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Goiás reforça combate à brucelose bovina com vacinação assistida e identificação eletrônica de bezerras

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou as ações de prevenção e controle da brucelose bovina em Goiás com a realização de vacinação assistida e identificação eletrônica de bezerras durante a Semana Estadual de Combate e Prevenção à Brucelose Bovina. O evento ocorreu nesta quinta-feira (28/5), na Fazenda Cachoeira do Ronda, em Bela Vista de Goiás, e reuniu autoridades, produtores rurais e representantes do setor agropecuário.

A iniciativa marcou também o início de um projeto piloto de identificação individual e rastreabilidade bovina no Estado, reforçando o compromisso com a sanidade animal, o bem-estar do rebanho e a segurança da produção pecuária goiana.

Vacinação contra brucelose reforça prevenção sanitária em Goiás

Durante a programação, 13 bezerras foram vacinadas contra a brucelose bovina e receberam dispositivos eletrônicos de identificação individual. A bezerra “Mustarda” foi o primeiro animal oficialmente integrado ao novo sistema de rastreabilidade implantado pela Agrodefesa.

O projeto prevê a substituição gradual da marcação a fogo por bottons eletrônicos, tecnologia que contribui para maior bem-estar animal e aprimora o monitoramento sanitário do rebanho bovino.

Segundo o assessor da Diretoria de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Fernando Bosso, cada animal identificado passa a ter um número individual vinculado ao atestado de vacinação emitido pelo médico-veterinário cadastrado no Sistema de Defesa Agropecuário de Goiás (Sidago).

“A iniciativa fortalece o controle sanitário, amplia a rastreabilidade da cadeia produtiva e garante mais segurança para produtores e consumidores”, explica.

Agrodefesa quer incluir semana de combate à brucelose no calendário oficial de Goiás

Durante o evento, o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, destacou que a mobilização deverá se tornar permanente no Estado.

“A partir de agora, essa será uma ação anual da Agrodefesa. Nossa intenção é incluir oficialmente a Semana Estadual de Combate e Prevenção à Brucelose Bovina no calendário estadual, ampliando a conscientização sobre os impactos da doença para a saúde animal e humana”, afirmou.

A proposta já foi encaminhada ao Governo de Goiás e à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

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A presidente da Comissão Estadual de Combate à Brucelose e à Tuberculose no Estado de Goiás (CECBT/GO) e representante da Superintendência Federal de Agricultura em Goiás (SFA-GO/Mapa), Eveline Tundela, ressaltou a importância da participação dos produtores nas ações sanitárias.

“É fundamental ver produtores e cooperativas discutindo vacinação, qualidade do leite e sanidade animal. Isso fortalece o ambiente de conscientização e valoriza o trabalho preventivo no campo”, destacou.

Rastreabilidade bovina avança no Estado

A Fazenda Cachoeira do Ronda, onde ocorreu o evento, integra a Cooperativa Agropecuária Mista de Bela Vista de Goiás (Cooperbelgo) e participa do Projeto de Certificação de Propriedades Livres de Brucelose e Tuberculose, desenvolvido pela Agrodefesa.

O produtor rural Joselito Bonifácio Oliveira afirmou que o foco na sanidade animal também impacta diretamente a qualidade dos alimentos produzidos.

“Produzir saúde sempre foi nossa prioridade. Quando investimos em bem-estar animal, temos um rebanho mais saudável, melhor produtividade e alimentos de maior qualidade para a população”, ressaltou.

Setor agropecuário participa das ações de prevenção

O evento contou com a presença de representantes de diversas instituições ligadas ao agronegócio e à defesa sanitária animal, entre elas:

  • Cooperbelgo;
  • Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa);
  • Superintendência Federal de Agricultura em Goiás (SFA-GO/Mapa);
  • Fundo para o Desenvolvimento da Agropecuária do Estado de Goiás (Fundepec);
  • Emater;
  • Senar;
  • Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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Também participaram equipes técnicas das unidades regionais da Agrodefesa e profissionais das áreas de educação sanitária, fiscalização agropecuária, sanidade animal e tecnologia da informação.

Semana Estadual amplia ações de combate à brucelose em Goiás

As atividades da Semana Estadual de Combate e Prevenção à Brucelose Bovina ocorreram em diferentes regiões do Estado ao longo da semana.

A programação começou na última segunda-feira (25/5), em Goiânia, com a abertura oficial promovida pela Agrodefesa. O evento reuniu representantes do setor produtivo, órgãos públicos e entidades ligadas à agropecuária goiana.

Na terça-feira (26/5), as ações chegaram à comunidade Kalunga do Engenho II, em Cavalcante, onde foram realizadas capacitações de vacinadores, atividades de educação sanitária e apoio aos produtores rurais na Declaração de Rebanho.

Além disso, equipes da Agrodefesa promoveram vacinações assistidas em propriedades rurais nos municípios de São Luís de Montes Belos e Inaciolândia, ampliando o alcance das ações de prevenção e controle da doença.

Brucelose bovina exige atenção do setor pecuário

A brucelose bovina é uma doença infecciosa que compromete a produtividade do rebanho e pode causar prejuízos econômicos significativos à pecuária. Além dos impactos na reprodução animal, a enfermidade também representa risco à saúde pública, podendo ser transmitida aos seres humanos.

Por isso, especialistas reforçam a importância da vacinação obrigatória de bezerras, da rastreabilidade do rebanho e da adoção de boas práticas sanitárias como pilares para fortalecer a pecuária goiana e garantir maior segurança alimentar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Citricultura: São Paulo atualiza regras de prevenção ao Greening e reforça controle do HLB em novos municípios

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O setor citrícola paulista passa a contar com novas diretrizes para o enfrentamento do Greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), após a publicação da Resolução SAA nº 32 de 2026 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

As medidas atualizam o sistema de prevenção e controle da doença, considerada uma das mais graves da citricultura mundial, e têm como objetivo reduzir sua incidência em municípios onde a atividade tem relevância econômica.

A resolução está alinhada à Portaria SDA/MAPA nº 1.326/2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária, que reforça a governança fitossanitária e define competências para os órgãos estaduais de defesa agropecuária.

Municípios passam a ser classificados por nível de incidência do Greening

Uma das principais mudanças é a criação de dois grupos de classificação para os municípios paulistas: baixa e alta incidência da doença.

Segundo o novo critério, localidades com até 10% de pomares contaminados serão enquadradas como de baixa incidência. Acima desse percentual, os municípios passam a ser considerados de alta incidência.

De acordo com o engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, Alexandre Paloschi, a medida busca fortalecer o controle regionalizado da doença e ampliar a eficiência das ações de manejo.

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Monitoramento do psilídeo passa a ser quinzenal

A nova resolução também estabelece o monitoramento obrigatório a cada 15 dias do psilídeo Diaphorina citri, vetor responsável pela transmissão da doença em pomares de citros de todas as idades.

O objetivo é interromper o ciclo biológico do inseto, reduzindo a disseminação do patógeno entre plantas e áreas produtivas.

Regras de erradicação são flexibilizadas em áreas de alta incidência

Outra mudança relevante diz respeito à erradicação de plantas contaminadas. Em municípios classificados com alta incidência, produtores que possuem pomares adultos infectados não terão mais obrigação de erradicação compulsória, desde que as áreas estejam sob manejo adequado.

Nesses casos, a exigência passa a valer apenas para plantas com até três anos de idade.

Já nos municípios de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para todas as plantas, independentemente da idade.

Segundo Paloschi, a atualização busca adequar a legislação à realidade do campo, equilibrando controle fitossanitário e sustentabilidade da produção.

Transporte de frutas terá novas exigências sanitárias

A resolução também estabelece novas regras para o transporte interestadual de citros produzidos em São Paulo.

A partir de agora, será obrigatório o processamento e a escovação dos frutos antes do envio para outros estados, com o objetivo de eliminar folhas e ramos que possam atuar como vetores indiretos da doença.

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A única exceção prevista é para a tangerina Ponkan.

As regras se aplicam às espécies de citros (Citrus spp.), além de Fortunella spp. e Poncirus spp.

Setor busca equilíbrio entre controle sanitário e competitividade

De acordo com a Secretaria de Agricultura, o enfrentamento ao Greening já apresenta sinais de desaceleração da doença no estado, resultado de ações contínuas de monitoramento, fiscalização e orientação técnica aos produtores.

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destaca que a atualização normativa reforça a estratégia estadual de controle da doença sem comprometer a viabilidade econômica da citricultura.

Perspectivas para a citricultura paulista

Com a nova resolução, o Estado de São Paulo reforça sua política de contenção do Greening em um momento em que a citricultura enfrenta desafios sanitários globais.

A expectativa é de que o novo modelo de classificação por incidência, aliado ao monitoramento mais frequente do vetor e às regras de manejo mais flexíveis em áreas críticas, contribua para maior eficiência no controle da doença e proteção da produção citrícola paulista.

Resolução na íntegra

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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