AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras ao Golfo caem quase 25% em abril, mas agronegócio mantém crescimento

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As exportações brasileiras para os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) registraram forte retração em abril, refletindo os impactos do conflito no Oriente Médio e das dificuldades logísticas na região. Mesmo diante do cenário adverso, o agronegócio brasileiro segue sustentando resultados positivos nas vendas aos mercados árabes.

Levantamento da Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, com base em dados do Governo Federal, aponta que as exportações totais para o bloco recuaram 24,99% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado, somando US$ 455,54 milhões.

No acumulado de 2025, as receitas apresentam queda mais moderada, de 0,67%, totalizando US$ 2,82 bilhões.

O CCG é formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã — mercados considerados estratégicos para o agronegócio brasileiro, especialmente pela forte dependência regional de importações de alimentos.

Fechamento do Estreito de Ormuz elevou custos logísticos

Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, a principal pressão sobre o comércio ocorreu após as restrições logísticas provocadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o fluxo marítimo global.

O cenário elevou significativamente os custos de frete e seguro, além de obrigar empresas a recorrerem a operações de transbordo terrestre e aéreo para garantir o abastecimento dos países da região.

De acordo com Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira, os exportadores brasileiros conseguiram adaptar suas operações mesmo diante das dificuldades.

“Os exportadores encontraram soluções logísticas para manter os produtos chegando à região, ainda que com custos mais elevados. Os países árabes continuam demandando alimentos, especialmente itens do agronegócio ligados à segurança alimentar”, afirmou.

Agro brasileiro segue no azul com alta de quase 2%

Apesar da retração no comércio total, o agronegócio brasileiro manteve desempenho positivo no quadrimestre. Entre janeiro e abril, as exportações agropecuárias para o CCG cresceram 1,97%, alcançando US$ 1,76 bilhão.

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A pauta exportadora segue liderada por carne de frango, açúcar, carne bovina, milho e café.

Os números mostram que parte das perdas em determinadas categorias foi compensada pelo avanço expressivo de outros produtos estratégicos.

Exportações de frango recuam, mas Catar amplia compras

Principal produto brasileiro vendido ao Golfo, a carne de frango acumulou queda de 5,98% no ano, com receitas de US$ 791,19 milhões.

Mesmo assim, o Catar ampliou em 13,82% as compras do produto brasileiro, totalizando US$ 70,29 milhões.

O movimento ocorreu após o país adaptar sua logística utilizando portos sauditas localizados no Mar Vermelho, além de operações terrestres e transporte aéreo para manter o abastecimento interno.

Açúcar brasileiro dispara no mercado árabe

O açúcar apresentou um dos melhores desempenhos entre os produtos exportados ao bloco árabe.

As vendas cresceram 28,74% no acumulado do ano, atingindo US$ 442,59 milhões.

O destaque ficou para a Arábia Saudita, que ampliou as importações em 46,35%, e para Omã, onde os embarques brasileiros saltaram impressionantes 6.332,27% no período.

O crescimento chama atenção especialmente porque parte dos portos omanenses também foi impactada pelas restrições logísticas na região do Golfo.

Carne bovina mostra desaceleração em abril

A carne bovina brasileira também mantém trajetória positiva em 2025, acumulando alta de 28,77% entre janeiro e abril, com receitas de US$ 219,30 milhões.

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O avanço ocorreu em todos os países integrantes do CCG.

No entanto, os dados de abril já indicam desaceleração nas exportações do produto. Em relação a março, as receitas recuaram 46,90%, sinalizando possível mudança de ritmo nos embarques para os próximos meses.

Milho e café avançam com recomposição de estoques

Após praticamente zerar os embarques em março, o milho brasileiro voltou a ganhar espaço no mercado árabe em abril.

As vendas do cereal somaram US$ 11,80 milhões no mês passado, elevando o acumulado anual para US$ 73,01 milhões — crescimento de 11,69%.

Os principais compradores foram Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Já o café brasileiro registra um dos maiores avanços percentuais da pauta exportadora ao Golfo. As receitas cresceram 58,50% no quadrimestre, alcançando US$ 64,67 milhões.

Os maiores aumentos foram observados nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã, em um movimento associado à recomposição de estoques pelos importadores da região.

Oriente Médio segue estratégico para o agronegócio brasileiro

Mesmo diante das tensões geopolíticas e dos gargalos logísticos, o mercado árabe segue sendo considerado estratégico para o agronegócio nacional.

A dependência alimentar dos países do Golfo continua sustentando a demanda por proteínas, grãos, açúcar e café brasileiros, reforçando a importância da região para as exportações do agro em 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cachaça de alambique ganha espaço no mercado de drinks e empreendedorismo com capacitação gratuita em Minas Gerais

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A cachaça de alambique busca conquistar novos mercados além da tradicional caipirinha. Com foco em inovação, empreendedorismo e valorização de produtos regionais, o Sistema Faemg Senar promove, nos dias 22 e 23 de julho, a Imersão Cachaça no Preparo de Drinks — Lucro, Experiência e Mercado, durante a 96ª Semana do Fazendeiro, realizada na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais.

A capacitação gratuita será realizada na Carreta Agro pelo Brasil CNA/Faemg, das 9h30 às 18h, com vagas limitadas. A programação será dividida em duas turmas independentes, permitindo que os participantes escolham apenas uma das datas disponíveis.

O treinamento será conduzido pelo consultor de bebidas, bartender e sommelier de cachaça Albert Coelho, que apresentará técnicas e conhecimentos voltados ao aproveitamento comercial da bebida brasileira.

Cachaça ganha novas oportunidades com a coquetelaria

A iniciativa tem como objetivo ampliar a visão sobre o potencial da cachaça de alambique como produto de alto valor agregado.

A proposta é capacitar produtores rurais, empreendedores, profissionais dos setores de bares, restaurantes e turismo, além de consumidores interessados em conhecer novas possibilidades de mercado relacionadas à bebida.

Durante a imersão, os participantes terão contato com conteúdos teóricos e atividades práticas envolvendo:

  • história da cachaça e evolução da bebida no Brasil;
  • fundamentos da coquetelaria;
  • análise sensorial;
  • técnicas de preparo de drinks;
  • harmonização de sabores;
  • tendências do mercado de bebidas;
  • estratégias para valorização e comercialização do produto.
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A capacitação busca demonstrar que a cachaça pode ocupar novos espaços no mercado, especialmente quando associada à experiência gastronômica, turismo e produtos premium.

Minas Gerais fortalece tradição e inovação na produção de cachaça

Reconhecida pela qualidade da cachaça artesanal, Minas Gerais possui uma forte tradição na produção de bebidas de alambique.

Além do valor cultural, o setor representa uma oportunidade de geração de renda e diversificação das atividades no meio rural.

Para a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathália Rabelo, a iniciativa pretende estimular novas formas de comercialização e aproximar a bebida de diferentes públicos.

“A cachaça de alambique é um produto de alta qualidade e com enorme potencial ainda pouco explorado na coquetelaria. Queremos mostrar que ela vai muito além da caipirinha, agregando valor ao produto e criando novas oportunidades de comercialização”, destaca.

Segundo ela, a aproximação com a cultura dos drinks pode contribuir para ampliar o consumo e fortalecer a imagem da cachaça brasileira como um produto sofisticado e competitivo.

Capacitação busca fortalecer pequenos negócios e produtores rurais

A valorização da cachaça artesanal está diretamente ligada ao desenvolvimento de estratégias de mercado, melhoria da apresentação do produto e criação de novas experiências para os consumidores.

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Para produtores rurais, investir em conhecimento sobre bebidas, harmonização e tendências de consumo pode abrir oportunidades em segmentos como turismo rural, gastronomia e mercados especializados.

A imersão promovida pelo Sistema Faemg Senar integra uma agenda de ações voltadas à qualificação profissional e ao fortalecimento das cadeias produtivas do agronegócio mineiro.

Inscrições abertas para curso gratuito sobre cachaça e drinks

As vagas para a Imersão Cachaça no Preparo de Drinks — Lucro, Experiência e Mercado são limitadas.

Os interessados devem realizar a inscrição no formulário correspondente à data escolhida para participação durante a Semana do Fazendeiro.

A iniciativa reforça o movimento de valorização da cachaça de alambique como um produto estratégico do agronegócio brasileiro, unindo tradição, inovação e novas oportunidades comerciais.

Turma – 22 de julhoTurma – 23 de julho

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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