Várzea Grande

IBGE inicia visitas domiciliares para mapear a saúde da população de Várzea Grande

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Os moradores de Várzea Grande começaram a receber, desde o último dia 6 de julho, a visita dos entrevistadores da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde. A ação segue até o dia 30 de novembro e faz parte da terceira edição do maior levantamento sobre as condições de saúde da população brasileira.

Com o tema “Como está a saúde da população brasileira?”, a pesquisa tem como objetivo conhecer o estado de saúde dos brasileiros, além de avaliar o acesso da população aos profissionais e aos serviços de saúde. As informações coletadas servirão de base para o planejamento de políticas públicas mais eficazes, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a definição de estratégias voltadas à prevenção de doenças e promoção da saúde.

As visitas aos domicílios acontecem de forma regionalizada, conforme o cronograma da equipe de pesquisa do IBGE. Durante a primeira etapa, os entrevistadores aplicam um questionário com informações sobre todos os moradores da residência. Na sequência, um integrante da família é selecionado aleatoriamente para responder perguntas mais detalhadas sobre sua saúde e hábitos de vida.

Ao final dessa segunda etapa, também são realizadas aferições de pressão arterial, peso e altura do participante selecionado.

Uma das novidades desta edição é a terceira etapa da pesquisa, que inclui a coleta de sangue e, pela primeira vez, de urina. Os exames serão realizados em um morador da residência com idade igual ou superior a 35 anos, mediante autorização.

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As análises laboratoriais permitirão avaliar indicadores importantes para a saúde da população, como colesterol, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, hemograma, presença de chumbo e mercúrio no organismo, além de sorologia para chikungunya. Já na amostra de urina serão analisados os níveis de sódio, potássio e creatinina.

EXAMES AGENDADOS – A coleta será realizada na própria residência, em data e horário previamente agendados pelos profissionais responsáveis. Em Várzea Grande, o serviço é executado pelo laboratório da FEB Saúde, em parceria com a equipe da Pesquisa Nacional de Saúde e do IBGE.

Após a realização dos exames, o participante receberá login e senha para acessar os resultados de forma online. Caso seja identificada alguma alteração nos exames, o morador poderá apresentar os resultados na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para acompanhamento e tratamento, quando necessário.

O coordenador da Pesquisa Nacional de Saúde em Várzea Grande, Luciano Macedo, explica que a pesquisa é realizada em etapas para garantir a qualidade das informações coletadas.

“Todas essas informações são registradas em um dispositivo móvel de coleta (DMC) que já faz o agendamento da etapa seguinte. Em outro momento, uma equipe do IBGE, acompanhada pelos profissionais da FEB Saúde, retorna ao domicílio para realizar a coleta de sangue e urina. A primeira coleta em Várzea Grande foi realizada hoje, 15”, destacou.

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POLÍTICAS PÚBLICAS – A Pesquisa Nacional de Saúde é considerada uma das principais ferramentas para compreender o perfil epidemiológico da população brasileira. Os dados obtidos auxiliam os gestores públicos na elaboração de programas, investimentos e ações voltadas à prevenção de doenças, ampliação do acesso aos serviços de saúde e priorização das regiões e grupos populacionais que mais necessitam de atenção.

A orientação é para que os moradores recebam os entrevistadores do IBGE, que estarão devidamente identificados com colete oficial do instituto, crachá com foto e identificação funcional. Além disso, o uniforme traz um telefone para contato, caso o cidadão deseje confirmar as informações.

Outra forma de verificar a identidade do profissional é o crachá e o site oficial do IBGE (www.respondendo.ibge.gov.br) onde se pode conferir os dados os dados constantes no crachá do entrevistador. Assim, o morador pode confirmar a autenticidade da visita antes de participar da pesquisa, garantindo mais segurança durante todo o processo.

A participação da população é voluntária e tem papel fundamental para que a Pesquisa Nacional de Saúde retrate com fidelidade a realidade dos brasileiros, contribuindo para a elaboração de políticas públicas e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Prefeita decreta calamidade financeira em Várzea Grande e no DAE após bloqueio de R$ 19 milhões e avanço da dívida bilionária de precatórios

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Município, que arrecada cerca de R$ 2 bilhões por ano, acumula aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios e passou a desembolsar cerca de R$ 6 milhões por mês para quitar a dívida judicial. Além disso, sofreu o bloqueio de recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A medida determina cortes de gastos e prioridade à manutenção dos serviços essenciais.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, decretou situação de calamidade financeira e fiscal em toda a administração municipal e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os dois decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas de contenção de despesas para evitar o agravamento da crise fiscal.

A decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além do elevado comprometimento das finanças com o pagamento de precatórios. Embora tenha arrecadação anual em torno de R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios, situação que tem comprometido a gestão financeira. Atualmente, o município desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamentos judiciais, valor muito superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos pela gestão anterior.

Antes da publicação dos decretos, na quarta-feira (15), a prefeita reuniu secretários municipais e vereadores para apresentar o cenário financeiro da administração e explicar as medidas adotadas.

Segundo Flávia Moretti, a gestão conseguiu recursos por meio de emendas parlamentares para áreas como Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas a falta de aprovação de um projeto de remanejamento orçamentário pela Câmara Municipal impediu a utilização desses valores.

“Desde 2025 busquei emendas para custear principalmente a Saúde, a Assistência Social e a Infraestrutura. Quando precisei de um remanejamento orçamentário, o dinheiro ficou parado na Câmara Municipal por ‘brio’ do presidente daquela Casa. Por isso, tive que utilizar recursos próprios para pagar despesas que poderiam ser custeadas com as emendas”, afirmou.

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A prefeita informou ainda que o bloqueio judicial ocorreu após o não pagamento de três parcelas de precatórios, de aproximadamente R$ 6,5 milhões cada, referentes a débitos acumulados nos exercícios de 2023 e 2024.

Ela também afirmou que o município enfrenta outros passivos herdados de gestões anteriores, como uma dívida de R$ 19,4 milhões em créditos tributários e outra de R$ 36 milhões, que impedem a emissão de certidões fiscais. Segundo a gestora, sem a aprovação de um projeto pela Câmara Municipal autorizando o parcelamento desses débitos, Várzea Grande continuará impossibilitada de acessar recursos provenientes de emendas parlamentares.

Durante a reunião, Flávia Moretti pediu o empenho dos secretários na redução de despesas e afirmou que a prioridade será manter os serviços essenciais.

“Agora é hora de apertar os cintos. Precisamos reduzir despesas, cortar tudo o que não for essencial e concentrar esforços para garantir os serviços básicos à população.”

Os decretos determinam a suspensão da criação de novas despesas, da realização de eventos e festividades, da aquisição de bens permanentes sem caráter urgente e da celebração de novos contratos, salvo em situações indispensáveis. Todas as secretarias terão cinco dias úteis para apresentar um plano de redução de gastos administrativos.

Saúde, Educação, Assistência Social, folha de pagamento, limpeza urbana e abastecimento de água passam a ter prioridade absoluta na destinação dos recursos públicos.

DAE em situação crítica

Em outro decreto, a prefeita também declarou estado de calamidade financeira no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG), apontando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio econômico que ameaça a continuidade do abastecimento de água no município.

O documento cita decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que apontou irregularidades nas contas da autarquia, déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, dívida de R$ 172,2 milhões com a concessionária de energia elétrica, créditos não inscritos em dívida ativa que somam R$ 158,8 milhões e um passivo em precatórios superior a R$ 314 milhões.

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O DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira contendo diagnóstico da situação, metas para aumento da arrecadação, cronograma de investimentos e medidas para restabelecer a sustentabilidade da autarquia.

Procuradoria explica alcance do decreto

O procurador-geral do Município, Maurício Magalhães, explicou que o decreto tem caráter administrativo e busca criar condições para reorganizar as contas públicas sem interromper a prestação dos serviços essenciais.

“O decreto estabelece um regime extraordinário de gestão fiscal para enfrentar uma situação financeira extremamente delicada. O objetivo é preservar os serviços essenciais, reorganizar as finanças do município e implementar medidas de recuperação fiscal, sempre dentro da legislação e dos princípios da responsabilidade fiscal.”

Segundo ele, a decretação da calamidade financeira não produz, automaticamente, os efeitos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“O reconhecimento administrativo permite a adoção imediata de medidas de contenção e reorganização das despesas. Já os efeitos específicos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal dependem do reconhecimento pelos órgãos competentes, conforme estabelece o próprio decreto.”

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada caso os indicadores fiscais e financeiros não apresentem melhora no período.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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