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Queijo de cabra de Barbacena (MG) conquista Super Ouro no Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026

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Barbacena (MG) celebra destaque nacional na produção de queijos artesanais

O queijo maturado de leite de cabra meia cura com sabor defumado, produzido pelo laticínio Caprikil, de Barbacena (MG), foi um dos grandes vencedores do Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026 ao receber a distinção Super Ouro.

Entre os 22 queijos que alcançaram nota máxima (100 pontos) e foram considerados sem defeitos pelos jurados, apenas dez conquistaram o título especial. A produção mineira estreou no concurso já entre os destaques, consolidando reconhecimento imediato no cenário da queijaria artesanal.

Da criação de cabras à produção premiada

A história da Caprikil começou de forma inesperada em 2022, quando a produtora Ádila Gomes iniciou a criação de cabras com o objetivo inicial de comercializar leite como alternativa de renda rural.

O plano mudou quando o transporte do leite deixou de atender a propriedade, dificultando o escoamento da produção. Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de transformar o leite em queijo.

Uma mensagem recebida por uma rede social de um restaurante de Barbacena acabou sendo o ponto de virada. Sem experiência prévia na área, Ádila decidiu apostar na produção artesanal, buscou capacitação e realizou cursos especializados em queijos de leite de cabra, iniciando uma nova fase do negócio.

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Assistência técnica fortalece gestão e produção rural

Desde setembro de 2025, a queijaria passou a integrar o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), executado pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sindicato Rural de Barbacena.

A técnica de campo Letícia Campos acompanha a propriedade e atua em áreas como manejo do rebanho, higiene, processos produtivos e gestão empresarial.

Segundo ela, um dos principais desafios iniciais foi a ausência de controle gerencial e produtivo estruturado. Com o acompanhamento técnico, a propriedade avançou na organização interna e ampliou o número de produtos registrados no Serviço de Inspeção Municipal (SIM): de um para quatro itens certificados, com mais um em fase de regularização.

Produção cresce com foco em qualidade e gestão profissional

Atualmente, a Caprikil processa cerca de 600 litros de leite de cabra por mês, resultando em aproximadamente 70 quilos de queijos artesanais mensais.

O destaque da produção é o queijo tipo boursin, de origem francesa, reconhecido pela textura cremosa e sabor suave. Já o queijo meia cura defumado foi o produto premiado com o Super Ouro no festival.

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Para a equipe técnica, o diferencial da propriedade está na combinação entre técnica e gestão. A produção de queijos de cabra ainda enfrenta resistência no mercado, mas o trabalho de qualificação tem elevado o padrão dos produtos e ampliado a aceitação do consumidor.

Gestão profissional e expansão do laticínio

Com o suporte técnico, a propriedade passou a adotar indicadores de produção e planejamento estratégico, permitindo decisões mais estruturadas sobre investimentos e expansão.

A produtora Ádila Gomes destaca que a atividade passou a ser tratada como uma empresa rural, sem perder o caráter artesanal da produção.

A expectativa agora é expandir o laticínio, diversificar a linha de produtos derivados do leite de cabra e fortalecer a presença no mercado, mantendo o foco na qualidade e na identidade artesanal que garantiu o reconhecimento no Festival do Queijo Artesanal de Minas 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas mundiais disparam, Ibovespa sobe acima dos 173 mil pontos e petróleo despenca após acordo entre EUA e Irã

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Os mercados financeiros globais iniciaram a semana em forte alta após o anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte mundial de petróleo.

A perspectiva de normalização do fluxo energético internacional provocou uma forte recuperação dos ativos de risco, impulsionando bolsas de valores em todos os continentes, ao mesmo tempo em que derrubou os preços do petróleo e reduziu a aversão dos investidores aos mercados emergentes.

No Brasil, o reflexo foi imediato. O Ibovespa avançou mais de 1,5% durante os primeiros negócios desta segunda-feira (15), superando os 173 mil pontos, enquanto o dólar voltou a perder força frente ao real.

Wall Street lidera movimento de alta global

Nos Estados Unidos, os investidores reagiram positivamente ao avanço diplomático entre Washington e Teerã, avaliando que a redução das tensões geopolíticas diminui os riscos para a economia mundial e para os custos energéticos.

Durante a manhã, os principais índices acionários registravam ganhos expressivos:

  • Dow Jones: +1,16%
  • S&P 500: +0,50%
  • Nasdaq Composite: +2,38%

O setor de tecnologia voltou a liderar os ganhos, impulsionado pelo forte apetite dos investidores por empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores.

Bolsas da Ásia encerram pregão em forte valorização

Os mercados asiáticos foram os primeiros a refletir o clima de otimismo global. A expectativa de estabilidade nos preços da energia e de melhora nas perspectivas econômicas favoreceu uma ampla valorização das bolsas da região.

Os destaques ficaram para:

  • Nikkei (Japão): +4,99%
  • Kospi (Coreia do Sul): +5,20%
  • Taiex (Taiwan): +2,78%
  • CSI300 (China): +2,39%
  • Xangai: +1,61%
  • Hang Seng (Hong Kong): +0,50%
  • Straits Times (Cingapura): +1,02%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): +1,25%
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Na China e em Hong Kong, empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial lideraram os ganhos. O setor de tecnologia da informação em Hong Kong avançou cerca de 7%, refletindo o entusiasmo dos investidores com novos lançamentos de modelos de IA e a continuidade dos investimentos no segmento.

Europa acompanha otimismo dos investidores

As principais bolsas europeias também operaram em território positivo, sustentadas pela queda do petróleo e pela redução dos riscos geopolíticos.

Entre os destaques:

  • DAX (Alemanha): +1,38%
  • CAC 40 (França): +1,11%
  • FTSE 100 (Reino Unido): estabilidade, com leve recuo de 0,01%

A avaliação predominante entre os investidores é que a redução das tensões no Oriente Médio pode aliviar pressões inflacionárias e favorecer a atividade econômica global nos próximos meses.

Petróleo despenca com reabertura do Estreito de Ormuz

O principal impacto do acordo entre EUA e Irã ocorreu no mercado de energia.

Os contratos internacionais do petróleo registraram forte queda, chegando a recuar cerca de 5%, diante da expectativa de normalização da oferta global e da reabertura das rotas marítimas estratégicas da região.

A desvalorização da commodity trouxe alívio para diversos setores produtivos, especialmente transporte, indústria e agronegócio, que vinham acompanhando com preocupação os riscos de elevação dos custos logísticos e dos combustíveis.

Ibovespa avança e dólar recua

No mercado brasileiro, o cenário externo positivo impulsionou o fluxo comprador.

O Ibovespa abriu o pregão em alta de 1,21%, aos 173.196 pontos, e chegou a avançar cerca de 1,53%, alcançando a marca de 173.767 pontos.

O dólar comercial iniciou o dia em queda de aproximadamente 0,40%, sendo negociado próximo de R$ 5,04.

A combinação entre petróleo mais barato, menor aversão ao risco global e entrada de capital estrangeiro favoreceu os ativos brasileiros.

Investidores monitoram juros e inflação no Brasil

Apesar do ambiente externo favorável, o mercado continua atento aos indicadores econômicos domésticos.

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Os dados mais recentes do Boletim Focus apontam:

  • Selic projetada para 2026: 13,75% ao ano;
  • IPCA estimado para 2026: 5,30%.

As projeções mantêm o debate sobre a trajetória da política monetária brasileira e seus impactos sobre crédito, investimentos e crescimento econômico.

Destaques corporativos movimentam a bolsa brasileira

Entre as empresas que chamaram a atenção dos investidores nesta segunda-feira estão:

  • Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3): As ações do setor petrolífero operaram pressionadas pela forte queda do petróleo no mercado internacional, reduzindo expectativas de receita para as companhias.
  • Axia Energia (AXIA3): A empresa anunciou a aprovação do resgate de mais de 576 mil ações preferenciais classe C, em operação estimada em aproximadamente R$ 30 milhões.
  • Iochpe-Maxion (MYPK3): O conselho de administração aprovou a 17ª emissão de debêntures simples, totalizando R$ 400 milhões, com foco na reestruturação de passivos financeiros.
  • Localiza (RENT3): A companhia informou a aprovação da emissão de R$ 1,8 bilhão em debêntures, recursos que serão destinados ao reforço de capital de giro e à gestão financeira da empresa.
Agronegócio acompanha cenário mais favorável

Para o agronegócio brasileiro, a queda do petróleo e a valorização dos mercados representam sinais positivos no curto prazo. Custos logísticos menores, estabilidade nas cadeias globais de suprimentos e um ambiente econômico mais previsível tendem a favorecer exportadores, cooperativas, produtores rurais e empresas ligadas ao setor.

Com os investidores monitorando os próximos desdobramentos da política monetária dos Estados Unidos e as decisões do Federal Reserve ao longo da semana, o mercado inicia a segunda-feira em um ambiente de maior confiança, refletindo uma das sessões mais positivas do ano para as bolsas globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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