mato Grosso.

Durante o encontro, as participantes foram orientadas sobre os diferentes tipos de violência previstos na legislação, os mecanismos de proteção e a importância de não naturalizar comportamentos agressivos.

A violência pode ser física, mas também psicológica, moral, sexual e patrimonial. Uma ameaça, uma humilhação constante, o controle financeiro, a perseguição ou a tentativa de impedir que a mulher tenha contato com familiares e amigos também podem fazer parte do ciclo de violência.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) estabelece mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher e prevê medidas de proteção para mulheres em situação de violência.

Mais do que falar sobre leis, a palestra buscou fortalecer a autoestima e a coragem para pedir ajuda.

“É importante que a mulher saiba reconhecer os sinais da violência e entenda que ela tem direitos e uma rede que pode acolhê-la. Muitas vezes, a informação é o primeiro passo para que ela consiga romper esse ciclo e buscar proteção”, destacou a responsável técnica da unidade, Thalita Almeida.

A orientação também foi para que as mulheres não esperem a violência chegar à agressão física para procurar ajuda. O medo, a ameaça, a humilhação e o controle também precisam ser levados a sério.

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A mensagem deixada durante o encontro foi simples, mas necessária: a mulher não está sozinha. Existe uma legislação que pode protegê-la, serviços que podem orientá-la e uma rede de atendimento preparada para acolher quem decide pedir ajuda.

Em Várzea Grande, o Centro Especializado de Atendimento às Vítimas (CEAV) funciona no Fórum da cidade, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, oferecendo acolhimento e orientação. O serviço também atende pelo WhatsApp (65) 3688-8404.

Em maio deste ano, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande também passou a funcionar em regime de plantão 24 horas, ampliando a proteção e o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar. O telefone de contato é (65) 98173-0670.

Porque romper o silêncio nem sempre é fácil. Mas nenhuma mulher deve ser convencida de que sofrer é normal.

Informação protege. Orientação fortalece. Denunciar pode salvar uma vida.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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