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Suzano escolhe Avondale Global Gateway como hub logístico na Costa do Golfo e retoma importação de celulose nos EUA após mais de 30 anos

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A Avondale Global Gateway foi escolhida pela Suzano como um dos principais hubs logísticos da companhia na Costa do Golfo dos Estados Unidos. O acordo, com duração de cinco anos, marca a retomada das importações regulares de celulose no estado da Louisiana após mais de três décadas e reforça a estratégia de expansão da empresa no mercado norte-americano.

O primeiro navio com carga de celulose brasileira tem chegada prevista para a primeira semana de maio, consolidando o início da nova operação logística integrada.

Suzano amplia presença industrial nos Estados Unidos e fortalece cadeia de suprimentos

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e uma das principais exportadoras brasileiras, atua no mercado norte-americano há mais de 40 anos. Nos últimos anos, a companhia acelerou sua estratégia de internacionalização, com foco em expansão industrial e entrada no segmento de embalagens para consumo e food service.

Em 2024, a empresa adquiriu unidades da Pactiv Evergreen nos estados do Arkansas e da Carolina do Norte, reforçando sua presença produtiva na região.

O novo acordo com o Avondale Global Gateway foi estruturado após um processo de avaliação de dois anos, considerando critérios como eficiência logística, infraestrutura portuária e capacidade de expansão.

Hub logístico estratégico na Louisiana reforça eficiência operacional

De acordo com a Suzano, a escolha do terminal está alinhada à busca por uma cadeia de suprimentos mais eficiente e resiliente na América do Norte.

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A estrutura do Avondale permite integração multimodal, combinando:

  • Acesso fluvial de alta profundidade
  • Conexão ferroviária direta
  • Infraestrutura portuária ampliada
  • Flexibilidade operacional para expansão futura

Segundo Juliana Vizintim, gerente executiva de operações da Suzano, o modelo fortalece a competitividade logística da companhia na região.

“Acreditamos que uma cadeia de suprimentos eficiente e resiliente é essencial. O Avondale reúne os atributos que buscávamos e fortalece nossa plataforma logística na Costa do Golfo”, afirmou.

Investimentos superam US$ 20 milhões e impulsionam geração de empregos

Para atender à nova operação, o terminal passou por ampliações estruturais em cerca de 22,8 mil m² de área de armazenagem, incluindo:

  • Novo piso de concreto
  • Cinco docas cobertas para carregamento ferroviário
  • Plataformas operacionais modernizadas
  • Sistema de detecção e combate a incêndio a laser

Além disso, está em andamento uma expansão ferroviária de aproximadamente US$ 13 milhões, com apoio do programa FastSites da Louisiana Economic Development.

O investimento total associado à operação da Suzano deve ultrapassar US$ 20 milhões, com previsão de criação de cerca de 50 empregos diretos em tempo integral.

Louisiana reforça posição na cadeia global de suprimentos

Para a gestão local, a chegada da operação representa um marco na retomada do uso industrial do terminal.

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Adam Anderson, presidente do conselho e CEO da T. Parker Host, controladora do Avondale Global Gateway, destacou o impacto econômico do projeto.

“Trazer celulose de volta para a Louisiana é um marco importante. Isso representa investimento, empregos e um novo ciclo de desenvolvimento industrial para a região”, afirmou.

O projeto também conta com integração logística ferroviária com a Union Pacific Railroad, responsável pelo escoamento das cargas para diferentes regiões do país.

Transformação do Avondale em hub multimodal fortalece logística industrial

Desde a aquisição do antigo estaleiro em 2018, o Avondale Global Gateway vem sendo convertido em um centro logístico multimodal de grande escala, ocupando aproximadamente 275 acres.

Atualmente, o complexo reúne mais de 600 trabalhadores entre operações próprias, empresas parceiras e obras em andamento, consolidando-se como um dos principais polos logísticos da região da Costa do Golfo.

Expansão reforça integração entre Brasil e mercado norte-americano

O novo acordo entre Suzano e Avondale Global Gateway reforça a integração logística entre Brasil e Estados Unidos, ampliando a eficiência no fluxo de celulose e fortalecendo a presença da indústria brasileira no mercado global.

A operação também consolida a estratégia da Suzano de crescimento internacional baseado em escala, eficiência operacional e diversificação de mercados consumidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo começa a valer e Brasil amplia exportações de carne e cachaça com tarifa zero

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O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia começou a produzir os primeiros efeitos práticos no comércio exterior brasileiro. Desde a entrada em vigor do tratado, em 1º de maio, o Brasil já iniciou exportações de carne bovina, carne de aves e cachaça ao mercado europeu com redução ou isenção de tarifas, enquanto produtos europeus começaram a chegar ao país com impostos menores.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aprovou, até o momento, oito licenças de exportação para produtos brasileiros e seis licenças de importação para mercadorias originárias da União Europeia.

Entre os primeiros produtos europeus liberados para entrada no mercado brasileiro estão queijos, chocolates e tomates. No caso dos queijos, a redução tarifária passou a valer imediatamente dentro da cota negociada no acordo, com a alíquota caindo de 28% para 25,2%.

Já para chocolates e tomates, a diminuição das tarifas ocorrerá de forma gradual a partir de 2027. Até lá, continuam em vigor as taxas atualmente aplicadas sobre as importações.

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Do lado brasileiro, os primeiros embarques autorizados incluem carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça. Segundo o governo federal, as exportações de carne de aves e da bebida brasileira entram no mercado europeu com tarifa zero dentro dos limites estabelecidos nas cotas do acordo.

Na carne bovina, o tratado ampliou o espaço para o produto brasileiro na Europa. A tradicional Cota Hilton, usada para exportação de cortes nobres, teve a tarifa reduzida de 20% para zero.

Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes do acordo, embarques fora da Cota Hilton enfrentavam cobrança de 12,8% de tarifa mais 304,10 euros por 100 quilos exportados. Com as novas regras, a tarifa intracota caiu para 7,5%.

O governo brasileiro avalia que o acordo fortalece a presença do agronegócio nacional no mercado europeu e amplia oportunidades para exportadores de alimentos e bebidas.

Segundo o Mdic, mais de 5 mil linhas tarifárias passaram a operar com tarifa zero para produtos exportados do Mercosul à União Europeia. No sentido contrário, mais de mil linhas tarifárias do bloco sul-americano também passaram a conceder isenção para produtos europeus.

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Apesar da abertura comercial, o governo destaca que as cotas representam parcela pequena do comércio bilateral, equivalente a cerca de 4% das exportações brasileiras e apenas 0,3% das importações.

Todas as operações estão sendo realizadas pelo Portal Único Siscomex, sistema responsável pelo controle e autorização das operações de comércio exterior. De acordo com o governo federal, toda a regulamentação necessária foi concluída antes da entrada em vigor do acordo, permitindo o início imediato das operações comerciais entre os dois blocos.

Fonte: Pensar Agro

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