AGRONEGÓCIO
Bicho-mineiro ameaça lavouras de café no outono e biossolução ganha espaço no controle da praga
Publicado em
25 de maio de 2026por
Da Redação
A chegada do outono acende o alerta nas principais regiões produtoras de café do Brasil para o avanço do bicho-mineiro, considerado uma das pragas mais destrutivas da cafeicultura nacional. Presente em praticamente todas as áreas produtoras do país, o inseto pode provocar perdas entre 30% e 80% da produção, especialmente em regiões de Cerrado, como Minas Gerais, Bahia, Goiás e parte de São Paulo.
Segundo Paulo Henrique Sá Fortes, as condições climáticas típicas desta época do ano favorecem surtos populacionais da praga.
“Sua capacidade adaptativa a diferentes condições ambientais, aliada ao rápido ciclo de vida e à elevada fecundidade, faz com que surtos populacionais sejam frequentes, especialmente com o clima quente e seco, comum no outono”, alerta.
Bicho-mineiro compromete produtividade e qualidade do café
O impacto do bicho-mineiro vai além da redução da produtividade nas lavouras. A praga também compromete a qualidade dos grãos, reduz a longevidade das plantas e afeta diretamente a rentabilidade da atividade cafeeira.
A larva do inseto se alimenta das folhas do cafeeiro logo após a eclosão, formando galerias conhecidas como minas, que evoluem para manchas amarronzadas e necroses severas.
Cada larva pode consumir entre 1 e 2 centímetros quadrados da área foliar. Em casos de infestação elevada, as lesões podem atingir mais de 80% da folha, prejudicando a capacidade fotossintética da planta.
O adulto da praga é uma pequena mariposa branco-prateada, com cerca de dois milímetros de comprimento e hábitos noturnos. A fêmea pode depositar até 50 ovos por ciclo, principalmente em folhas jovens localizadas no terço superior da planta.
Clima acelera reprodução da praga no café
O ciclo biológico do bicho-mineiro é fortemente influenciado pelas condições climáticas.
De acordo com especialistas, em temperatura média de 25°C o ciclo completo da praga dura cerca de 22 dias. Em períodos de calor intenso e baixa umidade, o desenvolvimento pode cair para apenas 14 dias, acelerando rapidamente o avanço da infestação.
Já em temperaturas mais baixas, o ciclo pode se prolongar por até 87 dias.
No Brasil, o inseto pode registrar entre oito e 12 gerações por ano, com maior incidência entre maio e setembro, período considerado crítico para lavouras localizadas em regiões de Cerrado e áreas irrigadas do Oeste da Bahia.
Biossolução registrada no Ministério da Agricultura ganha espaço
Diante do aumento da resistência do bicho-mineiro a moléculas químicas tradicionais, produtores e técnicos vêm ampliando o interesse por alternativas biológicas dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP).
Entre as soluções disponíveis está o PREV-AM, produto registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária para o controle do bicho-mineiro.
Segundo Paulo Henrique Sá Fortes, a biossolução atua diretamente sobre o inseto adulto.
“O produto degrada a camada cerosa das asas da mariposa. Sem a habilidade de voar, se alimentar ou reproduzir, a infestação é reduzida drasticamente”, explica.
O produto foi desenvolvido a partir do óleo essencial da casca de laranja e age por contato, apresentando baixo impacto sobre abelhas e outros insetos polinizadores.
Outro diferencial destacado pelo setor é a ausência de resíduos químicos no solo, nas plantas e nos grãos de café.
Sustentabilidade e produtividade impulsionam novas tecnologias no agro
O avanço de soluções biológicas acompanha uma tendência crescente na agricultura brasileira: aumentar produtividade e eficiência sem ampliar impactos ambientais.
Para especialistas, o uso de tecnologias sustentáveis no manejo fitossanitário tende a ganhar cada vez mais espaço na cafeicultura, especialmente diante das exigências de mercado por produção rastreável e menor uso de defensivos convencionais.
Segundo representantes da Rovensa Next Brasil, o objetivo é ampliar a adoção de ferramentas que combinem controle eficiente de pragas, sustentabilidade e maior resiliência das lavouras de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Leilão da VPJ cresce 30% e fortalece expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste
Published
19 minutos agoon
25 de maio de 2026By
Da Redação
A expansão das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste brasileiro ganhou força com o sucesso da segunda edição do Leilão VPJ Genetics – Edição Nordeste. Realizado durante a Expoalagoas Genética, em Maceió (AL), o evento movimentou quase R$ 1,3 milhão e registrou crescimento de cerca de 30% em relação ao ano passado, consolidando a estratégia de expansão da VPJ Pecuária na região.
O remate reuniu investidores de nove estados brasileiros e confirmou o aumento da demanda por genética de alta performance voltada à pecuária de corte de qualidade. O Nordeste respondeu por 63% das compras realizadas, com destaque para criadores de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.
Ao todo, foram comercializados 57 lotes entre machos e fêmeas das raças Brangus e Ultrablack, além de 122 pacotes de embriões de doadoras da VPJ Genetics.
Touro Brangus é destaque e reforça modelo de investimento genético
O principal destaque do leilão foi a negociação de 50% do reprodutor Brangus VPJ MALVADO FIV 2096, arrematado por R$ 68 mil pelo pecuarista alagoano Rafael Tenório.
O touro integra um modelo de negócios adotado pela VPJ Pecuária, no qual investidores que adquirem participação em reprodutores presentes em centrais de genética recebem royalties proporcionais à comercialização de sêmen.
MALVADO está atualmente em coleta na Semex e se destaca por apresentar desempenho de excelência nos principais índices da raça. O animal figura entre os TOP 1% para Índice de Desmama, Índice Final e Índice de Carcaça, combinando produtividade, precocidade e qualidade de carne.
Filho do norte-americano CB NEW STANDARD 817J3, o reprodutor carrega genética considerada rara tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Rafael Tenório também ampliou sua participação na genética VPJ ao adquirir 50% do Ultrablack VPJ EL CID FIV 156 por R$ 40 mil. O animal é considerado um dos principais touros Ultrablack produzidos no país e também está em coleta para produção de sêmen.
Fêmeas valorizadas e demanda aquecida impulsionam negócios
Entre as fêmeas, o destaque ficou para a Brangus VPJ FLORA FIV 2090, irmã própria de MALVADO, negociada por R$ 44 mil com o criador Roberto Cavalcante, da Paraíba.
Segundo o empresário e selecionador Valdomiro Poliselli Júnior, titular da VPJ Pecuária, o desempenho do leilão acompanha um dos momentos mais favoráveis da pecuária de corte brasileira.
De acordo com ele, a demanda aquecida por carne bovina premium e as bonificações pagas por qualidade têm elevado o interesse dos pecuaristas por genética superior.
O criador destaca que o mercado vive forte valorização em toda a cadeia produtiva, impulsionado tanto pelo cenário doméstico quanto pelas exportações brasileiras de carne bovina.
Brangus e Ultrablack ampliam espaço na pecuária brasileira
No segmento Brangus, 15 touros foram comercializados, movimentando R$ 301 mil, com média superior a R$ 20 mil por animal. As 23 fêmeas negociadas somaram R$ 469,6 mil.
Já os 122 embriões ofertados alcançaram R$ 95,6 mil em vendas, demonstrando o interesse crescente pela multiplicação genética das linhagens da VPJ.
Na raça Ultrablack, sete machos movimentaram R$ 158,4 mil, enquanto dez fêmeas somaram R$ 168 mil em negócios.
Segundo a VPJ Pecuária, o avanço da procura pelas duas raças está diretamente ligado à busca por animais mais precoces, adaptados às condições climáticas brasileiras e capazes de entregar melhor desempenho produtivo aliado à qualidade de carne.
Nordeste ganha protagonismo na genética bovina
O desempenho do leilão reforça o crescimento do Nordeste como polo estratégico para a pecuária de alto valor agregado no Brasil.
Cerca de 30% dos participantes desta edição foram novos investidores, indicando expansão do interesse regional pela genética especializada.
Com mais de três décadas de atuação no melhoramento genético do Aberdeen Angus, a VPJ Pecuária está entre os grupos pioneiros no desenvolvimento e fortalecimento das raças Brangus e Ultrablack no país.
A empresa mantém foco em seleção genética voltada para produtividade, eficiência alimentar, adaptação ao clima tropical e qualidade de carne, características cada vez mais valorizadas pela pecuária moderna brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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