Várzea Grande

Equipe de mediação escolar já visitou 37 unidades e agiliza solução de demandas

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A equipe de Prevenção e Mediação à Gestão Escolar já visitou 37 unidades escolares. As demandas identificadas foram, em sua maioria, resolvidas nas próprias instituições, enquanto outras foram encaminhadas aos setores competentes.

O trabalho desenvolvido pelos mediadores consiste em atuar na resolução de questões estruturais e conflitos dentro das escolas, por meio de um processo baseado na escuta ativa.

“Essas intermediações são uma forma de dar celeridade aos problemas existentes dentro da unidade escolar. Nosso trabalho é ouvir e registrar cada situação, dialogar com a direção, compreender as demandas e buscar soluções. Para os casos que são de nossa atribuição, damos os devidos encaminhamentos; já aqueles que necessitam do apoio de outras secretarias, solicitamos o serviço”, destacou a mediadora Rita Mara de Arruda Cortez.

A mediadora informou ainda que a equipe realiza visitas diárias a cerca de oito unidades escolares, com elaboração de atas em todas as mediações realizadas. “Esse registro é necessário e funciona como documento oficial, formalizando as discussões e os acordos firmados durante a mediação”, explicou.

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A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou a importância do trabalho dos mediadores, que atuam como ponte entre as unidades escolares e a Secretaria. “Durante as visitas, os mediadores buscam solucionar as questões dentro da própria unidade, o que facilita o trabalho da gestão escolar, que não precisa se deslocar até a sede para solicitar serviços”, afirmou.

A secretária destacou ainda que essa aproximação entre a gestão central e as unidades escolares contribui para melhorar a eficiência operacional em todo o município.

A equipe de mediação é composta pelos servidores Izabel Vitalino Figueiredo, Sarah Jane de Campos, Benedita Santana Ponce e Paulo Sérgio Chimello.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Informação ajuda mulheres a reconhecer a violência e buscar proteção em Várzea Grande

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Antes da agressão física, muitas vezes existe o controle. Antes do medo, podem surgir os ciúmes excessivos, as ameaças, as humilhações, as palavras que diminuem, o controle do dinheiro, das roupas, das amizades e até do celular.

Nem toda violência deixa marcas visíveis no corpo. Algumas deixam marcas silenciosas, que podem durar anos.

Em Mato Grosso, somente em 2025, 7.159 mulheres vítimas de violência doméstica foram acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar. O número representa uma média de quase 597 mulheres atendidas todos os meses e é 26,3% maior que o registrado em 2024, quando 5.670 mulheres foram assistidas pelo programa.

Em Várzea Grande, a dimensão do problema também aparece nos números do Judiciário. Ao longo de 2025, foram registrados 1.421 novos processos de medidas protetivas de urgência na comarca, uma média de quase 118 pedidos por mês. O dado não representa o total de mulheres vítimas de violência, mas mostra quantas buscaram a proteção da Justiça diante de situações de violência doméstica e familiar.

O cenário pode chegar ao extremo da violência: Mato Grosso registrou 27 feminicídios no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Polícia Civil do Estado.

É diante dessa realidade que o Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, reforça uma mensagem que precisa chegar a todas: nenhuma mulher precisa enfrentar uma situação de violência sozinha.

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Na manhã desta segunda-feira (17), mulheres atendidas pela Unidade de Saúde da Família do Jardim Eldorado, em Várzea Grande, participaram de uma palestra sobre os direitos das mulheres e os caminhos existentes para buscar proteção e orientação.

A atividade foi conduzida pelas advogadas Patrícia Campos e Adriana Ragnini, da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher da OAB de Mato Grosso.

Durante o encontro, as participantes foram orientadas sobre os diferentes tipos de violência previstos na legislação, os mecanismos de proteção e a importância de não naturalizar comportamentos agressivos.

A violência pode ser física, mas também psicológica, moral, sexual e patrimonial. Uma ameaça, uma humilhação constante, o controle financeiro, a perseguição ou a tentativa de impedir que a mulher tenha contato com familiares e amigos também podem fazer parte do ciclo de violência.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) estabelece mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher e prevê medidas de proteção para mulheres em situação de violência.

Mais do que falar sobre leis, a palestra buscou fortalecer a autoestima e a coragem para pedir ajuda.

“É importante que a mulher saiba reconhecer os sinais da violência e entenda que ela tem direitos e uma rede que pode acolhê-la. Muitas vezes, a informação é o primeiro passo para que ela consiga romper esse ciclo e buscar proteção”, destacou a responsável técnica da unidade, Thalita Almeida.

A orientação também foi para que as mulheres não esperem a violência chegar à agressão física para procurar ajuda. O medo, a ameaça, a humilhação e o controle também precisam ser levados a sério.

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A mensagem deixada durante o encontro foi simples, mas necessária: a mulher não está sozinha. Existe uma legislação que pode protegê-la, serviços que podem orientá-la e uma rede de atendimento preparada para acolher quem decide pedir ajuda.

Em Várzea Grande, o Centro Especializado de Atendimento às Vítimas (CEAV) funciona no Fórum da cidade, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, oferecendo acolhimento e orientação. O serviço também atende pelo WhatsApp (65) 3688-8404.

Em maio deste ano, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande também passou a funcionar em regime de plantão 24 horas, ampliando a proteção e o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar. O telefone de contato é (65) 98173-0670.

Porque romper o silêncio nem sempre é fácil. Mas nenhuma mulher deve ser convencida de que sofrer é normal.

Informação protege. Orientação fortalece. Denunciar pode salvar uma vida.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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