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Ação “Maio Vermelho” encerra semana com quase 2 mil atendimentos na Praça Alencastro

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Secretaria Adjunta de Saúde Bucal, encerrou nesta sexta-feira (22) a programação especial da campanha “Maio Vermelho” com um saldo expressivo de 1.966 atendimentos realizados na Praça Alencastro, no centro da capital. A mobilização levou serviços gratuitos de saúde à população ao longo de cinco dias, fortalecendo a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso aos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com estrutura montada em plena praça pública, incluindo três cadeiras odontológicas, a ação contou com a atuação de mais de 50 profissionais, entre dentistas, auxiliares, técnicos e equipes de apoio. A iniciativa teve como principal objetivo aproximar os serviços especializados da população, ampliando o acesso aos cuidados em saúde bucal e à atenção primária.

Na área odontológica, foram contabilizados 983 atendimentos, sendo 531 cadastros e 452 avaliações clínicas. Um dos grandes diferenciais da campanha foi a agilidade no encaminhamento dos casos suspeitos: pacientes que apresentaram lesões durante as avaliações já deixaram o local com biópsias agendadas, garantindo rapidez no diagnóstico e no início do tratamento, quando necessário.

Além das avaliações bucais, a ação ofertou diversos serviços de atenção primária à saúde, totalizando outros 983 procedimentos. Foram aplicadas 302 vacinas — com destaque para a imunização contra a influenza —, realizados 351 testes de glicemia (Dextro) e 330 aferições de pressão arterial. A quarta-feira (20) foi o dia de maior movimento, registrando 591 atendimentos.

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A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou a importância de ações itinerantes para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de saúde.

“Essa mobilização mostra o compromisso da gestão municipal em levar saúde para mais perto das pessoas. A prevenção salva vidas, principalmente quando falamos do câncer bucal, que muitas vezes é diagnosticado tardiamente. Conseguimos unir orientação, acolhimento, diagnóstico precoce e atualização vacinal em um único espaço, promovendo cuidado integral à população”, afirmou.

Outro ponto importante da campanha foi o recadastramento e atualização das filas de espera para atendimentos nas Clínicas Odontológicas e nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) do município. A medida busca reorganizar a rede e ampliar o acesso de pacientes que aguardam procedimentos especializados.

Durante toda a semana, também foram distribuídas exemplares da “Carta de Serviços da Saúde Bucal”, material que orienta a população sobre os atendimentos ofertados pela rede municipal, formas de acesso e cuidados preventivos.

A secretária adjunta de Saúde Bucal, Cristhiane Leite, ressaltou que o diagnóstico precoce continua sendo a principal ferramenta no enfrentamento ao câncer bucal.

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“O câncer bucal ainda é uma doença silenciosa e, muitas vezes, descoberta em estágios avançados. Por isso, ações como essa são fundamentais para conscientizar, orientar e facilitar o acesso ao diagnóstico precoce. Nossa equipe esteve preparada para acolher e encaminhar rapidamente os casos suspeitos, oferecendo mais segurança e cuidado à população”, pontuou.

Dados apresentados pelas equipes de saúde alertam para a gravidade da doença. Atualmente, o Brasil está entre os cinco países com maior incidência de câncer oral no mundo, enfermidade que acomete principalmente homens brancos entre 50 e 65 anos. Globalmente, são registrados cerca de 388 mil novos casos por ano, além de aproximadamente 188 mil mortes. Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

Com o lema “Cuidar da boca é cuidar da vida!”, a campanha “Maio Vermelho” reforçou a importância da prevenção e da conscientização, aproximando os serviços públicos de saúde da população cuiabana e fortalecendo o cuidado integral em saúde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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