AGRONEGÓCIO
Café recua no Brasil com pressão externa, câmbio e avanço da safra; mercado segue volátil em meio à colheita 2026
Publicado em
7 de maio de 2026por
Da Redação
O mercado de café no Brasil iniciou um período de maior pressão sobre os preços, com o avanço da colheita, queda nas bolsas internacionais e variações no câmbio influenciando diretamente a formação das cotações no físico. A combinação desses fatores levou a um cenário de negócios mais cautelosos, tanto para compradores quanto para vendedores.
Na quarta-feira (6), o mercado doméstico registrou preços de estáveis a mais baixos, refletindo principalmente a queda do café arábica na Bolsa de Nova York e a menor liquidez nas negociações internas. Segundo análise da Safras & Mercado, o ritmo de comercialização desacelerou, com compradores atuando apenas de forma pontual e produtores mais retraídos, aguardando maior definição de preços com o avanço da safra.
Preços recuam no físico e mercado opera com baixa liquidez
A pressão externa e a cautela no mercado interno resultaram em ajustes negativos nas principais praças produtoras do país.
No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação recuou para R$ 1.790,00 a R$ 1.795,00 por saca, ante R$ 1.820,00 a R$ 1.825,00 anteriormente.
No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.810,00 e R$ 1.815,00 por saca, abaixo dos R$ 1.840,00 a R$ 1.845,00 registrados no dia anterior.
Na Zona da Mata mineira, o café arábica tipo “rio” com 20% de catação caiu para R$ 1.200,00 a R$ 1.205,00 por saca.
O café conilon tipo 7 em Vitória (ES) permaneceu estável em R$ 890,00 a R$ 895,00 por saca, enquanto o tipo 7/8 ficou entre R$ 880,00 e R$ 885,00.
Estoques em Nova York recuam e bolsas internacionais seguem voláteis
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da ICE Futures em Nova York totalizaram 492.408 sacas de 60 kg em 06 de maio de 2026, com queda de 5.518 sacas em relação ao dia anterior, segundo dados da própria bolsa.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato julho/2026 fechou quarta-feira a 283,85 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 5,90 centavos (-2%). Já nesta quinta-feira, o mercado operava praticamente estável, com leve recuo de 0,03%, cotado a 283,75 centavos/lbp.
O dólar comercial também contribuiu para o cenário mais fraco no Brasil, com queda de 0,15%, cotado a R$ 4,9119, enquanto o Dollar Index recuava 0,16%, a 97,863 pontos.
No cenário global, as bolsas da Ásia fecharam em alta, enquanto a Europa operava mista e o petróleo registrava queda, adicionando volatilidade aos mercados de commodities.
Café abre quinta-feira com mercado misto e foco na safra brasileira
Na manhã desta quinta-feira (7), o mercado internacional de café operava de forma divergente, com o robusta em alta na Bolsa de Londres e o arábica em queda em Nova York, refletindo ajustes de posição diante do avanço da colheita no Brasil.
Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o robusta apresentava ganhos moderados na ICE Futures Europe, com o contrato maio/26 subindo para US$ 3.638 por tonelada. Já o arábica operava em queda na ICE Futures US, com o contrato maio/26 recuando para 297,60 cents/lbp.
Segundo o analista Marcelo Fraga Moreira, da Archer Consulting, o mercado segue sustentado por estoques globais ainda ajustados, mas começa a incorporar a expectativa de maior oferta vinda do Brasil nos próximos meses, com o avanço da safra 2026.
Colheita brasileira pressiona mercado e produtores adotam cautela
No Brasil, o início da colheita intensifica a cautela no mercado físico. O avanço da safra de conilon no Espírito Santo e em Rondônia aumenta a expectativa de maior disponibilidade no curto prazo, enquanto o arábica ainda reflete incertezas sobre o potencial produtivo após impactos climáticos recentes.
A Safras & Mercado destaca que produtores seguem mais retraídos, enquanto compradores tentam aproveitar o aumento da oferta para pressionar preços.
Além disso, o mercado acompanha a evolução dos embarques brasileiros. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam desaceleração no volume exportado em relação ao ano anterior, embora as receitas permaneçam elevadas devido aos preços ainda historicamente firmes.
Câmbio e oferta global mantêm mercado em equilíbrio instável
O comportamento do dólar segue como fator decisivo para o mercado brasileiro. Uma moeda mais fraca reduz a competitividade das exportações e limita movimentos de alta no mercado interno.
Apesar da pressão sazonal da colheita, analistas reforçam que o mercado global ainda opera com oferta relativamente ajustada, especialmente para cafés de melhor qualidade, o que ajuda a evitar quedas mais acentuadas nas cotações internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro
Published
7 horas agoon
1 de julho de 2026By
Da Redação
O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.
Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.
Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela
O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.
Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.
Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.
Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural
Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.
Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.
Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.
A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.
Cooperativas ampliam presença no campo
Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.
Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.
Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.
CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado
A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.
O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.
Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.
Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.
Desafio para produtores passa a ser gestão financeira
Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.
Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.
Nova fase do crédito rural já começou
O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.
Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.
A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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