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Prefeitura reúne moradores em audiência no CPA 1 e amplia debate público sobre Plano Diretor

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A Prefeitura de Cuiabá promoveu, nessa segunda-feira (4), a terceira audiência pública para discussão do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano. O encontro foi realizado no Ginásio Verdinho, no CPA I, e reuniu moradores, lideranças comunitárias, vereadores e autoridades municipais para debater diretrizes de crescimento da cidade.

Durante cerca de duas horas, a população apresentou demandas e sugestões relacionadas à mobilidade urbana, expansão do perímetro urbano e ordenamento territorial.

O prefeito Abilio Brunini destacou que o debate busca definir diretrizes para o crescimento organizado da capital, especialmente em relação ao perímetro urbano e à ocupação do solo.

“O Plano Diretor define os limites da área urbana e orienta o crescimento da cidade. Precisamos enfrentar o histórico de ocupação irregular e crescimento desordenado, garantindo planejamento e segurança jurídica”, afirmou, em um dos principais tópicos do documento.

A discussão também abordou os desafios da mobilidade urbana. O secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, ressaltou a necessidade de priorizar políticas voltadas às pessoas, e não apenas à circulação de veículos.

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“Não queremos uma cidade fragmentada. É preciso pensar em mobilidade para as pessoas. Tivemos investimentos voltados aos carros, mas é necessário avançar em infraestrutura que favoreça o deslocamento a pé e a convivência urbana”, explicou.

Representantes da comunidade também participaram ativamente do debate. O líder comunitário Emídio de Souza, morador da região do Novo Paraíso, destacou a importância de incluir áreas periféricas no planejamento urbano e cobrou efetividade na execução das propostas.

“Essa região precisa ser considerada no crescimento da cidade. O planejamento é importante”, pontuou.

Além das discussões técnicas, a audiência contou com a presença de vereadores e outras autoridades municipais. Durante o evento, a Van da Mulher também esteve no local, oferecendo atendimentos e orientações à população.

O Plano Diretor é previsto pelo Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001) e estabelece diretrizes para o desenvolvimento urbano, incluindo uso do solo, mobilidade, habitação e infraestrutura. A participação popular é uma das etapas obrigatórias para a elaboração do documento.

A proposta do Plano Diretor já está disponível para consulta pública e envio de contribuições pelo link:https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/23/outros/2026-04-23-15-00-plano-diretor-2026-69ea6c6716c34.pdf

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As audiências começaram no dia 29 de abril, no Distrito do Sucuri, e tiveram continuidade no dia 30, no bairro Pedra 90, reunindo moradores, lideranças comunitárias e representantes de diversos segmentos. Os encontros são voltados à escuta ativa da população e à coleta de sugestões para o aprimoramento do projeto.

Próximos encontros

05 de maio | 19h
Ginásio Dom Aquino

Av. Carmindo de Campos, bairro Terceiro
Cuiabá – MT, CEP 78015-300

06 de maio | 19h
Distrito da Guia – Escola Municipal Benedita Xavier

Rua Luiz Firmino da Fonseca, 94
Distrito da Guia, Cuiabá – MT, CEP 78104-000

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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