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Banco Central deve elevar juros ao maior patamar em quase duas décadas para conter inflação

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (18) para definir a nova taxa básica de juros da economia. A expectativa predominante entre economistas do mercado financeiro é de que a Selic suba de 13,25% para 14,25% ao ano, atingindo o maior nível desde agosto de 2006, quando os juros estavam em 14,75% ao ano, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caso a projeção se confirme, será o quinto aumento consecutivo da Selic, que serve de referência para as taxas de juros no Brasil. O objetivo do Banco Central é conter a inflação em um cenário de economia aquecida. O aumento dos juros tem como função reduzir a demanda por crédito e desacelerar a atividade econômica, o que, em tese, contribui para a estabilização dos preços.

Expectativa sobre os juros nos EUA

Além da decisão do Copom, o mercado acompanha com atenção o anúncio do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, também previsto para esta quarta-feira. A expectativa é de que a taxa de juros americana seja mantida no intervalo entre 4,25% e 4,50% ao ano.

Investidores monitoram os possíveis impactos das tarifas comerciais impostas pelo ex-presidente Donald Trump sobre produtos importados, que podem influenciar a inflação e o desempenho da economia norte-americana.

Segunda reunião de Galípolo no comando do BC

Essa será a segunda reunião do Copom sob a liderança de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central indicado por Lula e empossado em janeiro deste ano. Além disso, será o segundo encontro com maioria de diretores indicados pelo atual governo, o que pode influenciar a tomada de decisão do colegiado.

Desde 2021, com a autonomia operacional do Banco Central aprovada pelo Congresso Nacional, os diretores da instituição passaram a ter mandato fixo. Até o final de 2024, a maioria da diretoria e o então presidente do BC, Roberto Campos Neto, haviam sido indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Inflação elevada e desaquecimento econômico

A possível elevação da taxa Selic tem como principal motivação o controle das pressões inflacionárias. Em fevereiro, o índice oficial de inflação registrou alta de 1,31%, o maior patamar para o mês desde 2003 e o nível mais elevado desde março de 2022, quando atingiu 1,62%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação chegou a 5,06%, a maior desde setembro de 2023.

O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal ferramenta para atingir as metas de inflação. Caso as projeções de inflação estejam alinhadas com os objetivos estabelecidos, a tendência é de redução dos juros. No entanto, se os índices se mantiverem acima do esperado, o BC pode optar por manter ou elevar a taxa básica.

Com a adoção do sistema de meta contínua a partir de 2025, o objetivo da inflação será de 3%, sendo considerado dentro da meta se oscilar entre 1,5% e 4,5%. O Banco Central toma suas decisões de juros com base em projeções futuras, uma vez que os efeitos das mudanças na Selic levam de seis a 18 meses para impactar a economia.

Atualmente, a instituição já projeta metas para o segundo semestre de 2026. Para os próximos anos, a expectativa do mercado para a inflação é de 5,68% em 2025 (acima da meta), 4,40% em 2026, 4% em 2027 e 3,75% em 2028.

Entre os fatores que pressionam a inflação, o BC destaca:

  • A resiliência da atividade econômica;
  • O mercado de trabalho aquecido;
  • O aumento dos gastos públicos;

O cenário internacional, que influencia o câmbio e a valorização do dólar.

Perspectivas para a economia

Em sua ata de janeiro, o Copom apontou que a economia tem operado acima do seu potencial de crescimento sem exercer pressão inflacionária. No entanto, o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, afirmou recentemente que a desaceleração da atividade econômica, já evidenciada nos dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, é necessária para trazer a inflação de volta à meta.

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A estratégia de aumento dos juros tem sido criticada por integrantes do governo federal. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, por exemplo, classificou a elevação da Selic como uma “imbecilidade”, argumentando que a medida prejudica o crescimento econômico e o consumo da população.

Impactos no mercado e na população

Especialistas alertam que a elevação da taxa Selic tende a gerar impactos significativos na economia. Entre as principais consequências, destacam-se:

Aumento dos juros bancários: A alta da Selic reflete diretamente nas taxas cobradas por bancos em financiamentos e empréstimos. Em janeiro de 2024, a taxa média de juros para pessoas físicas e empresas atingiu 42,3% ao ano, o maior nível em 16 meses.

Desaceleração da economia: Juros mais altos reduzem o consumo e dificultam investimentos produtivos, impactando negativamente o PIB, o emprego e a renda. Dados do último trimestre de 2024 já indicam um desaquecimento da economia brasileira.

Piora das contas públicas: O aumento dos juros eleva os custos da dívida pública. Em 2024, os gastos com juros no setor público totalizaram R$ 950 bilhões, o equivalente a 8% do PIB, contribuindo para o crescimento do endividamento nacional.

Impacto nos investimentos: Aplicações de renda fixa, como o Tesouro Direto e debêntures, tornam-se mais atrativas com juros elevados. No entanto, isso pode reduzir a procura por investimentos em ações, impactando o mercado financeiro.

O anúncio oficial do Copom sobre a nova taxa Selic está previsto para o final da tarde desta quarta-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feira de adoção da Bem Estar Animal encaminha pets para novos lares em Cuiabá

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A Secretaria Adjunta de Bem Estar Animal realizou, neste sábado (9), mais uma feira de adoção de pets em Cuiabá. A ação ocorreu na área externa do Aquário Municipal e disponibilizou cães e gatos para adoção responsável. A iniciativa integra as políticas públicas de proteção animal desenvolvidas pela Prefeitura e busca ampliar a conscientização sobre acolhimento e guarda responsável.

Além de aproximar os animais resgatados de possíveis tutores, a ação também apresentou à população o trabalho realizado no canil municipal, que atualmente abriga cerca de 110 cães vítimas de maus tratos, abandono ou negligência.

A secretária adjunta de Bem Estar Animal, Morgana Thereza Ens, explicou que a seleção dos animais varia conforme a demanda de resgates realizados pela equipe técnica. Segundo ela, os filhotes costumam ter prioridade nas feiras, mas os cães adultos também participam das ações.

“A gente prioriza os filhotes porque têm maior chance de adoção, mas sempre levamos adultos também. Muitos acabam conquistando famílias da mesma forma”, afirmou.

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Durante o evento, os interessados passaram por entrevista social e preenchimento de ficha cadastral. Após a adoção, a secretaria mantém acompanhamento dos tutores por meio de contatos periódicos, envio de fotos e suporte veterinário.

Ao destacar a importância da adoção responsável, Morgana ressaltou que cada adoção contribui para ampliar a capacidade de acolhimento do município.

“Quando um animal é adotado, dois acabam sendo beneficiados: o que ganha uma família e o próximo que poderá ser resgatado. O canil representa uma chance de recomeço para esses animais”, disse.

A secretaria reforça que não é necessário esperar pelas feiras para adotar. Os interessados podem procurar atendimento presencialmente ou solicitar informações pelo WhatsApp (65) 99207-4318. O Instagram oficial da pasta também divulga animais aptos para adoção e orientações sobre os procedimentos.

Entre as famílias que participaram da feira estava Camila Andrea de Morais Ferreira, que contou ter conhecido a ação por meio de notícias na internet. Ela adotou um filhote após atender ao pedido do filho por um cachorro.

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“A expectativa é dar muito amor e carinho para ele. Meu filho queria um cachorrinho há bastante tempo”, relatou.

Outra participante da ação foi Elenil Lima Silva Rocha, que também soube da feira pela internet e decidiu ampliar a família com a adoção de uma filhote chamada Luna.

“A gente já queria adotar há algum tempo. Estamos muito felizes e vamos dar todo carinho até ela se adaptar”, afirmou.

A Secretaria Adjunta de Bem Estar Animal reforça que a adoção responsável é uma das principais ferramentas para reduzir o abandono e garantir melhores condições de vida aos animais resgatados no município.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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