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Cafeicultura de Goiás avança e VBP deve atingir R$ 827,9 milhões em 2026

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Valor Bruto da Produção do café em Goiás atinge novo patamar

O Valor Bruto da Produção (VBP) do café em Goiás deve alcançar R$ 827,9 milhões em 2026, estabelecendo um novo recorde para a atividade no estado. O resultado é impulsionado pelo aumento da produtividade nas lavouras e pela valorização das cotações no mercado nacional e internacional.

A produção de café arábica — principal variedade cultivada no estado — está estimada em 253,2 mil sacas beneficiadas, com produtividade média de 42 sacas por hectare.

Produção se mantém entre as melhores da série histórica

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o desempenho projetado representa o terceiro melhor resultado da série histórica da cafeicultura goiana.

O cenário reforça a consolidação do café como uma atividade estratégica para a economia estadual, mesmo diante da bienalidade — fenômeno característico da cultura, que alterna anos de maior e menor produção.

Área em formação cresce acima da média nacional

A comparação entre as safras de 2024 e 2026, ambas consideradas de bienalidade positiva, indica forte expansão da área em formação no estado.

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Segundo as projeções, o crescimento deve chegar a 49,7% em Goiás, índice significativamente superior ao avanço estimado para o Brasil, de 8,7%. Apesar disso, a produção de café arábica deve permanecer estável, em 253,2 mil sacas beneficiadas.

Produção concentrada em polos estratégicos do estado

A cafeicultura goiana está concentrada em 14 municípios, com destaque para Cristalina, responsável por 36,3% da produção estadual em 2024.

Na sequência aparecem Campo Alegre de Goiás e Cabeceiras como importantes polos produtores.

Outros municípios também se destacam pelo desempenho. Paraúna ocupa a quarta posição em produtividade nacional, com 3,9 toneladas por hectare, enquanto Niquelândia apresentou o maior crescimento percentual recente, praticamente triplicando sua produção em relação a 2023.

Exportações de café goiano avançam e ampliam presença internacional

No mercado externo, Goiás exportou café para 41 países em 2025. O café verde respondeu por 99,6% do volume total embarcado.

Entre os principais destinos estão Alemanha, Itália, Estados Unidos, Rússia e Países Baixos, com destaque para o aumento do valor exportado a esses mercados.

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Setor vê oportunidades de crescimento e fortalecimento econômico

Para o secretário da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Pedro Leonardo Rezende, os resultados evidenciam o potencial da cafeicultura no estado.

Segundo ele, o cenário atual combina crescimento de produção, ganhos de produtividade e valorização do produto, além de abrir espaço para ampliar a participação de Goiás no mercado internacional.

O secretário também destacou que a atividade possui condições favoráveis para expansão, contribuindo para o aumento da renda no campo e o fortalecimento da economia estadual.

Publicação reúne dados estratégicos da cafeicultura goiana

Informações detalhadas sobre produção, produtividade, VBP, cotações e exportações estão disponíveis na 78ª edição do boletim Agro em Dados, elaborado pela Seapa.

A publicação reúne indicadores das principais cadeias agropecuárias do estado e serve como base para acompanhamento do desempenho e planejamento do setor agrícola em Goiás.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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