AGRONEGÓCIO

Safra de grãos avança no Brasil, mas queda de produtividade acende alerta no agronegócio

Publicado em

A agricultura brasileira vive uma mudança estrutural importante. Embora a produção nacional de grãos siga em expansão, o desafio do produtor rural deixou de ser apenas aumentar volume e passou a depender, cada vez mais, de eficiência, gestão e estratégia dentro da porteira.

Dados do 7º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram avanço na estimativa da safra brasileira, mas revelam perda de produtividade em culturas relevantes, como o milho, que apresenta queda média de 4% no rendimento por hectare. Ao mesmo tempo, a expansão da área plantada continua ocorrendo, indicando que o crescimento da produção nem sempre significa maior rentabilidade no campo.

O cenário reforça uma nova lógica no agronegócio brasileiro: produzir melhor se tornou mais importante do que simplesmente produzir mais.

Clima irregular aumenta risco operacional no campo

A oscilação climática tem sido um dos principais fatores de pressão sobre a produtividade agrícola. Segundo o levantamento, diversas regiões registraram chuvas irregulares, alternando períodos de excesso hídrico e estiagem, o que compromete o desenvolvimento das lavouras.

Nos estados da região Sul, por exemplo, a redução da umidade do solo já afeta culturas como soja e milho, elevando os riscos de perdas produtivas e aumentando a necessidade de manejo técnico mais preciso.

Leia Também:  USDA prevê safra de soja da Índia em 12,75 milhões de toneladas para 2024/25

Esse ambiente de instabilidade climática exige maior capacidade de adaptação do produtor rural, especialmente diante da tendência de neutralidade climática após ciclos influenciados pelo fenômeno La Niña. A expectativa é de manutenção da variabilidade nas chuvas e temperaturas ao longo das próximas safras.

Eficiência produtiva ganha protagonismo no agronegócio

Com custos de produção mais altos e margens pressionadas, decisões equivocadas no manejo passaram a ter impacto ainda maior sobre o resultado financeiro das propriedades rurais.

Na prática, o produtor vem direcionando investimentos para estratégias que aumentem a eficiência do uso de insumos, água e solo, buscando reduzir perdas e ampliar a previsibilidade da produção.

De acordo com Loremberg de Moraes, diretor da Hydroplan-EB, o cenário atual exige uma nova postura do setor produtivo.

“Hoje, o produtor que depende apenas de volume está mais exposto ao risco. O que define o resultado da safra é a capacidade de controlar variáveis dentro da porteira, principalmente em um cenário de clima cada vez mais instável”, afirma.

Tecnologia e gestão hídrica se tornam estratégicas

Com a produtividade mais sensível às condições ambientais e econômicas, ferramentas voltadas à gestão hídrica, equilíbrio fisiológico das plantas e monitoramento da lavoura passam a ocupar papel central na agricultura moderna.

Leia Também:  Banco Central deve elevar juros ao maior patamar em quase duas décadas para conter inflação

Mais do que tecnologias complementares, soluções de eficiência produtiva vêm sendo incorporadas à estratégia operacional das fazendas, permitindo respostas mais rápidas diante das oscilações climáticas e do aumento da pressão por rentabilidade.

Segundo Moraes, o modelo baseado apenas em histórico de safra ou decisões por tentativa e erro perdeu espaço no agronegócio atual.

“Não existe mais espaço para decisões baseadas apenas em histórico ou tentativa e erro. A produtividade hoje é construída com estratégia, com leitura de cenário e com uso inteligente de tecnologia”, destaca.

Agricultura brasileira entra em nova fase

O avanço da safra nacional continua demonstrando o potencial produtivo do Brasil no mercado global de alimentos. No entanto, o ambiente de maior incerteza climática, aliado aos custos elevados e à necessidade de previsibilidade, impõe uma nova realidade ao campo.

Nesse contexto, a estratégia passa a ser considerada um dos principais insumos da agricultura moderna, consolidando uma fase em que eficiência, tecnologia e capacidade de adaptação serão determinantes para os resultados do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá reparou de mais de 20 mil buracos na região Sul

Published

on

Dados consolidados até o dia 8 de maio apontam que 20.840 buracos já foram resolvidos na região Sul de Cuiabá, incluindo dezenas de ruas e avenidas de diversos bairros, por meio do mutirão de tapa-buracos desencadeado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras. No geral, são mais de 30 mil buracos já resolvidos na cidade.

Nesta quarta-feira (13), o mutirão acontece nos bairros Jardim Liberdade, Jardim Loureira Borba, Residencial Aricá, São Sebastião, Osmar Cabral, Santa Laura e Jardim Fortaleza. Enquanto isso, as equipes de emergência atendem às demandas no São Gonçalo Beira Rio e na Região Central, na Rua 24 de Outubro, no CPA e Três Barras.

O programa do mutirão entrou em ação no dia 14 de abril, visando agilidade no atendimento e foco no resultado. Por isso, acontece com as equipes todas centradas nos bairros programados. A iniciativa não tem data para parar. Conforme vão sendo concluídas as demandas em um local, as equipes são destinadas para outros. A definição da ordem dos atendimentos segue a alta demanda dos registros feitos por meio dos canais oficiais da Prefeitura, de protocolos e pedidos de vereadores.

Leia Também:  Nova Itaberaba Lança Plano Estratégico de Turismo em Parceria com o Sebrae/SC

Desde o início, nos bairros Altos do Parque 1 e 2, já foram atendidos Jardim Paulicéia, Real Parque, Parque Cuiabá, Jockey Club, Cohab São Gonçalo, Pedregal, Renascer, Jardim Gramado, Nossa Senhora Aparecida, Jardim Comodoro, Jardim Buriti, São José, Residencial Coxipó, Itapajé, Jardim Presidente, São Francisco (Av. Aycar Saddi), Nico Baracat, Mirante do Parque, Nova Conquista, Manduri e os demais bairros citados no início do texto, onde o tapa-buracos está acontecendo esta semana.

Também foram atendidas demandas dos bairros Cidade Verde e Santa Rosa, além de serviços de capa de drenagem no Jardim das Américas, trevo do Jardim Itália, Ubirajara, região Central e outras localidades. Há ainda obras emergenciais na região do Florais e na linha de ônibus do Gamaliel.

No bairro Manduri, especificamente na Rua das Orquídeas, a situação crítica perdurava há mais de 8 anos e a solução foi recapear a via, uma vez que o tapa-buracos não era possível devido ao desgaste da malha viária, com crateras.

A via é estratégica para os moradores da região adjacente, pois interliga vários bairros, como Pascoal Ramos, Osmar Cabral, São João Del Rey, Pedra 90 e até a Avenida das Torres, facilitando muito o tráfego para todos. Além disso, é caminho para o trabalho de muitos moradores. “Eu passo sempre aqui há uns 10 anos, desde que moro nessa região, e utilizo a via para ir e voltar do trabalho. A situação, como vocês viram, era caótica em uma via que facilita a nossa vida. É um sonho para todos nós que moramos nessa região ter a via reconstruída, é uma maravilha”, afirmou Waldisclei Roberto, do bairro São Francisco.

Leia Também:  USDA prevê safra de soja da Índia em 12,75 milhões de toneladas para 2024/25

“Fizemos um reparo profundo, com a remoção do material deteriorado e já comprometido pela infiltração de água na base e sub-base. Após essa remoção, foi aplicado o cascalho típico do cerrado, em condição seca e de melhor qualidade, o que permite uma base mais resistente. Depois de compactada, foi feita a aplicação da capa asfáltica, utilizando CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), garantindo maior qualidade ao serviço”, explicou o diretor de Infraestrutura da Secretaria Municipal de Obras, Ricardo Rodrigues.

Estima-se ainda que, nesta semana (de 11 a 15), mais de 4 mil buracos sejam sanados na região Sul.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA