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Dólar recua e Ibovespa avança com expectativa pela ata do Copom e cenário externo mais favorável

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O mercado financeiro brasileiro abriu a semana em tom positivo nesta segunda-feira (22). O dólar opera em queda frente ao real, enquanto o Ibovespa registra valorização, refletindo o apetite por risco dos investidores e a expectativa pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Por volta das 10h15, a moeda norte-americana apresentava recuo de 0,31%, negociada a R$ 5,1494. Já o Ibovespa, principal indicador da B3, avançava 0,53%, alcançando 169.297 pontos.

O movimento ocorre após uma sessão de estabilidade na última sexta-feira (19), quando o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,1652, com queda de 0,17%, enquanto o índice da bolsa brasileira fechou praticamente estável, com leve alta de 0,03%, aos 168.334 pontos.

Mercado acompanha ata do Copom e cenário internacional

Os investidores permanecem atentos às sinalizações do Banco Central sobre os próximos passos da política monetária brasileira. A expectativa em torno da ata do Copom tem elevado a cautela dos agentes financeiros, especialmente diante de um ambiente global ainda marcado por incertezas sobre juros nas principais economias do mundo.

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No exterior, o desempenho positivo das bolsas internacionais contribui para o fluxo de recursos em mercados emergentes, favorecendo ativos brasileiros. O comportamento dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e as perspectivas para a economia dos Estados Unidos seguem entre os principais fatores observados pelos investidores.

Dólar acumula alta no mês, mas segue em queda no ano

Apesar da desvalorização observada nesta segunda-feira, a moeda norte-americana ainda acumula ganhos recentes frente ao real.

  • Desempenho do dólar
    • Semana: +2,04%
    • Mês: +2,44%
    • Ano: -5,89%

A trajetória do câmbio continua sendo influenciada pela diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos, pelo fluxo de capital estrangeiro e pelas expectativas fiscais domésticas.

Ibovespa busca recuperação após perdas recentes

A bolsa brasileira tenta recuperar parte das perdas registradas ao longo de junho. O avanço desta segunda-feira é sustentado principalmente pelo desempenho de ações ligadas aos setores financeiro, commodities e consumo.

  • Desempenho do Ibovespa
    • Semana: -1,64%
    • Mês: -3,14%
    • Ano: +4,47%

Na última sessão, o índice encerrou aos 168.333 pontos, mantendo o acumulado positivo no ano, apesar da correção observada nas últimas semanas.

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Commodities e agronegócio seguem no radar

Para o agronegócio, a movimentação cambial continua sendo um fator decisivo na formação dos preços das commodities exportadas pelo Brasil. A valorização ou desvalorização do dólar impacta diretamente a competitividade de produtos como soja, milho, café, açúcar, algodão e carnes nos mercados internacionais.

Além disso, investidores acompanham o comportamento das cotações de petróleo, minério de ferro e grãos nas bolsas globais, indicadores que influenciam tanto o mercado financeiro quanto as perspectivas para o setor agropecuário brasileiro.

Perspectivas para os próximos dias

O mercado deve permanecer sensível à divulgação de indicadores econômicos no Brasil e no exterior, especialmente dados de inflação, atividade econômica e declarações de autoridades monetárias.

A combinação entre expectativas sobre juros, fluxo internacional de recursos e comportamento das commodities deverá continuar ditando o ritmo dos negócios na B3 e no mercado cambial ao longo desta semana, em um cenário que segue favorável para ativos de risco, mas ainda cercado por cautela diante das incertezas globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%

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Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira

A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.

No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.

Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche

Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.

A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.

O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.

Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido

Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.

A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.

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Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.

Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.

Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja

O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.

Entre os diferenciais observados estão:

  • Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
  • Dose única, simplificando o protocolo sanitário
  • Redução de mão de obra e custos operacionais

O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.

Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo

A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.

Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.

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Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.

Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização

O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.

Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.

Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.

Perspectiva para o setor

Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.

A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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