AGRONEGÓCIO

Especialistas em neurodivergência destacam potencial da futura Casa do Autista em Cuiabá

Publicado em

O prefeito Abilio Brunini e a primeira-dama e vereadora Samantha Iris recepcionaram, na tarde desta quinta-feira (16), o neurologista pediátrico Thiago Gusmão e o psicólogo Marcelo Zanotti na antiga estrutura do Colégio Nilo Póvoas, em Cuiabá, espaço que será transformado na futura Casa do Autista.

Durante a visita técnica, os secretarios de educação, Reginaldo Alves Teixeira e de Planejamento e Desenvolvimento Urbano,José Afonso Botura Portocarrero, especialistas e representantes do Poder Judiciário de Mato Grosso percorreram salas, corredores e a quadra da unidade, conhecendo de perto a dimensão do projeto. Ambos se mostraram impressionados com o tamanho da estrutura e destacaram que, quando concluído, o complexo tem potencial para se tornar, sem dúvidas, uma das maiores estruturas do país voltadas ao atendimento de pessoas com autismo.

Além de elogiar o projeto arquitetônico, Gusmão e Zanotti também contribuíram com apontamentos técnicos importantes à equipe da Prefeitura e aos arquitetos responsáveis pela concepção do espaço, colaborando para o aprimoramento das áreas de atendimento e dos fluxos de acolhimento às famílias.

Leia Também:  Algodão: Preço Interno em Maio é o Menor em Quase Quatro Anos

A visita ocorreu paralelamente à participação dos especialistas no evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado nos dias 15 e 16 de abril, em Cuiabá, com programação sediada na Lagoinha. O encontro, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso com apoio da Prefeitura, reuniu operadores do Direito, além de profissionais da Educação e da Saúde, com foco na inclusão e no fortalecimento das políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.

Durante a recepção, o prefeito reforçou o propósito do projeto. “Queremos transformar a Casa do Autista em um centro de referência, onde crianças, adolescentes e adultos possam desenvolver autonomia e independência, com suporte adequado e contínuo”, afirmou.

A primeira-dama Samantha Iris também destacou o olhar sensível que orienta a iniciativa. “Esse é um projeto pensado com empatia e responsabilidade. Cada espaço foi idealizado para acolher, respeitar e estimular o desenvolvimento das pessoas autistas, oferecendo suporte real às famílias que tanto precisam”, disse.

O neurologista Thiago Gusmão destacou o impacto da iniciativa. “Estou encantado com a força de vontade do prefeito e da primeira-dama em tirar do papel um sonho que muitas cidades do país ainda não conseguiram realizar. É um projeto que nasce grande e com potencial de transformar vidas”, declarou.

Leia Também:  Exportações de café têm queda em volume, mas receita cresce com preços elevados; clima e safra vietnamita pressionam cotações globais

A Casa do Autista será implantada em uma área ampla e contará com dezenas de ambientes voltados ao atendimento multidisciplinar, incluindo diagnóstico, terapias e acompanhamento contínuo. A proposta também prevê suporte social e orientação às famílias, consolidando Cuiabá como referência em inclusão e cuidado especializado.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil busca reverter histórico de subinvestimento e impulsiona expansão ferroviária com novos aportes

Published

on

O Brasil inicia um novo ciclo de investimentos no setor ferroviário, impulsionado pela Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, anunciada pelo Ministério dos Transportes no fim de 2025. A iniciativa prevê a realização de novos leilões e investimentos que podem ultrapassar R$ 140 bilhões em 2026, com potencial de movimentar cerca de R$ 600 bilhões ao longo do ano. O objetivo é ampliar a malha ferroviária e retomar projetos estruturantes, em um movimento considerado inédito nas últimas décadas.

Expansão ferroviária busca reduzir dependência do transporte rodoviário

Atualmente, entre 60% e 65% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias, segundo dados de 2024 da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Diante desse cenário, a nova política ferroviária busca reduzir a dependência do modal rodoviário e ampliar a participação das ferrovias na matriz logística nacional.

A estratégia também prioriza maior integração entre diferentes modais de transporte, com foco em ganhos de eficiência, competitividade e equilíbrio estrutural no escoamento de cargas.

Histórico explica atraso do setor ferroviário no Brasil

Para o presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), Antonio Luiz Leite, a compreensão do histórico do setor é fundamental para entender os desafios atuais.

Leia Também:  Conferência da ONU, no Azerbaijão, começa sob ameaça de veto de Donald Trump

Segundo ele, o enfraquecimento das ferrovias está relacionado à mudança do modelo de desenvolvimento a partir da década de 1950, quando o país passou a priorizar o transporte rodoviário, impulsionado pela industrialização e pela expansão da indústria automobilística.

Redução da malha e mudança de prioridade na matriz de transporte

Até meados do século XX, o Brasil contava com cerca de 30 mil quilômetros de malha ferroviária, utilizada principalmente no escoamento do café e no transporte de passageiros.

Com o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek (1956–1961), houve uma reorientação da política de transportes, com forte expansão das rodovias e incentivo à indústria automobilística. Esse movimento reduziu os investimentos em ferrovias, resultando na deterioração da malha, desativação de trechos e perda gradual de competitividade ao longo das décadas seguintes.

Problemas estruturais agravaram a eficiência do sistema ferroviário

De acordo com Antonio Luiz Leite, fatores estruturais também contribuíram para o enfraquecimento do setor. Entre eles estão a falta de padronização técnica — especialmente em relação às bitolas —, a gestão fragmentada e as limitações operacionais da Rede Ferroviária Federal, criada em 1957.

Nos anos 1990, o processo de concessões concentrou o uso das ferrovias no transporte de commodities, o que restringiu a diversificação e reduziu a integração com outras cadeias logísticas.

Leia Também:  Perspectivas para 2024: Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária antevê normalização da sazonalidade no preço do leite
Privatizações dos anos 1990 deixaram lacunas no transporte de passageiros

A privatização das ferrovias iniciada na década de 1990 também teve impacto relevante no setor, especialmente no transporte de passageiros. A ausência de obrigações contratuais para esse segmento, somada à desativação de linhas históricas, reduziu alternativas de mobilidade no país.

Além disso, os altos custos necessários para reativação dessas linhas ainda representam um desafio para a retomada do serviço ferroviário de passageiros.

Novo ciclo exige planejamento de longo prazo e integração logística

Para a Fundação Memória do Transporte, o atual ciclo de investimentos representa uma oportunidade importante para o setor, mas ainda depende de planejamento estruturado e visão de longo prazo.

Antonio Luiz Leite destaca que decisões estruturais moldam a eficiência logística por décadas. Segundo ele, a reconstrução consistente do modal ferroviário no Brasil exige integração entre os modais, ampliação do transporte de carga geral por ferrovias e um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos sustentáveis e duradouros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA