A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, entre terça-feira (28) e quarta-feira (29), uma série de ações de combate ao crime que resultaram na apreensão de vultosa quantidade de droga e na detenção de três pessoas em diferentes pontos do estado de Mato Grosso.
A primeira ocorrência foi registrada na terça-feira (28), no km 635 da BR-070, em Poconé (MT). Após o recebimento de informações sobre o transporte de ilícitos, a equipe realizou procedimento de abordagem a um veículo de passeio. Durante a verificação veicular e inspeção de bagagens, foram localizados seis invólucros contendo aproximadamente 6,2 kg de substância análoga à maconha na mala de um passageiro. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil de Poconé.
Ainda na terça-feira (28), no km 211 da BR-364, em Rondonópolis (MT), a equipe policial realizou a fiscalização de um ônibus de transporte interestadual de passageiros. Durante o procedimento de abordagem e entrevista, foram constatadas inconsistências nas informações prestadas por um dos ocupantes. Diante dos fatos, procedeu-se à verificação da bagagem de mão, onde foram encontrados cinco tabletes de substância análoga ao skunk, totalizando 5,2 kg. O indivíduo e o material apreendido foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Rondonópolis.
Na manhã de quarta-feira (29), a PRF foi interpelada por usuários da via sobre condutas de risco no trânsito na BR-070. Após acompanhamento tático e interceptação do veículo em Primavera do Leste (MT), a equipe realizou fiscalização e constatou que a condutora não possuía habilitação, além de irregularidades técnicas no automóvel. Durante a verificação no interior do veículo, foram localizados e apreendidos 23 kg de substância análoga à maconha e 2 kg de substância análoga ao crack. A condutora e os ilícitos foram encaminhados à Polícia Civil local para os procedimentos de polícia judiciária.
Com estas ações, a PRF reafirma seu compromisso com a segurança pública e a proteção da sociedade, mantendo atuação permanente nas rodovias federais para o combate à criminalidade e ao fortalecimento da eficiência operacional no estado.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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