AGRONEGÓCIO

Panorama semanal do diesel no Brasil – Variações notáveis no cenário de combustíveis

Publicado em

Painel do Diesel: Oscilações Após Semana Estável

Após uma semana de relativa estabilidade, os preços do diesel retomaram suas oscilações em todo o país, conforme indicam dados do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC) referentes à semana de 25/02/2024 a 02/03/2024.

Impacto nos Custos Operacionais

O diesel desempenha um papel significativo nos custos operacionais do transporte no Brasil, representando em média 35% do faturamento das transportadoras, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As constantes variações desse combustível fóssil afetam não apenas a estrutura das empresas de transporte, mas reverberam por toda a economia nacional.

Variações Significativas Identificadas

O IPTC realiza estudos semanais para fornecer informações cruciais às transportadoras e à sociedade. Na análise comparativa entre as semanas de 18/02/2024 a 24/02/2024 e 25/02/2024 a 02/03/2024, destacam-se algumas variações notáveis.

Principais Indicadores por Região
  • Em São Paulo, houve um aumento de 0,49% no preço do diesel S10, atingindo R$6,11, e uma elevação de 0,52% no diesel comum, alcançando R$5,82.
  • Curitiba registrou uma variação expressiva de 7,60% no preço do diesel comum, fechando em R$6,09.
  • Manaus viu aumentos tanto no preço do diesel S10 (2,28%), atualmente R$6,29, quanto no diesel comum (3,12%), atingindo R$6,27.
  • Em Natal, o valor do diesel comum aumentou em 2,90%, chegando a R$6,02.
Leia Também:  Exportações de soja do Brasil devem crescer 10% em 2025
Diferenças Regionais Marcantes

Considerando individualmente, Rio Branco lidera como a capital brasileira com o diesel mais caro, apresentando Diesel S10 a R$7,18 e diesel comum a R$7,12. Por outro lado, São Luís destaca-se como a capital com os preços mais acessíveis, registrando Diesel S10 a R$5,48 e diesel comum a R$5,41.

Perspectivas para 2024

Ricardo Henrique, analista de dados do IPTC, aponta que a tendência de variações constantes nos preços do diesel se mantém no terceiro mês de 2024. Henrique destaca: “Esta semana, observou-se um cenário de leve aumento nos preços do diesel comum, enquanto o diesel S10 permaneceu em geral estável. Essa pequena variação reflete um período de relativa estabilidade nos preços dos combustíveis, proporcionando aos consumidores um ambiente mais previsível. No entanto, é essencial estar atento às possíveis influências externas que podem afetar o mercado no futuro.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

Published

on

O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

Leia Também:  Início do Vazio Sanitário do Algodão em Goiás: Medidas e Regiões Afetadas

Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

Leia Também:  Mercado de Trigo no Sul do Brasil Enfrenta Desafios e Lentidão

Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA