AGRONEGÓCIO
Soja recua em Chicago após volatilidade e pressão logística limita rentabilidade no Brasil
Publicado em
20 de maio de 2026por
Da Redação
O mercado da soja iniciou a quarta-feira (20) em queda na Bolsa de Chicago, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos últimos dias em meio à forte volatilidade internacional. Os investidores seguem atentos às negociações comerciais entre China e Estados Unidos, às tensões no Oriente Médio e às condições climáticas no Meio-Oeste norte-americano, fatores que continuam ditando o comportamento das commodities agrícolas.
Por volta das 6h40 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam perdas entre 5,75 e 6 pontos nos principais vencimentos. O contrato julho/26 era cotado a US$ 12,07 por bushel, com recuo de 2,25 centavos. Já os vencimentos julho e agosto operavam próximos de US$ 12,03 e US$ 12,04 por bushel, respectivamente.
O movimento representa um ajuste técnico após a alta recente, sustentada principalmente pelas expectativas envolvendo possíveis compras agrícolas chinesas nos Estados Unidos. Apesar disso, o mercado ainda não observa sinais concretos de avanço da demanda asiática, o que mantém os agentes mais cautelosos.
Além do cenário geopolítico, o clima nos Estados Unidos segue no radar. O plantio da nova safra americana avança em ritmo acelerado, favorecido pelas condições climáticas relativamente positivas em grande parte do cinturão produtor. O desenvolvimento das lavouras também ocorre de forma satisfatória, fator que reduz espaço para altas mais intensas nas cotações internacionais.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que o plantio da soja avançou de 49% para 67% da área prevista, superando as expectativas do mercado e também o ritmo registrado no mesmo período do ano passado.
No complexo soja, os futuros do farelo também operavam em baixa nesta manhã, acompanhando o milho. Já o óleo de soja apresentava leves ganhos.
Mercado interno tem sustentação, mas logística preocupa
No Brasil, os preços seguem relativamente firmes em algumas regiões, embora os gargalos logísticos e os elevados custos de armazenagem e frete continuem limitando a rentabilidade dos produtores.
No Paraná, a soja no interior era indicada a R$ 123,67 por saca, com leve alta diária de 0,13%, enquanto o porto de Paranaguá registrava R$ 130,57, avanço de 0,66%. Em Ponta Grossa, as indicações chegaram a R$ 128,50 por saca.
A disputa por armazenagem se intensificou no estado diante do avanço da produção de etanol de milho e do início do plantio de trigo, pressionando a logística regional.
No Rio Grande do Sul, os preços apresentaram recuperação nominal, com Santa Rosa e Passo Fundo cotados a R$ 126,00 por saca e o porto de Rio Grande a R$ 131,00. A revisão da safra gaúcha para pouco mais de 19 milhões de toneladas — abaixo da projeção inicial de 21,44 milhões — reforçou a percepção de perdas provocadas pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo.
O mercado também monitora o risco de paralisações no transporte rodoviário e as incertezas envolvendo o piso mínimo do frete, fatores que elevaram os prêmios de risco no setor.
Em Santa Catarina, a colheita já supera 70% da área cultivada, com preços ao redor de R$ 131,00 no porto de São Francisco do Sul.
Centro-Oeste registra safra recorde, mas enfrenta gargalos
No Centro-Oeste, os números de produção seguem robustos. Mato Grosso do Sul encerrou a safra com volume recorde de 17,759 milhões de toneladas, enquanto Mato Grosso confirmou produção histórica de 51,56 milhões de toneladas.
Apesar da safra elevada, produtores enfrentam dificuldades relacionadas à capacidade de armazenagem, ao alto custo dos fretes e à pressão sobre a infraestrutura logística, cenário que reduz margens e limita oportunidades de comercialização mais vantajosas.
Segundo a Conab, a colheita brasileira da soja já alcança 98,8% da área cultivada, consolidando a reta final dos trabalhos no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil bate recorde de registros de defensivos agrícolas e avanço asiático transforma mercado de agroquímicos
Published
50 segundos agoon
20 de maio de 2026By
Da Redação
O mercado brasileiro de defensivos agrícolas e bioinsumos vive uma profunda transformação regulatória e comercial. O país registrou em 2025 o maior número de aprovações de pesticidas da história, enquanto cresce a presença de fabricantes asiáticos no setor nacional de agroquímicos.
O cenário será um dos principais focos da Brasil AgrochemShow 2026, marcada para os dias 3 e 4 de agosto, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. O encontro deve reunir mais de 1.500 participantes, incluindo empresas, distribuidores, consultorias regulatórias, especialistas, importadores, indústrias químicas e representantes do agronegócio.
Brasil registra recorde histórico de aprovações de defensivos
Levantamento da AllierBrasil aponta que o Brasil aprovou 912 registros de pesticidas em 2025, o maior volume já registrado no país.
Do total liberado:
- 323 foram produtos técnicos
- 427 produtos formulados químicos
- 162 produtos biológicos
O volume representa crescimento de 37,5% em relação ao ano anterior.
A expansão também impressiona no longo prazo. Entre 2006 e 2015, o Brasil aprovou 1.454 registros. Já no período entre 2016 e 2025, o número saltou para 5.442 aprovações, avanço de 274,3%.
Somente nos últimos cinco anos, foram liberados 3.344 registros, alta de 59,4% frente ao período anterior.
Especialistas alertam para morosidade regulatória
Apesar do crescimento expressivo no número de aprovações, especialistas afirmam que o sistema regulatório brasileiro continua lento, burocrático e altamente complexo.
Segundo Flávio Hirata, engenheiro agrônomo, especialista em registro de pesticidas e sócio da AllierBrasil, o aumento das liberações não significa necessariamente maior eficiência regulatória.
“O registro continua sendo burocrático, oneroso e sujeito a constantes mudanças de interpretação e exigências regulatórias”, afirma.
De acordo com a consultoria, o tempo médio de aprovação em 2025 foi de:
- 63,4 meses para produtos formulados químicos
- 67,4 meses para produtos técnicos equivalentes
Na prática, muitos processos levam mais de cinco anos para serem concluídos.
“O maior desestímulo ao investimento no setor é justamente o tempo necessário para acessar o mercado. Em alguns casos, quando o registro é aprovado, parte da eficácia agronômica já foi comprometida ou o ingrediente ativo se aproxima de restrições regulatórias”, explica Hirata.
Judicialização cresce no mercado de defensivos agrícolas
A lentidão nas análises regulatórias também impulsionou o aumento da judicialização no setor.
Atualmente, cerca de 2.830 processos de registros de produtos formulados químicos aguardam avaliação no Brasil.
Segundo a AllierBrasil:
- 397 processos estão parados há sete anos ou mais
- 94 registros aguardam análise há mais de dez anos
Entre 2019 e 2025, os deferimentos obtidos via ações judiciais cresceram:
- 395% contra a Anvisa
- 2.666% contra o Ibama
Somente até 22 de abril de 2026, 47 avaliações toxicológicas foram aprovadas por meio de decisões judiciais.
“O uso da judicialização deixou de ser exceção e passou a integrar a estratégia regulatória das empresas para acelerar o acesso ao mercado”, destaca Hirata.
Avanço da China e da Índia redefine mercado global de agroquímicos
Outro tema central do AgrochemShow será o avanço das empresas asiáticas no mercado brasileiro de defensivos agrícolas.
Segundo especialistas, a chamada “invasão asiática” representa uma reestruturação global da cadeia de produção de pesticidas.
“A China se consolidou como centro mundial de produção de defensivos agrícolas, enquanto o Brasil permanece como um dos maiores mercados consumidores do planeta”, afirma Hirata.
Nos últimos 15 anos, o mercado brasileiro registrou:
- Crescimento de produtos pós-patente
- Expansão de fabricantes chineses e indianos
- Aumento de empresas nacionais com produção terceirizada na Ásia
- Maior concorrência no setor de distribuição
Atualmente, a China domina grande parte da produção global de ingredientes ativos utilizados nos defensivos agrícolas, enquanto a Índia amplia rapidamente sua participação.
Concorrência reduz custos, mas aumenta debate sobre segurança e rastreabilidade
O avanço asiático trouxe impactos diretos sobre preços, margens e competitividade no mercado brasileiro.
Entre os principais efeitos observados estão:
- Redução nos preços de moléculas tradicionais
- Pressão sobre margens das distribuidoras
- Maior concorrência comercial
- Crescimento da agricultura digital
- Expansão dos bioinsumos e biossoluções
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação do setor com:
- Rastreabilidade dos produtos
- Pureza dos ingredientes ativos
- Equivalência técnica
- Dependência externa
- Segurança regulatória e logística
No Brasil, os defensivos agrícolas precisam passar por aprovação de três órgãos:
- Anvisa
- Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
- Ibama
“Existe uma preocupação crescente sobre segurança de abastecimento e dependência externa. Por outro lado, a maior concorrência também ajudou a reduzir custos para o produtor rural e acelerou a modernização do setor”, avalia Hirata.
AgrochemShow 2026 reunirá indústria, distribuidores e especialistas
Além dos debates regulatórios, o Brasil AgrochemShow 2026 reunirá representantes da indústria química, empresas de biológicos, distribuidores, consultorias, importadores, revendas e fornecedores internacionais.
O evento terá foco em:
- Inovação no mercado agrícola
- Estratégias regulatórias
- Tendências globais
- Logística
- Agricultura digital
- Bioinsumos
- Parcerias técnico-comerciais
As inscrições para participação estão abertas no portal oficial do evento, mediante doação de cestas básicas destinadas à ONG Crê-Ser, de São Paulo.
Na edição de 2025, a iniciativa arrecadou cerca de 14 toneladas de alimentos, reforçando o caráter social do encontro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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