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Cuiabá Regula amplia controle do abastecimento com sistema inédito de monitoramento

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A Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Cuiabá Regula) apresentou nesta semana um sistema de monitoramento em tempo real da pressão da rede de abastecimento de água da capital. A tecnologia, desenvolvida pela empresa mato-grossense Flow Automação, permitirá à agência acompanhar o comportamento da rede de forma independente e fortalecer a fiscalização dos serviços prestados à população.

Levantamento apresentado durante o evento aponta que Cuiabá é a primeira capital brasileira cuja agência reguladora adota um sistema próprio de monitoramento da pressão da rede de abastecimento de água voltado à fiscalização do serviço.

Segundo a agência, os equipamentos foram instalados em 45 pontos estratégicos da cidade e realizam medições a cada cinco minutos, gerando dados instantâneos e um histórico permanente das condições de abastecimento.

Durante a apresentação do sistema, o diretor-presidente da Cuiabá Regula, Alexandre César Lucas, destacou o caráter pioneiro da iniciativa. “Temos uma ótima notícia: Cuiabá é a primeira capital do país a contar com um sistema de monitoramento de pressão em sua rede de fornecimento de água”, afirmou.

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Alexandre ressaltou ainda que a ferramenta passará por aprimoramentos contínuos e permitirá que a equipe técnica tenha uma leitura cada vez mais rápida e precisa das informações da rede. “Este é um primeiro passo importante. Com o tempo, conseguiremos diagnosticar e compreender o que ocorreu de forma praticamente imediata”, acrescentou.

Para a superintendente de Saneamento da Cuiabá Regula, Ildisneya Velasco, a nova tecnologia representa um avanço no processo de fiscalização do abastecimento. “Atualmente trabalhamos com dados recebidos da companhia de saneamento. Agora teremos informações geradas de forma instantânea, o que permitirá verificar com precisão se o abastecimento está ocorrendo de maneira satisfatória”, explicou.

O diretor de Saneamento da agência, Hemerson Leite, destacou que o sistema amplia a capacidade de monitoramento e prevenção de problemas. “Com essa ferramenta teremos acesso a um volume maior de dados e informações, permitindo prever de forma antecipada ocorrências que possam afetar bairros ou residências”, afirmou.

De acordo com o engenheiro sanitarista e sócio da Flow Automação, Renato Leandro Beregula, o sistema utiliza sensores de pressão conectados a equipamentos de transmissão de dados alimentados por energia solar. As informações são enviadas para uma plataforma em nuvem e podem ser acompanhadas em tempo real pela equipe da agência reguladora.

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Segundo ele, a principal vantagem é a possibilidade de identificar alterações no abastecimento antes mesmo que as reclamações cheguem à ouvidoria.

“Se uma bomba for desligada, conseguimos saber instantaneamente quais bairros serão afetados. A agência passa a ter condições de agir antes mesmo que a população perceba o desabastecimento”, explicou.

Além do monitoramento em tempo real, o sistema cria um histórico das condições de abastecimento em cada região da cidade. Isso permitirá que a agência consulte registros anteriores para verificar situações relatadas pelos moradores e identificar ocorrências recorrentes na rede.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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