AGRONEGÓCIO

Itália amplia presença no Brasil e aposta na premiumização para impulsionar vendas de vinhos

Publicado em

O mercado brasileiro de vinhos segue em transformação e tem atraído a atenção de importantes players internacionais. A Itália, maior produtora mundial da bebida, intensifica sua atuação no País de olho no avanço da premiumização — tendência que vem elevando o valor médio das importações e redefinindo o comportamento do consumidor nacional.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil importou mais de 165 milhões de litros de vinho em 2025, crescimento de 3,5% em relação a 2024. Em termos financeiros, o avanço foi ainda mais expressivo: os investimentos somaram US$ 558,7 milhões, frente aos US$ 523,4 milhões registrados no ano anterior.

Itália ganha espaço em valor, mesmo com volume estável

Atualmente, a Itália ocupa a quinta posição entre os maiores exportadores de vinhos para o Brasil em valor, atrás de Chile, Argentina, Portugal e França. Em 2025, as vendas italianas atingiram US$ 49,2 milhões, crescimento de 13,9% na comparação anual. Já o volume exportado permaneceu praticamente estável, em cerca de 9,8 milhões de litros.

Esse descompasso entre volume e faturamento evidencia a mudança no perfil do consumo brasileiro, com maior valorização de produtos premium. O preço médio dos vinhos italianos importados subiu de US$ 3,98 em 2024 para US$ 4,56 em 2025 — avanço de 14,6%.

Leia Também:  Show Rural abre com perspectiva de movimentar R$ 6 bilhões
Premiumização impulsiona o mercado de vinhos no Brasil

A premiumização se consolida como o principal motor do setor no País. O movimento é caracterizado pela migração do consumidor para rótulos de maior qualidade e valor agregado, refletindo uma demanda mais sofisticada e criteriosa.

Entre as principais tendências associadas a esse cenário, destacam-se:

  • Crescimento do valor médio das importações
  • Expansão das vendas via e-commerce
  • Maior consumo de vinhos brancos, rosés e espumantes
  • Valorização de origem, terroir e diversidade regional
  • Busca por experiências e diferenciação no consumo

Segundo Milena Del Grosso, diretora da Agência ICE no Brasil, a Itália representa um dos exemplos mais claros desse processo. “O volume exportado para o Brasil manteve-se estável, enquanto o faturamento cresceu, refletindo o aumento no valor dos produtos”, afirma.

Wine South America 2026 será vitrine para vinhos italianos

Com o objetivo de ampliar sua participação no mercado brasileiro, a Agência ICE organiza o Pavilhão Italiano na Wine South America 2026, uma das principais feiras do setor vitivinícola da América Latina.

O evento será realizado entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), reunindo mais de 30 empresas italianas. Ao todo, serão apresentados cerca de 300 rótulos, contemplando diversas regiões produtoras da Itália.

Leia Também:  Ações blue-chips da China atinge mínimas de cinco anos após decisão da Moody's

O portfólio inclui vinhos de terroirs ainda pouco explorados no Brasil, denominações de origem, espumantes, brancos de altitude, vinhos vulcânicos e novos produtores em busca de importadores e canais qualificados de distribuição.

Estratégia mira crescimento sustentável no Brasil

A presença reforçada da Itália no País evidencia uma estratégia clara: capturar o valor gerado pela evolução do mercado brasileiro. Com consumidores mais exigentes e dispostos a investir em qualidade, o Brasil se consolida como um destino estratégico para vinhos premium.

A expectativa do setor é de continuidade desse movimento nos próximos anos, sustentando o crescimento em valor e abrindo espaço para novas origens, categorias e experiências no consumo de vinhos.

Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Granja mineira é a primeira do Brasil a conquistar certificação de alto padrão em bem-estar animal na suinocultura

Published

on

Certificação inédita marca avanço do bem-estar animal na suinocultura brasileira

A granja de suínos da Auma Agronegócios, localizada em Patos de Minas (MG), tornou-se a primeira do Brasil a receber a certificação de bem-estar animal da Produtor do Bem. O reconhecimento abrange todas as etapas da produção — gestação, maternidade, creche e terminação — e considera critérios técnicos amplos relacionados à ambiência, sanidade, manejo, alimentação e gestão operacional.

O selo possui validade de um ano e representa a primeira certificação concedida pela entidade no setor suinícola brasileiro, estabelecendo um novo marco de exigência técnica no país.

Protocolo mais rigoroso redefine práticas de manejo no país

O diferencial do modelo está no nível de exigência superior aos protocolos tradicionais utilizados no Brasil e em parte dos sistemas internacionais.

Um dos principais destaques é a adoção do sistema “cobre-solta”, em que as matrizes são inseminadas e, na sequência, alojadas em grupo. A prática elimina o período de permanência em gaiolas após a inseminação — etapa que ainda é comum em diversos sistemas, onde as fêmeas podem permanecer confinadas por até 35 dias.

Segundo especialistas, o modelo favorece maior liberdade de movimento e expressão de comportamentos naturais, sendo considerado uma das práticas mais avançadas em bem-estar animal na suinocultura moderna.

Empresa reforça estratégia de produção responsável e sustentável

Para a CEO da Auma Agronegócios, Lucimar Silva, a certificação consolida o posicionamento da empresa em relação à sustentabilidade e à responsabilidade produtiva.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá divulga nesta segunda (9) a lista de classificação das solicitações de matrícula para o ano letivo 2025

O bem-estar animal é tratado como pilar estratégico, diretamente ligado à eficiência produtiva, qualidade dos alimentos e sustentabilidade da cadeia. A executiva destaca que o reconhecimento valida práticas já incorporadas à cultura organizacional e fortalece a governança dos processos.

A Auma já possui outras certificações socioambientais em diferentes atividades agrícolas, e a nova conquista reforça o histórico de produção consciente do grupo.

Melhorias operacionais impactam diretamente os indicadores produtivos

De acordo com o gerente de produção do Ecossistema Auma, Baltazar Vieira, o bem-estar animal é tratado como valor estrutural da operação, com implementação iniciada em 2022.

Entre os resultados já observados estão:

Redução da taxa de natimortos de 8% para 3% após três meses de adoção de enriquecimento ambiental

  • Fim do uso de ocitocina há dois anos
  • Eliminação do corte de dentes
  • Redução do corte de cauda sem aumento de canibalismo

Segundo o gestor, as melhorias em nutrição, sanidade, infraestrutura e capacitação das equipes refletem diretamente no desempenho zootécnico e no valor agregado da produção.

Mercado pressiona por padrões mais elevados de bem-estar animal

A certificação ocorre em um cenário de crescente exigência de mercados nacionais e internacionais por padrões mais rigorosos de bem-estar animal, especialmente em cadeias voltadas à exportação e ao varejo institucional.

Leia Também:  Senado aprova reforma tributária com importantes conquistas para o agro

Embora o Brasil ainda adote amplamente sistemas híbridos, a transição para modelos com soltura precoce de matrizes vem avançando, em linha com práticas já consolidadas em mercados europeus.

Soluções como alimentação individualizada em sistemas coletivos também têm sido incorporadas para reduzir disputas e melhorar o desempenho produtivo.

Certificação inédita traz modelo técnico e transparente para o setor

Segundo o diretor-executivo da Produtor do Bem, José Ciocca, o modelo de certificação é estruturado em critérios multinível, com avaliação independente, acompanhamento técnico e apoio ao produtor durante a implementação das melhorias.

O sistema busca garantir não apenas a conformidade, mas também a evolução contínua das práticas de manejo.

“A conquista demonstra que é possível conciliar produtividade com manejo tecnicamente fundamentado. O Grupo Auma avançou além do convencional e se torna referência para o setor”, destacou Ciocca.

Suinocultura brasileira entra em nova fase de exigência técnica

A certificação da Auma Agronegócios sinaliza uma mudança relevante na suinocultura nacional, com maior integração entre produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal.

O avanço reforça a tendência de profissionalização do setor e aproxima o Brasil de padrões internacionais cada vez mais exigentes, especialmente em mercados premium e cadeias exportadoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA