AGRONEGÓCIO
Faesp reforça arrecadação do Fundesa-Pec e intensifica ações para proteger a cadeia do leite em São Paulo
Publicado em
17 de abril de 2026por
Da Redação
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) avançou em pautas estratégicas para o setor leiteiro durante reunião da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite, realizada nesta quarta-feira (15). Entre os principais temas estiveram o início da arrecadação do Fundesa-Pec, ações de defesa comercial e medidas estruturais para fortalecer a cadeia produtiva no estado.
Faesp orienta produtores sobre contribuição ao Fundesa-Pec
Durante o encontro, a entidade alertou os pecuaristas sobre a necessidade de atualização dos rebanhos no sistema GEDAVE e do pagamento da contribuição ao Fundo de Defesa Estadual da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-Pec).
O fundo tem caráter indenizatório e é voltado à cobertura de prejuízos em casos de doenças como a febre aftosa, garantindo ressarcimento aos produtores em eventuais abates sanitários.
Fundo fortalece segurança sanitária após status livre de aftosa
Mesmo sem registros recentes da doença — o último caso em São Paulo ocorreu em 1996 e no Brasil há cerca de duas décadas —, a consolidação do Fundesa-Pec é considerada estratégica, especialmente após o reconhecimento do país como livre de febre aftosa sem vacinação.
Segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, o mecanismo amplia a segurança sanitária e fortalece a confiança na pecuária paulista, favorecendo tanto a movimentação de animais entre estados quanto as exportações.
Defesa comercial do leite avança com proposta de restrição a importados
Outro ponto central da reunião foi o debate sobre o Projeto de Lei nº 24/2026, que trata da utilização de produtos lácteos importados. A proposta recebeu um substitutivo elaborado pela Faesp, ampliando as restrições previstas no texto original.
A nova versão propõe proibir que empresas reconstituam leite em pó, composto lácteo, soro e produtos similares importados para qualquer finalidade alimentar. A medida busca fechar lacunas legais e alinhar São Paulo a estados como Paraná, Santa Catarina e Goiás, que já adotam regras semelhantes.
Concorrência externa e importações preocupam o setor
A crescente entrada de leite importado foi apontada como um dos principais desafios para os produtores paulistas. Dados recentes indicam volumes elevados de importação, com destaque para o fato de São Paulo concentrar cerca de 30% do leite que entra no país.
Representantes do setor defendem que a aprovação do projeto de lei é fundamental para reduzir a concorrência considerada desleal e garantir maior competitividade ao produto nacional.
Incentivo ao consumo interno e à merenda escolar
A Faesp também destacou a importância de ampliar a presença do leite paulista na merenda escolar da rede pública como forma de estimular a produção local.
De acordo com dados do IBGE, 98,5% dos municípios brasileiros possuem produção leiteira. Ainda assim, muitos produtores têm deixado a atividade diante da falta de políticas que assegurem competitividade e rentabilidade.
Setor avalia ações estruturais e desafios sanitários
Além das medidas emergenciais, a Comissão discutiu iniciativas de longo prazo para fortalecer a cadeia produtiva. Entre elas, está a proposta de realização de um evento que reúna todos os elos do setor, com foco na construção de uma governança mais eficiente.
Também foram debatidos problemas como o desabastecimento de vacinas — incluindo clostridiose, raiva e influenza equina — e o avanço de javalis no Vale do Paraíba, que tem gerado prejuízos e demanda articulação entre governos estadual e federal.
Cadeia leiteira busca maior organização e proteção
O conjunto de medidas discutidas reforça o esforço da Faesp em estruturar e proteger a cadeia do leite em São Paulo. A combinação de ações sanitárias, defesa comercial e incentivo ao consumo interno é vista como essencial para garantir sustentabilidade, renda ao produtor e segurança ao consumidor final.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas
Published
7 horas agoon
5 de maio de 2026By
Da Redação
Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.
O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.
Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade
A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.
Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas
No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.
O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.
Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.
A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.
Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado
Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.
A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.
Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.
Desafios estruturais e competitividade
Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.
A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.
Cenário político e limites do acordo
Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.
Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.
Perspectivas para o agro brasileiro
A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.
A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Fluminense confirma chegada de Hulk, que assina até 2027
Palmeiras vence o Sporting Cristal e assume liderança do Grupo F da Libertadores
Atlético-MG cede empate ao Juventud no Uruguai após abrir dois gols de vantagem
Dia D intensifica vacinação contra chikungunya em território indígena de Dourados (MS)
Em evento internacional, ministro Alexandre Padilha destaca inovação e soberania em saúde do Brasil
CUIABÁ
MATO GROSSO
FIT Pantanal amplia estrutura, mira 100 mil visitantes e reforça turismo como negócio em MT
O lançamento oficial para a imprensa da FIT Pantanal 2026, maior feira de turismo do Centro-Oeste e Norte do Brasil,...
Polícia Civil localiza com vida jovem que estava desaparecido em Pedra Preta
A Polícia Civil localizou, na manhã desta terça-feira (5.5), um jovem, de 19 anos, que estava desaparecido desde o dia...
Polícia Militar salva bebê vítima de engasgo em Várzea Grande
Policiais militares do 2º Comando Regional salvaram a vida de um bebê, nesta segunda-feira (4.5), que estava engasgado, no bairro...
POLÍCIA
Polícia Civil cumpre prisão preventiva por homicídio e organização criminosa e prende três por tráfico de drogas em Juara
A Polícia Civil cumpriu, nessa segunda-feira (4.5), um mandado de prisão preventiva contra uma mulher, de 21 anos, investigada por...
Polícia Militar salva bebê vítima de engasgo em Várzea Grande
Policiais militares do 2º Comando Regional salvaram a vida de um bebê, nesta segunda-feira (4.5), que estava engasgado, no bairro...
Polícia Civil localiza com vida jovem que estava desaparecido em Pedra Preta
A Polícia Civil localizou, na manhã desta terça-feira (5.5), um jovem, de 19 anos, que estava desaparecido desde o dia...
FAMOSOS
Ana Paula Padrão atribui beleza à genética e revela rotina sem rigor estético: ‘Herdei’
A jornalista e apresentadora Ana Paula Padrão, de 60 anos, revelou que costuma receber elogios de médicos por sua genética....
Tati Dias celebra 36 anos e ganha declaração apaixonada de Lauana Prado
A influenciadora Tati Dias completou 36 anos nesta terça-feira (5), e recebeu uma homenagem especial da noiva, a cantora Lauana...
Paolla Oliveira exibe encontro especial com Shakira nos bastidores de show: ‘A loba!’
A atriz Paolla Oliveira, de 44 anos, surpreendeu os seguidores ao revelar um encontro especial com a cantora Shakira. O...
ESPORTES
Fluminense confirma chegada de Hulk, que assina até 2027
O Fluminense oficializou na noite desta terça-feira (05.05), a contratação do atacante Hulk. O anúncio foi feito por meio de...
Palmeiras vence o Sporting Cristal e assume liderança do Grupo F da Libertadores
O Palmeiras segue vivendo um grande momento na temporada. Na noite desta terça-feira, a equipe de Abel Ferreira voltou a...
Atlético-MG cede empate ao Juventud no Uruguai após abrir dois gols de vantagem
O Atlético-MG viveu uma noite de altos e baixos em Montevidéu nesta terça-feira (05.05). Em duelo válido pela quarta rodada...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Saúde5 dias agoMinistério da Saúde inicia entrega de 3,3 mil veículos para transporte de pacientes do SUS em todo o país
-
Saúde7 dias agoBrasil lança campanha de vacinação contra sarampo para proteção dos torcedores que vão para Copa do Mundo de 2026
-
Tribunal de Justiça de MT5 dias agoPlano de saúde deve custear laserterapia indicada após início de home care
-
Política MT5 dias agoALMT inicia maio com agenda intensa de sessões, comissões e homenagens




