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Pesquisas com drones agrícolas na Ufes buscam aumentar eficiência em lavouras estratégicas do Espírito Santo

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O avanço da agricultura de precisão no Espírito Santo ganha novo impulso com pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com a Fotus Agro. Os estudos investigam o uso de drones agrícolas em culturas estratégicas para a economia capixaba, como café conilon e pimenta-do-reino, com foco no aumento da eficiência operacional e na melhoria da aplicação de insumos no campo.

As pesquisas estão sendo conduzidas no campus da Ufes em São Mateus, uma das principais regiões produtoras do estado, e buscam gerar conhecimento técnico aplicável à realidade do produtor rural.

O projeto ganha relevância em um momento de forte valorização do agronegócio capixaba. Segundo dados da Seag, o valor da produção de café no Espírito Santo cresceu quase 77% em 2024, alcançando R$ 16,7 bilhões. Já a pimenta-do-reino, segmento no qual o estado lidera a produção nacional, ultrapassou R$ 2,2 bilhões em valor de produção.

Drones agrícolas ampliam eficiência e precisão no manejo

De acordo com Edney Leandro da Vitória, professor responsável pelos estudos na Ufes, o objetivo central é transformar a tecnologia em soluções práticas para o agronegócio.

“Os estudos têm como foco gerar conhecimento aplicado, que possa futuramente orientar o uso mais eficiente dessas tecnologias no campo”, destaca.

As pesquisas analisam diferentes frentes da aplicação de drones agrícolas, incluindo eficiência da deposição de gotas, uniformidade da pulverização e tecnologia de aplicação em taxa variável.

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Esse modelo permite direcionar defensivos e insumos conforme a necessidade específica de cada área da lavoura, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.

Estudos avaliam custos, logística e viabilidade econômica

Além da pulverização de precisão, os pesquisadores também investigam aspectos operacionais do uso de drones no dia a dia das propriedades rurais.

Entre os fatores analisados estão tempo de operação, logística de campo, consumo de baterias e custo por hectare aplicado.

Segundo os especialistas, essas informações são fundamentais para que os produtores consigam avaliar a viabilidade econômica da tecnologia em diferentes cenários produtivos.

Outro foco importante da pesquisa é a utilização dos drones para dispersão de materiais sólidos, como fertilizantes e sementes, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia além da pulverização convencional.

Topografia do Espírito Santo favorece uso da tecnologia

Os estudos desenvolvidos pela Ufes consideram diferentes culturas agrícolas e áreas de relevo acidentado, característica comum no Espírito Santo e que frequentemente limita o uso de maquinário tradicional.

Nesse contexto, os drones agrícolas surgem como alternativa para operações em terrenos de difícil acesso, oferecendo maior flexibilidade operacional e redução de impactos sobre a lavoura.

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A iniciativa foi viabilizada após a doação de um drone modelo EAVision pela Fotus Agro à universidade. O equipamento possui sensores de alta precisão e capacidade de operação em áreas complexas.

Para Rodolfo Stanke, Head da empresa, a aproximação entre universidade e setor produtivo fortalece a evolução tecnológica no agronegócio.

“O objetivo é estar cada vez mais conectado com a pesquisa e com a realidade do campo. Essa troca com a universidade permite evoluir o produto com base em evidências técnicas, ao mesmo tempo em que apoia a formação de novos profissionais”, afirma.

Agricultura de precisão ganha espaço no agronegócio brasileiro

O avanço das pesquisas reforça a tendência de expansão da agricultura de precisão no Brasil, especialmente em culturas de alto valor agregado e regiões com desafios operacionais mais complexos.

A expectativa é que os resultados obtidos pela Ufes sejam transformados em recomendações práticas para produtores rurais, contribuindo para maior eficiência, redução de custos e uso mais sustentável de insumos agrícolas nas principais cadeias produtivas do Espírito Santo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportação de suco cresce 9,6% e receita atinge R$ 2,46 bilhões

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As exportações brasileiras de suco de laranja pelo Porto de Santos cresceram 9,6% entre julho e setembro, primeiro trimestre da safra 2026/27, e alcançaram 203,2 mil toneladas. A recuperação dos embarques, porém, veio acompanhada de queda de 34,4% na receita, que ficou no equivalente a R$ 2,46 bilhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

O contraste entre volume e faturamento mostra que o setor vendeu mais produto, mas recebeu menos por tonelada exportada. Cálculo feito a partir dos números divulgados indica redução de aproximadamente 40% no valor médio dos embarques: de cerca de R$ 20,2 mil para R$ 12,1 mil por tonelada equivalente, utilizando a mesma taxa de conversão nos dois períodos.

Esse indicador corresponde à receita média obtida com a exportação de suco, e não ao preço pago pela caixa de laranja ao produtor. Ainda assim, ajuda a dimensionar o ambiente comercial em que a indústria negocia a matéria-prima e escoa sua produção.

Apesar da alta sobre o primeiro trimestre da safra 2025/26, o volume embarcado permanece 14% abaixo da média de 237 mil toneladas registrada nos mesmos meses das últimas cinco safras. O diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, avalia que a retomada é positiva, mas ressalta essa distância em relação ao histórico recente.

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Os volumes são expressos em equivalente de suco de laranja concentrado e congelado, conhecido pela sigla inglesa FCOJ, a 66 graus Brix. Essa padronização permite comparar embarques de sucos com diferentes concentrações.

Estados Unidos e Canadá, considerados em conjunto no levantamento, foram o principal destino, com 96 mil toneladas e receita equivalente a R$ 1,14 bilhão. As compras cresceram 6,4% em volume, enquanto o faturamento recuou 32,7% em relação ao mesmo trimestre da temporada anterior. Os dois países responderam por 47,2% dos embarques por Santos.

A Europa recebeu 91,8 mil toneladas, com receita equivalente a R$ 1,12 bilhão. O volume aumentou 4,8%, mas o faturamento caiu 39,7%. Com participação de 45,2%, o mercado europeu e o grupo formado por Estados Unidos e Canadá concentraram 92,4% das exportações acompanhadas pela entidade.

A mesma diferença entre quantidade vendida e receita apareceu nos mercados asiáticos. A China comprou 7,3 mil toneladas, alta de 111,5%, mas o faturamento diminuiu 4,7%, para o equivalente a R$ 90,36 milhões. O Japão recebeu 2,7 mil toneladas, avanço de 66,9%, com receita de R$ 36,65 milhões, queda de 22,5%.

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Os demais destinos, reunidos na categoria “outros mercados”, tiveram desempenho diferente: as compras cresceram 104,9%, para 5,3 mil toneladas, e a receita aumentou 28,2%, para R$ 74,30 milhões. A participação desse grupo, contudo, foi de apenas 2,6% do volume total.

Para o citricultor, a recuperação dos embarques representa uma melhora no escoamento do suco. A redução da receita média, contudo, limita o sinal positivo que o aumento das vendas externas poderia transmitir às negociações da laranja destinada ao processamento.

Em análise publicada em setembro, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), já apontava que a demanda externa enfraquecida e as dificuldades de escoamento mantinham pressionados os valores da fruta para a indústria. A avaliação abrangia tanto as compras sem contrato de longo prazo quanto as renegociações contratuais.

O balanço do trimestre registra, portanto, uma recuperação parcial: mais suco embarcado, mas ainda abaixo da média recente e com menor receita por tonelada. Para a cadeia citrícola, o avanço das quantidades precisará ser acompanhado de melhora no valor das vendas para ampliar seus efeitos sobre a remuneração da produção.

Fonte: Pensar Agro

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