AGRONEGÓCIO

Junho deve ter temperaturas elevadas e risco de seca no Centro-Sul

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O produtor rural brasileiro terá que gerenciar o risco climático na ponta do lápis em junho. O prognóstico oficial do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), publicado nesta sexta-feira (29.05, confirma que o calor acima da média histórica vai ditar o ritmo das lavouras no País.

A análise técnica dos dados oficiais revela que o mês não será de extremos uniformes, mas sim de um país dividido: enquanto o coração produtor da safrinha enfrenta o avanço do déficit hídrico, as extremidades norte e sul acendem o alerta para o manejo sanitário e atrasos logísticos devido ao excesso de chuvas.

Para além da tradicional divisão geográfica, a inteligência climática para junho se resume em três grandes ecossistemas de risco operacional para o agronegócio:

1. Zona Vermelha: Onde o calor acelera o déficit hídrico (Milho e Pastagens)

O principal sinal de alerta do Inmet atinge diretamente o potencial produtivo da safrinha de inverno que foi plantada tardiamente.

  • Centro-Oeste e Sudeste: A combinação de escassez de precipitações com temperaturas elevadas vai acelerar a evapotranspiração, esgotando a umidade do solo. Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Sudeste enfrentam risco real de perda de rendimento nas áreas onde o milho cruza o florescimento e o enchimento de grãos ao longo de junho.

  • Norte do Paraná: Embora o Sul tenha um padrão diferente, o norte paranaense se alinha a esse cenário crítico. As lavouras de segunda safra estabelecidas fora da janela ideal sofrerão o impacto direto do solo seco combinado com o calor.

  • Matopiba e Roraima: Na fronteira do Matopiba, o calor intenso pressiona o milho tardio. Já no extremo norte do País, em Roraima, a falta de chuva associada a altas temperaturas ameaça o arranque inicial das áreas recém-semeadas de soja e milho.

  • Pecuária: Em todas essas regiões, o pecuarista deve antecipar o manejo de suplementação, pois a perda de vigor e da qualidade nutricional das pastagens será acentuada em junho.

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2. Gargalo Operacional: Onde o excesso de água trava as máquinas

O oposto do estresse hídrico também trará prejuízos, deslocando o problema do volume produzido para a qualidade e a logística de colheita.

  • Metade Sul do Rio Grande do Sul: Junho será marcado por volumes de chuva acima da média climatológica. Se por um lado isso garante excelente recarga de lençol freático para o início do trigo e da aveia, por outro cria um ambiente de lama e saturação do solo que vai travar as máquinas de arroz irrigado e dificultar os trabalhos de inverno.

  • Faixa Norte (Pará, Amapá e Sul do Amazonas): A umidade excessiva prevista para junho nesses estados vai colidir com a janela de colheita do milho segunda safra local. O produtor dessas áreas enfrentará dois problemas imediatos: atraso na entrada das colheitadeiras e aumento expressivo na pressão de doenças fúngicas foliares, o que exige atenção redobrada com o manejo químico.

3. Janela de Oportunidade: Onde o clima joga a favor do produtor

Nem todo o mapa está sob ameaça; junho trará condições ideais de desenvolvimento para duas frentes agrícolas específicas no Norte e Nordeste.

  • Sealba e Maranhão: O Nordeste receberá chuvas dentro ou acima da média. Isso consolida a umidade necessária para a maturação segura do milho safrinha maranhense e dá o arranque ideal para o plantio do feijão e do milho terceira safra na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia), que historicamente depende dessas precipitações de inverno.

  • Sudeste do Pará e Tocantins: Ao contrário do restante da região Norte, essas duas áreas experimentarão um padrão de tempo mais firme e seco, considerado perfeito pelo Inmet para o avanço rápido das operações de campo e colheita sem sobressaltos.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Passeio das Simininas une natureza e aprendizado no Rancho Família da Nonna

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As Simininas das unidades Carumbé e CPA participaram, nesta sexta-feira (29), de um passeio repleto de aprendizado e contato com a natureza no Rancho Família da Nonna, localizado na MT-251, na região da Comunidade Rio dos Peixes. Ao todo, 33 participantes do período matutino vivenciaram a experiência da vida no campo. Outras 45 Simininas participaram das atividades no período vespertino.

As participantes conheceram diferentes espécies de animais, aprenderam sobre plantas medicinais e hortaliças, exploraram o jardim sensorial e tiveram contato direto com coelhos, cabras, cavalos, perus, pavões e abelhas. As meninas também passearam de charrete e montaram a cavalo.

Durante a visita, as participantes relataram que aprenderam a alimentar as cabras, cuidar dos animais e andar de carroça. A pequena Alice contou que aprendeu a montar a cavalo e destacou a coragem durante a atividade. “Eu não tive medo”, disse.

O dócil Caramelo, uma das atrações do espaço, acompanhou as crianças durante boa parte da visita, garantindo ainda mais diversão ao grupo.

A monitora da unidade do Cras CPA, Suzannah Coelho, relatou a felicidade das meninas durante o passeio e destacou a importância da experiência para o desenvolvimento delas. Segundo Suzannah, as participantes aproveitaram intensamente cada momento das atividades ao ar livre.

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“Elas aproveitaram bastante. O café da manhã foi excepcional, elas gostaram de tudo. A parte do coelhinho foi um momento muito especial, em que fizeram carinho e ficaram em silêncio observando seus movimentos. Foi uma experiência de afeto e tranquilidade”, comentou.

A proprietária do espaço, Nona Dega, elogiou o comportamento das participantes e o trabalho desenvolvido pelo Programa Siminina.

“Essas crianças são muito educadas, silenciosas e observadoras. Vocês as educam muito bem. É muito importante receber meninas de um projeto social e proporcionar esse contato com os animais e a natureza. Espero que esse tipo de ação aconteça mais vezes”, destacou.

A visita contou com o apoio do 10º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo transporte das participantes.

Vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, o Programa Siminina tem como madrinha a primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris. Atualmente, o programa atende 1.402 meninas com idades entre 6 e 14 anos, em 18 unidades distribuídas pela capital. Entre as atividades oferecidas estão aulas de canto, balé, instrumentos musicais, oficinas de matemática, práticas esportivas, rodas de conversa, palestras, passeios culturais e apresentações.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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