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Embrapa Gado de Leite: O custo de produção de leite tem alta de 1,9% em janeiro

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Em janeiro, o ICPLeite/Embrapa registrou uma variação de 1,9%. A Mão de obra e o Concentrado, que reúne ração e outros alimentos comprados, foram os principais grupos a impactar os custos neste primeiro mês do ano. Este resultado confirma a tendência de elevação de custos de produção de leite, já que é o quinto mês seguido de elevação de custos de produção, acumulando variação de 5,8% no período.

No acumulado de doze meses, ou seja, a variação de custos entre fevereiro de 2023 e janeiro de 2024 registrou uma queda de 0,4%.

Reajuste do salário mínimo impactou o grupo Mão de obra

A alta do custo de produção de leite do mês de janeiro foi resultante, principalmente, pela elevação do valor do salário mínimo, que foi 7,0%. Este fenômeno ocorre todo ano, neste mês, em função do reajuste por força de lei.

O grupo Concentrado variou 2,6%, dada a elevação de preços de ração para vaca, farelo de trigo, fubá de milho e polpa cítrica, apesar da queda nos preços de farelos de soja e de algodão. O grupo Sanidade e reprodução, registrou variação elevada, de 1,6% e próxima da inflação de custos do mês,

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O grupo Qualidade do leite, apresentou uma variação restrita de 0,1%, enquanto que o grupo Minerais não teve variação de custos. Dois grupos registraram retração de custos. Volumosos variou em -1,6% e Energia e combustível em -0,2%.

No acumulado de doze meses, houve uma restrita deflação nos custos de produção (-0,4%). Este resultado se deveu à queda de custos ocorrida na alimentação do rebanho. O grupo Minerais teve retração significativa de -22,5%. Já a produção e compra de Volumosos teve queda de 11,9%, enquanto que os preços do grupo Concentrado teve variação de -2,1%.

Todavia, o grupo Energia e combustível apresentou significativa elevação no acumulado de doze meses. Entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024, foi de 19,1%. Também Mão de obra atingiu variação de dois dígitos (10,9%), em função mais da escassez de mão de obra para ordenhador que propriamente da variação acima da inflação que o salário mínimo vem apresentando. Os grupos Qualidade do leite e Sanidade e reprodução, com variações respectivas de 6,7% e 4,9%, registraram inflação próxima da inflação oficial para toda a economia, que registrou variação do IPCA de 4,5%.

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Entre janeiro/23 e janeiro/24 foram registrados três períodos distintos na evolução dos custos de produção de leite. Os custos decresceram continuamente de janeiro/23 até junho/23, mostraram-se estáveis até agosto/23 e começaram a crescer continuamente, a partir de setembro/23.

Em julho/23 foi mais barato produzir leite que em janeiro/22 e janeiro/23. Este fenômeno raro se deu em função de queda nos custos de alimentação, principalmente de soja, milho e de insumos como fertilizantes e defensivos. Mas, entre agosto/23 e janeiro/24, o crescimento de custos já registra um acumulado de 5,8%.

Por Paulo do Carmo Martins e Samuel José de Magalhães Oliveira, Pesquisadores em economia da Embrapa Gado de Leite, e Manuela Sampaio Lana e Alziro Vasconcelos Carneiro, Analistas em economia da Embrapa Gado de Leite

Fonte: Embrapa Gado de Leite

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho brasileiro bate recorde histórico e ultrapassa 369 sacas por hectare em concurso nacional de produtividade

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Milho no Brasil atinge novo patamar produtivo com avanço tecnológico

A cultura do milho no Brasil alcançou um novo patamar de produtividade na safra atual, conforme os resultados do Concurso Getap Verão 2026, que evidenciam a consolidação do uso de tecnologia, manejo avançado e gestão eficiente no campo.

O levantamento reuniu produtores de diversas regiões do país e registrou produtividades recordes, reforçando o potencial do milho brasileiro em diferentes condições climáticas e sistemas de produção.

Segundo o coordenador técnico do Grupo Tático de Produtividade do Milho (Getap), Gustavo Capanema, os resultados refletem a evolução contínua do setor.

“Cada ano traz um desafio diferente, seja clima ou pressão de pragas, mas o produtor mostra capacidade de adaptação e evolução constante”, destacou.

Norte e Centro-Oeste registram altas produtividades no milho sequeiro

Na Região Norte, a Bahia voltou a se destacar com resultados expressivos no milho sequeiro. O maior desempenho foi de Marcelino Flores de Oliveira, de Formosa do Rio Preto (BA), com 315,37 sacas por hectare.

Outros produtores também apresentaram números elevados, com produtividades acima de 250 sc/ha, reforçando a força da região na produção do cereal.

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Já na Região Oeste, o destaque ficou com Thomas David Peixoto, de Costa Rica (MS), que atingiu 208,28 sc/ha no sistema sequeiro.

Minas Gerais se consolida no milho irrigado e sequeiro no Centro do país

Na Região Centro, Minas Gerais manteve forte presença entre os melhores resultados do país.

No sistema irrigado, a liderança foi da Fazenda Nacional AgroFarm, em São Gonçalo do Sapucaí (MG), com 289,55 sc/ha, seguida por produtores que também ultrapassaram a marca de 280 sc/ha.

No sistema sequeiro, o destaque foi Marcelo Sanfelice, de Ibiá (MG), com 307,71 sc/ha, acompanhado por outros produtores mineiros com desempenhos próximos ou superiores a 280 sc/ha.

O desempenho reforça a importância da regionalização e do uso de tecnologia para elevar a produtividade em diferentes ambientes agrícolas.

Sul do Brasil lidera recordes e alcança maior produtividade do país

Os maiores resultados do concurso vieram da Região Sul, que novamente se destacou como referência nacional em produtividade de milho.

Na categoria irrigado, a Agrícola Binsfeld, de Palmeira das Missões (RS), atingiu 359,61 sc/ha, enquanto outros produtores da região também superaram a marca de 330 sc/ha.

No sistema sequeiro, o maior resultado do Brasil foi registrado por Eduardo Pletz, de Guarapuava (PR), com impressionantes 369,92 sacas por hectare, liderando o ranking nacional.

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Outros produtores do Paraná e Santa Catarina também figuraram entre os melhores desempenhos, com resultados acima de 350 sc/ha.

Tecnologia e gestão impulsionam evolução do milho brasileiro

De acordo com o coordenador do Getap, os resultados refletem a disseminação de conhecimento técnico e o avanço das tecnologias agrícolas no país.

A combinação entre genética, manejo de solo, nutrição e inovação tem permitido ao produtor rural atingir patamares cada vez mais elevados de produtividade, mesmo diante de desafios climáticos e fitossanitários.

Perspectiva: milho brasileiro mantém trajetória de alta produtividade

Os dados do Getap Verão 2026 indicam que o milho brasileiro segue em trajetória de crescimento produtivo, com médias elevadas em todas as regiões e recordes históricos em diversas propriedades.

A tendência, segundo especialistas do setor, é de continuidade na evolução tecnológica, com maior eficiência no uso de insumos e expansão do acesso a práticas de alta produtividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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