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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

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Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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Lambadão raiz ganha espaço na Expoagro e reforça valorização da cultura cuiabana

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O lambadão raiz ganhou espaço na programação da 58ª Expoagro, reafirmando a valorização da cultura cuiabana em um dos maiores eventos do estado, realizado no Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro. Neste domingo, três bandas regionais animaram o público da feira. A apresentação ocorreu no dia 12 de julho.

Subiram ao palco as bandas Amigos Banda Show, Os Maninhos e Banda Di Rocha, levando o ritmo tradicional para um público diverso.

Daiana Martins, moradora do bairro Dom Aquino, faz parte desse público. Fã de rock, inclusive vestindo uma camiseta da banda Guns N’ Roses, ela não perdeu a oportunidade de dançar ao som dos artistas regionais. “Sou roqueira e gosto de lambadão. A cultura cuiabana sempre precisa estar presente. Sempre que tem um evento valorizando a nossa cultura, faço questão de participar.”

Outra que aprovou a iniciativa foi Marianna Fernandes, moradora do bairro Pedregal. Ela destacou que manter viva a tradição cultural fortalece a identidade cuiabana. “É importante porque precisamos manter a nossa cultura cuiabana viva. Eu gosto de lambadão desde que nasci e fico muito feliz em ver esse espaço sendo valorizado.”

Para Hellen Nascimento, o reconhecimento do rasqueado e do lambadão representa a valorização das raízes do povo mato-grossense. “É importante valorizar e reconhecer o nosso rasqueado e o nosso lambadão em Cuiabá.”

De acordo com o assessor executivo do Núcleo de Música da Secretaria Municipal de Cultura, Neto Moraes, a presença das bandas representa o reconhecimento da importância da cultura regional. A iniciativa também integra a política da gestão do prefeito Abilio Brunini de incentivar a cultura local e ampliar a participação dos artistas cuiabanos nos grandes eventos realizados na capital.

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“A Prefeitura de Cuiabá entende que valorizar a cultura cuiabana é fundamental. Por isso, trouxemos três bandas de lambadão para se apresentarem hoje na Expoagro. Embora seja um evento com foco no sertanejo, também abrimos espaço para a nossa cultura regional. O prefeito Abilio Brunini e o secretário de Cultura, Johnny Everson, reconhecem a importância de fortalecer a cultura cuiabana e têm trabalhado para ampliar a participação e impulsionar os artistas locais nos grandes eventos realizados na cidade”, afirmou.

Para os músicos, a oportunidade representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de décadas. Vocalista da banda Os Maninhos, Carlos Bonfim ressaltou a importância de levar o lambadão raiz a um público cada vez maior. “É uma oportunidade muito importante para mostrarmos o nosso lambadão raiz para todo o Mato Grosso e também para o Brasil. Hoje, as redes sociais ajudam a divulgar nossa música e participar da Expoagro, depois de 35 anos de carreira, é motivo de muito orgulho. É o reconhecimento da nossa cultura e dos artistas regionais.”

Já o vocalista da Amigos Banda Show, Roberth Yuri, destacou a emoção de se apresentar na Expoagro e o incentivo que a participação proporciona aos novos talentos. “É uma honra fazer parte desse evento. Queremos incentivar os jovens a seguirem na música e manter viva a nossa cultura. Subir nesse palco foi uma emoção muito grande e uma oportunidade que jamais vamos esquecer.”

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Além de incentivar a cultura regional, a Prefeitura de Cuiabá é parceira da 58ª Expoagro e participa do evento com um estande institucional que reúne diversos serviços públicos, além de ações voltadas à agricultura familiar, ao artesanato, à cultura e à gastronomia, aproximando a administração municipal da população durante todos os dias da feira.

A programação da 58ª Expoagro segue até o dia 19 de julho com grandes atrações nacionais. No dia 16, sobem ao palco Zezé Di Camargo e Mariana Fagundes. No dia 17, será a vez de Thiaguinho e do grupo Kamisa 10. O encerramento dos grandes shows acontece no dia 18, com Wesley Safadão.

Promovida pelo Sindicato Rural de Cuiabá, a 58ª Expoagro conta com apoio institucional da Famato, Fecomércio MT, Fiemt, Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado de Mato Grosso. A entrada é gratuita durante toda a programação. O público poderá contribuir, de forma voluntária, com a doação de um quilo de alimento não perecível. A venda de ingressos é destinada apenas aos camarotes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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