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Governador e prefeito reforçam parceria com entrega do Ganha Tempo e apresentação de novo complexo público

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reforçaram a parceria institucional durante a entrega da nova unidade do Ganha Tempo e a apresentação do pré-projeto do Centro Integrado de Serviços Públicos (CISP), no bairro Pedra 90. A proposta é transformar o prédio da antiga Escola Estadual Rafael Rueda em um polo regional de atendimentos públicos.

Durante a solenidade, Pivetta destacou os investimentos realizados em parceria com o município nas áreas de infraestrutura, pavimentação e serviços públicos. Segundo ele, a nova unidade já inicia as atividades com equipe completa e preparada para atender a população. “O povo quer resultado, e estamos fazendo uma revolução silenciosa do trabalho, com Estado e Prefeitura unidos para melhorar a vida das pessoas. Vamos ampliar os serviços públicos aqui no Pedra 90 em parceria com a Prefeitura, levando mais dignidade e atendimento para a população”, afirmou.

O prefeito Abilio Brunini, acompanhado da primeira-dama e vereadora Samantha Iris, ressaltou que o objetivo é descentralizar os atendimentos e aproximar os serviços públicos da população. “Esse investimento é importante para ofertarmos serviços públicos mais perto da população. Queremos estruturar um centro de especialidades médicas, ampliar os serviços da Secretaria da Mulher e da Assistência Social, além de criar um espaço voltado ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista e outras necessidades específicas”, declarou.

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O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, também celebrou a importância da união entre Estado e Prefeitura para ampliar os serviços públicos na região. “Isso só dá certo quando governo e prefeitura trabalham juntos. O Ganha Tempo representa mais atendimento, mais serviços e mais qualidade de vida para a população da região sul de Cuiabá”, afirmou

A unidade do Ganha Tempo reúne atendimentos de órgãos como Águas Cuiabá, Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), Procuradoria Geral do Estado (PGE/MT), Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz/MT), Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT). O espaço também conta com banheiros adaptados, Cantinho da Leitura e setor administrativo.

Como parte da programação, a quadra coberta da escola do bairro foi revitalizada pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. A van do projeto “Cuiabá Acolhe Mulheres” também esteve no local oferecendo orientação e acolhimento à população feminina da região.

Morador do bairro Cinturão Verde, Altair Tavares de Almeida avaliou a chegada dos serviços como um avanço para a comunidade. “Para nós, que somos mais velhos, é muito melhor ter tudo aqui perto do que precisar ir até o CPA ou o Centro. Facilita muito a nossa vida”, disse.

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O secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, informou que o CISP entra agora na fase de elaboração dos projetos complementares, incluindo sistemas elétrico e hidrossanitário, além do levantamento de custos para viabilizar a contratação da obra. Além do Ganha Tempo, o complexo deve abrigar a Base Comunitária da Polícia Militar, a Delegacia da Polícia Civil, a Secretaria Municipal de Assistência Social, o Centro de Especialidades Médicas e a Secretaria Municipal da Mulher.

A secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, afirmou que o espaço será utilizado como extensão da pasta para ampliar o acolhimento às mulheres da região. “Toda essa região tem demanda e altos índices de violência doméstica. A proposta é oferecer acolhimento, atendimento psicológico, qualificação profissional e oportunidades de emprego, buscando a autonomia financeira dessas mulheres”, destacou.

Também participaram da solenidade a senadora Margareth Buzetti; os deputados estaduais Wilson Santos e Diego Guimarães; os deputados federais Fábio Garcia e Coronel Assis; a suplente de deputada federal Gisela Simona; além dos vereadores Didimo Vovô, Baixinha, Michelly Alencar, Dilemário Alencar e Dra. Mara, além de secretários estaduais, municipais e lideranças comunitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Mercado de máquinas usadas movimenta até R$ 30 bilhões no Brasil, mas enfrenta falta de controle, preço e transparência

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O mercado de máquinas usadas no Brasil movimenta cifras bilionárias todos os anos e desempenha papel estratégico para setores como agronegócio, construção civil, mineração e infraestrutura. Apesar da relevância econômica, o segmento ainda opera com forte grau de informalidade, baixa transparência e ausência de mecanismos básicos de controle e rastreabilidade.

Estimativas do setor apontam que apenas o segmento de máquinas de linha amarela usadas negocia cerca de 100 mil unidades por ano no país. Com ticket médio entre R$ 150 mil e R$ 250 mil por equipamento, o volume financeiro anual varia entre R$ 10 bilhões e R$ 20 bilhões. Quando somado ao mercado de máquinas agrícolas usadas, esse montante pode alcançar aproximadamente R$ 30 bilhões por ano.

No entanto, a ausência de dados estruturados impede até mesmo uma mensuração exata do tamanho do setor, evidenciando um mercado ainda distante do nível de maturidade observado em segmentos mais organizados, como o automotivo.

Falta de referência de preços gera insegurança no mercado

Segundo Jonathan Pedro Butzke, Head da Operação de Máquinas da Auto Avaliar, um dos principais gargalos do setor está na inexistência de referências confiáveis de preços para máquinas usadas no Brasil.

Equipamentos semelhantes acabam sendo negociados por valores bastante diferentes, sem critérios técnicos padronizados que sustentem as variações de preço. Em muitos casos, a precificação depende mais da percepção do vendedor do que de indicadores objetivos de mercado.

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Outro problema estrutural está relacionado à avaliação técnica dos ativos. Máquinas agrícolas e de construção podem permanecer em operação por mais de 20 anos e passar por diversos proprietários ao longo desse período, perdendo completamente o histórico de manutenção, uso e possíveis avarias.

Ausência de rastreabilidade amplia informalidade

Diferentemente do mercado automotivo, o Brasil não possui um sistema centralizado de registro para máquinas pesadas e agrícolas. Não existe um equivalente ao Detran que permita acompanhar transferência de propriedade, histórico de sinistros ou informações técnicas do equipamento.

Essa ausência de rastreabilidade cria um ambiente de insegurança tanto para compradores quanto para vendedores. Muitas vezes, nem mesmo o proprietário consegue determinar com precisão o valor real da máquina.

Como consequência, o mercado segue fortemente informal. Grande parte das negociações ainda ocorre à vista, sem padronização operacional e, em alguns casos, com dificuldades até para emissão de notas fiscais e formalização das transações.

Além disso, operações envolvendo trocas de ativos e intermediações pouco estruturadas continuam sendo comuns no setor.

Crédito limitado trava expansão do mercado

A desorganização do segmento impacta diretamente o acesso ao crédito. Sem histórico técnico confiável, previsibilidade de valor ou garantias claras, instituições financeiras enfrentam dificuldades para oferecer financiamento para máquinas usadas.

O resultado é um ciclo que limita a evolução do setor:

  • Sem crédito, predominam operações à vista;
  • Sem formalização, o mercado continua desestruturado;
  • Sem dados confiáveis, aumenta o risco financeiro e operacional.

Esse cenário reduz a liquidez dos ativos e dificulta o crescimento sustentável do mercado de máquinas usadas no Brasil.

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Digitalização surge como principal caminho para transformação

Para especialistas do setor, a digitalização representa a principal oportunidade de modernização e organização desse mercado bilionário.

A adoção de plataformas digitais pode contribuir para:

  • Criação de referências confiáveis de preços;
  • Padronização de avaliações técnicas;
  • Registro do histórico operacional das máquinas;
  • Aumento da transparência nas negociações;
  • Ampliação do acesso ao crédito;
  • Maior liquidez para compra e venda de ativos.

No entanto, o desafio vai além da simples digitalização de anúncios online. A transformação exige mudanças estruturais capazes de criar mecanismos confiáveis de registro, avaliação e rastreamento dos equipamentos.

Mercado global amplia oportunidades e desafios

O segmento de máquinas usadas possui ainda forte integração internacional, especialmente na América Latina, onde equipamentos agrícolas e de construção são frequentemente negociados entre países.

Esse movimento amplia o potencial econômico do setor, mas também aumenta a necessidade de padronização e controle operacional.

Para Jonathan Butzke, a transformação digital deixou de ser tendência e passou a ser uma necessidade estratégica para o futuro do mercado.

A expectativa é que a modernização do setor contribua para destravar bilhões de reais atualmente represados pela falta de transparência, impulsionando crédito, segurança jurídica e eficiência nas negociações.

Com maior organização, o mercado de máquinas usadas poderá se tornar mais previsível, financiável e competitivo, fortalecendo cadeias fundamentais para o agronegócio e para a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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