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Produção de tabaco no Paraná atinge recorde na safra 2026, mas preços recuam no mercado

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A produção de tabaco no Paraná encerrou a safra 2026 com resultado recorde, alcançando 213,7 mil toneladas. O desempenho representa um crescimento de 7% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 199,7 mil toneladas, segundo dados do Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (25).

O avanço foi sustentado principalmente pela expansão contínua da área cultivada, que registra crescimento há cinco safras consecutivas e atingiu 86,8 mil hectares, o maior nível já observado no estado.

Expansão da área impulsiona novo recorde de produção

O aumento da área plantada segue como principal fator de sustentação da produção recorde de tabaco no Paraná. O movimento de expansão contínua ao longo dos últimos anos consolidou o estado como um dos principais polos produtores da cultura no país.

Com maior volume de área disponível para cultivo, a safra ganhou robustez, mesmo diante de oscilações climáticas e variações regionais de produtividade.

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Preços do tabaco recuam no período de maior comercialização

Apesar do desempenho positivo na produção, o mercado registrou pressão sobre os preços pagos aos produtores.

De acordo com o Deral, os valores observados em maio refletem o período de maior comercialização da safra, quando ocorre o pico de secagem das folhas em estufas após a colheita.

No mês de referência, o preço médio do quilo do tabaco tipo estufa foi de R$ 18,71, o que representa uma queda de 3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a média registrada era de R$ 19,22.

Cadeia integrada garante estabilidade ao produtor

Mesmo com a leve redução nas cotações, o boletim destaca que a cultura do tabaco segue como uma das atividades mais competitivas para pequenos produtores no Paraná.

O sistema de integração produtiva, característico da cadeia do tabaco, é apontado como um dos principais fatores de estabilidade econômica, garantindo previsibilidade de comercialização e suporte técnico ao longo do ciclo produtivo.

Perspectiva do setor

O resultado da safra 2026 reforça o avanço estrutural da cultura no estado, sustentado pela ampliação da área cultivada. Para os próximos ciclos, o mercado deve seguir atento ao equilíbrio entre oferta e demanda, além da dinâmica de preços durante os períodos de maior comercialização.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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