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Preços do frango reagem em abril com ajuste na oferta e exportações aquecidas

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O mercado de frango apresentou recuperação nos preços ao longo de abril, impulsionado pelo melhor equilíbrio entre oferta e demanda após ajustes no alojamento de aves. Segundo análise da Safras & Mercado, o movimento reflete um cenário mais organizado na produção, embora o setor ainda enfrente desafios sanitários relevantes.

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, o segmento segue atento ao risco de Influenza Aviária, exigindo monitoramento constante por parte dos produtores e da cadeia produtiva.

Mercado interno: frango ganha espaço frente à carne bovina

No consumo doméstico, a carne de frango mantém elevada competitividade em relação à carne bovina, fator que sustenta a demanda. Ao mesmo tempo, o ritmo acelerado das exportações contribui para reduzir a oferta interna, favorecendo a recuperação das cotações.

Preços no atacado e distribuição avançam

Levantamento da Safras & Mercado aponta valorização dos principais cortes de frango ao longo de abril.

  • Cortes congelados – atacado (São Paulo):
    • Peito: de R$ 8,30 para R$ 8,60/kg
    • Coxa: de R$ 6,00 para R$ 6,30/kg
    • Asa: de R$ 9,90 para R$ 10,30/kg
  • Distribuição:
    • Peito: de R$ 8,50 para R$ 8,90/kg
    • Coxa: de R$ 6,25 para R$ 6,50/kg
    • Asa: de R$ 10,20 para R$ 10,50/kg
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Nos cortes resfriados, o movimento também foi de alta:

  • Atacado:
    • Peito: de R$ 8,40 para R$ 8,70/kg
    • Coxa: de R$ 6,10 para R$ 6,40/kg
    • Asa: de R$ 10,00 para R$ 10,40/kg
  • Distribuição:
    • Peito: de R$ 8,60 para R$ 9,00/kg
    • Coxa: de R$ 6,35 para R$ 6,60/kg
    • Asa: de R$ 10,30 para R$ 10,60/kg
Frango vivo sobe nas principais praças

O levantamento mensal indica valorização do frango vivo em diversas regiões produtoras:

  • Minas Gerais: de R$ 4,45 para R$ 4,90/kg
  • São Paulo: de R$ 4,50 para R$ 4,60/kg
  • Santa Catarina (integração): de R$ 4,65 para R$ 4,75/kg
  • Paraná (oeste): estável em R$ 4,60/kg
  • Rio Grande do Sul: de R$ 4,65 para R$ 4,75/kg
  • Mato Grosso do Sul: de R$ 5,35 para R$ 5,80/kg
  • Goiás: de R$ 4,40 para R$ 4,85/kg
  • Distrito Federal: de R$ 4,40 para R$ 4,85/kg
  • Pernambuco: de R$ 5,40 para R$ 5,50/kg
  • Ceará: de R$ 5,50 para R$ 6,20/kg
  • Pará: de R$ 5,80 para R$ 6,40/kg
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Exportações avançam e sustentam preços

As exportações brasileiras de carne de aves seguem em ritmo forte, reforçando o equilíbrio do mercado interno. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam receita de US$ 706,7 milhões em abril (16 dias úteis), com média diária de US$ 44,1 milhões.

O volume embarcado alcançou 380,5 mil toneladas, com média diária de 22 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 1.857 por tonelada.

Na comparação anual:

  • Receita média diária: +9,3%
  • Volume médio diário: +8%
  • Preço médio: +1,2%
Perspectiva: mercado mais equilibrado, mas com riscos

A recuperação dos preços em abril indica um mercado mais ajustado, com oferta controlada e demanda firme, especialmente no cenário externo. No entanto, o setor avícola ainda opera sob atenção constante devido aos riscos sanitários e à necessidade de manutenção do fluxo exportador.

Para o agronegócio, o desempenho das aves reforça a importância da proteína como alternativa competitiva no consumo interno e como destaque na pauta exportadora brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Vazio sanitário na suinocultura reforça biosseguridade e melhora desempenho produtivo das granjas

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A adoção de protocolos rigorosos de biosseguridade nas granjas foi um dos principais temas debatidos durante a 4ª Feira AgroExperts Boituva Aves e Suínos, realizada em 17 de abril no Centro Municipal de Eventos, em São Paulo. O encontro reuniu produtores, técnicos e especialistas da cadeia produtiva para discutir inovações e boas práticas na suinocultura e avicultura.

Biosseguridade é fator decisivo na suinocultura moderna

Durante o evento, o especialista em sanidade da Topigs Norsvin, Tarcísio Vasconcelos, destacou a importância do manejo sanitário adequado entre os ciclos de produção como pilar essencial para a eficiência produtiva.

Segundo ele, o vazio sanitário — período em que as instalações permanecem sem animais após a saída de um lote — é uma etapa estratégica no controle de doenças e na manutenção da saúde dos plantéis.

“O encontro reforça a importância da adoção de tecnologias e da troca de experiências reais do campo, que ajudam a manter a atualização constante sobre práticas fundamentais no dia a dia do agronegócio”, afirmou o especialista.

Limpeza e desinfecção são etapas críticas entre lotes

Vasconcelos participou de uma mesa redonda dedicada ao preparo das instalações antes do alojamento de novos lotes. Ele enfatizou que os procedimentos de limpeza e desinfecção dos barracões são determinantes para o sucesso do ciclo produtivo.

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A correta execução dessas etapas reduz a pressão de agentes patogênicos e contribui diretamente para a biosseguridade das granjas, impactando o desempenho zootécnico e a eficiência dos sistemas de produção.

Vazio sanitário garante maior segurança e produtividade

De acordo com o especialista, o vazio sanitário não deve ser visto apenas como uma pausa operacional, mas como uma ferramenta estratégica de controle sanitário.

Esse intervalo permite a quebra do ciclo de transmissão de doenças, reduz riscos sanitários e melhora as condições para o alojamento de novos animais, refletindo em maior desempenho produtivo e estabilidade dos resultados.

Evento reuniu cadeia produtiva e debateu inovação no campo

A programação da 4ª Feira AgroExperts Boituva Aves e Suínos abordou temas como políticas públicas para o setor, controle de doenças virais e modernização das estruturas produtivas.

O evento contou com entrada gratuita e foi promovido pela consultoria AgroExperts, com apoio do Sistema FAESP/SENAR, do Sindicato Rural de Boituva, da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), da Prefeitura Municipal e da Associação Paulista de Avicultura (APA).

A iniciativa reforça a importância da integração entre pesquisa, tecnologia e campo para o fortalecimento da suinocultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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