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Crianças de escola rural de Poconé visitam museu pela primeira vez e se reconhecem nas obras

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Pela primeira vez, 30 crianças da Escola Antônio Maria de Almeida, localizada no assentamento Santa Filomena, a cerca de 120 quilômetros de Poconé, visitaram o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá, na manhã desta quinta-feira (28). A experiência marcou o início de um dia de descobertas culturais proporcionado pelo projeto Caminhos da Cultura, voltado ao acesso de estudantes da zona rural aos espaços históricos da capital mato-grossense.

Os estudantes chegaram ao museu com olhares atentos e curiosos diante das exposições. Muitos nunca haviam entrado em um espaço cultural desse tipo. Entre fotografias antigas, pinturas e obras de temática livre, algumas imagens despertaram identificação imediata com a realidade vivida pelas crianças no Pantanal e na zona rural.

O quadro que retrata o Pantanal foi um dos destaques para o estudante Nathan Kelvin Ferreira do Prado, de 9 anos. Em sua primeira visita a um museu, ele contou que a pintura chamou sua atenção por lembrar a região onde vive, despertando um sentimento de alegria ao reconhecer elementos familiares na obra.

A estudante Jennifer Victória Rodrigues Almeida, de 10 anos, também relatou surpresa com o acervo. Segundo ela, a pintura de um cavalo e o quadro de uma igreja foram as obras que mais lhe chamaram a atenção. “Não imaginava como Cuiabá era antigamente. Pretendo voltar ao museu futuramente com minha família.”

A diretora da escola, Benedita Rosa da Costa, quilombola da comunidade Campo Alegre de Pinhão, destacou que a ação integra um trabalho pedagógico voltado ao fortalecimento da identidade cultural e da ancestralidade dos estudantes. A Escola Antônio Maria de Almeida atende atualmente 167 alunos de comunidades quilombolas, fazendas e sítios da região de Poconé. Parte dos estudantes percorre longas distâncias diariamente, e algumas crianças chegam a morar a cerca de 50 quilômetros da unidade escolar.

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Segundo Benedita, a proposta da viagem é aproximar os alunos da história e do patrimônio cultural de Mato Grosso, levando para além da sala de aula conteúdos ligados ao desenvolvimento político, social e econômico do estado. O roteiro incluiu ainda visitas à Praça do Candeeiro, ao Museu do Rio e ao Aquário Municipal, no Complexo Biocultural do Porto.

A professora Edinalva da Silva Oliveira Arruda afirmou que o projeto abriu uma oportunidade importante para estudantes que vivem em regiões mais afastadas terem contato com a cultura e a história da capital. Ela explicou que a visita foi viabilizada em parceria com a Coordenação de Cultura, responsável pelo projeto Caminhos da Cultura, que disponibilizou o transporte para o grupo.

“Essa visita possibilitará aprofundar os estudos, por meio da realização de pesquisas com os alunos e de atividades práticas em sala de aula”, afirmou a professora.

A turismóloga do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Thaís Nishimura, destacou a importância de aproximar crianças e jovens dos museus, especialmente estudantes do interior que ainda não tiveram acesso a esses espaços culturais.

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“As exposições de tema livre são ótimas oportunidades para os visitantes visualizarem temas familiares sob uma nova perspectiva. Ao visitar o espaço, as crianças conseguem ver retratado o próprio Pantanal, que é o ambiente onde vivem, projetado dentro de uma obra de arte”, afirmou.

Thaís ressaltou ainda que o museu vem recebendo frequentemente escolas por meio do projeto Caminhos da Cultura. Somente na última semana, cerca de 300 estudantes passaram pelo espaço, além dos visitantes espontâneos. O museu funciona diariamente, das 8h às 17h, sem fechar para o almoço, e recebe agendamentos de instituições de ensino de Cuiabá e do interior.

A visita ocorre poucos dias após a realização da Semana Nacional de Museus, celebrada entre 18 e 24 de maio em todo o país, com o tema “Museus Unindo um Mundo Dividido”. Em Cuiabá, os espaços culturais administrados pela Prefeitura vêm ampliando as ações de acesso à cultura, educação patrimonial e valorização da memória regional. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha recebeu mais de 6,7 mil visitantes desde o ano passado, consolidando-se como um importante espaço de aprendizado e preservação histórica na capital.

Criado em 2019, o projeto Caminhos da Cultura já aproximou mais de 11 mil alunos da rede pública de espaços como museus e galerias, ampliando o acesso aos equipamentos culturais de Mato Grosso.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Milho supera 360 sacas por hectare no Sul e produtores batem recorde de produtividade na safra verão 2026

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A safra verão 2026 de milho na região Sul do Brasil entrou para a história com produtividades acima de 360 sacas por hectare em áreas de sequeiro e irrigadas. Os resultados foram divulgados pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap), que anunciou os campeões regionais do concurso de produtividade e reforçou o avanço tecnológico das lavouras de milho no Sul do país.

Na categoria sequeiro, o primeiro lugar ficou com o produtor Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), que alcançou impressionantes 369,9 sacas por hectare. Já na categoria irrigado, a liderança foi conquistada pela Agrícola Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), com produtividade de 359,6 sacas por hectare.

Os campeões utilizaram híbridos da Pioneer®, incluindo o P25300PWU, material desenvolvido para alto desempenho produtivo nas condições climáticas da região Sul.

Planejamento antecipado mira próxima safra de milho

Com o encerramento da colheita da safra verão, o Getap decidiu antecipar a divulgação dos resultados regionais para auxiliar produtores no planejamento da próxima temporada. A estratégia busca fornecer informações técnicas e referências de manejo justamente no período em que agricultores começam a definir investimentos, tecnologias e estratégias para o plantio da nova safra, que no Sul tem início a partir de agosto.

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Segundo o grupo, o objetivo é estimular os produtores a analisarem os resultados obtidos nas áreas campeãs, identificando práticas que possam elevar a eficiência produtiva nas próximas temporadas.

Tecnologia e manejo elevam produtividade no campo

De acordo com Anelcindo Souza, diretor de Marketing de Sementes da Pioneer®, o desempenho alcançado no concurso reforça a importância da combinação entre genética avançada, manejo de precisão e tomada de decisão assertiva dentro da propriedade rural.

A empresa participou das categorias sequeiro e irrigado e conquistou oito posições entre os dez melhores resultados do ranking regional.

Souza destacou que os resultados demonstram como o investimento em tecnologia vem elevando os padrões de produtividade do milho no Brasil. Segundo ele, o híbrido P25300PWU foi desenvolvido justamente para redefinir o potencial produtivo das lavouras da região Sul.

Pioneer quebra próprio recorde no Getap

O diretor da companhia também ressaltou que o desempenho registrado nesta edição superou marcas históricas já obtidas anteriormente pela própria Pioneer® no concurso.

Com produtividade de 359,6 sacas por hectare na categoria irrigado, o híbrido bateu o recorde anterior da competição, consolidando um novo patamar produtivo para o milho de alta tecnologia no Sul do país.

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Os resultados reforçam o papel do Getap como ferramenta de difusão tecnológica no agronegócio, incentivando produtores a adotarem práticas mais eficientes e sustentáveis no manejo das lavouras.

Produtividade do milho avança no Sul do Brasil

O avanço das produtividades evidencia a evolução técnica da cultura do milho na região Sul, especialmente em áreas com alto investimento em manejo, fertilidade, escolha genética e monitoramento climático.

Além da genética superior, especialistas apontam que fatores como janela ideal de plantio, manejo nutricional, controle fitossanitário e uso de tecnologias de precisão têm sido determinantes para a obtenção de resultados acima da média nacional.

O cenário também reforça o protagonismo do Sul do Brasil na produção de milho de alta performance, em um momento em que produtores buscam maximizar rentabilidade e eficiência diante dos elevados custos de produção e da competitividade crescente no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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