Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) apreenderam, na noite desta quinta-feira (30.4), um revólver calibre .38 com seis munições, durante abordagem no município de Colniza (1.057 km de Cuiabá).
Um homem, de 23 anos, morreu, após confronto com as equipes. Ele possuía diversas passagens criminais por posse irregular de arma de fogo, roubo, furto, lesão corporal, ameaça e era integrante de uma facção criminosa.
Durante desdobramento da Operação Território Livre, no distrito de Guariba, as equipes receberam informações de que o suspeito era responsável pela comercialização de entorpecentes na região e que havia recebido recentemente grande quantidade de entorpecentes vindos de Colniza.
Diante das informações, os policiais foram até o endereço indicado e identificaram um homem com as mesmas características apontadas na denúncia. Ao perceber aproximação dos militares, ele fugiu em direção a uma área de mata portando uma arma de fogo.
O homem efetuou disparos contra às equipes, que revidaram à injusta agressão. Ele foi baleado e socorrido até uma unidade de saúde, porém não resistiu ao ferimento e veio à óbito. Com ele, foi apreendido um revólver com numeração raspada e munições deflagradas.
A arma apreendida foi conduzida à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Nascido em 15 de agosto de 1936, o investigador aposentado Antônio Assunção da Silva se prepara para completar 90 anos. Uma vida longa — e, em grande parte, dedicada a servir, vestindo a missão da Polícia Civil de Mato Grosso, em uma trajetória marcada por coragem, disciplina e amor ao que fazia.
Mais do que números, sua história é feita de vínculos: oito filhos, 16 netos e oito tataranetos — uma família construída ao longo dos anos, lado a lado com a profissão que escolheu.
Conhecido como “cana dura”, pela postura firme e leal, seu Antônio fala do passado com brilho nos olhos. As lembranças vêm carregadas de um tempo em que, segundo ele, o respeito era parte da rotina. “Era um tempo muito bom. Eu gostava muito do meu trabalho. Naquele tempo, o sujeito (o infrator) respeitava a gente”, diz, com a serenidade de quem viveu intensamente cada momento.
Entre tantas histórias, uma permanece viva na memória: o dia em que entrou sozinho na casa de um magistrado, em Juína, diante de um pistoleiro armado. “Eu entrei com a arma longa e falei: ‘é a polícia, você está preso’. E ele se entregou. Aí algemei e coloquei ele na veraneio (modelo das viaturas da época)”, recorda. Um episódio que resume bem o tipo de policial que foi: firme, direto e destemido.
Natural de Poconé, seu Antônio construiu sua carreira em diferentes cidades de Mato Grosso — Cuiabá, Colíder, Peixoto de Azevedo, Sinop e Guarantã do Norte — até fixar raízes em Juína, onde também encerrou sua trajetória profissional, em 2003. Durante essa trajetória foi condecorado diversas vezes em razão do comprometimento com a instituição.
Mas a aposentadoria não o afastou daquilo que sempre fez parte de sua vida. Hoje, morando no complexo habitacional anexo à Delegacia de Juína, ele segue presente. Caminha pelos corredores, conversa com os policiais da ativa e compartilha histórias que atravessam gerações.
Ali, entre colegas e lembranças, onde é comumente chamado apenas por “Assunção”, ele ganhou um novo nome — talvez o mais simbólico de todos: “Lenda Viva”, por conta dos seus feitos, talentos e proezas notáveis, que o tornou uma pessoa icônica na instituição.
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