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Algodão brasileiro se destaca como fibra sustentável frente ao plástico

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A produção e o consumo de roupas estão no centro de um debate ambiental. Movimentos como a “fast fashion” reduziram o custo das roupas, mas aumentaram o uso de materiais sintéticos derivados do petróleo, como poliéster. Esses tecidos oferecem menor custo de produção, mas contribuem significativamente para a poluição plástica, afetando ecossistemas, clima e saúde humana.

Segundo a ONU, o mundo gera mais de 400 milhões de toneladas de plástico por ano, sendo que um terço é de uso único. Roupas sintéticas liberam microfibras plásticas durante o uso e a lavagem, que podem atravessar sistemas de tratamento e chegar a lagos, rios e oceanos, tornando a questão ambiental persistente ao longo do ciclo de vida do produto.

Algodão: biodegradável e renovável

O algodão é composto por cerca de 90% de celulose, um polímero natural biodegradável, que se decompõe de forma gradual no ambiente, dependendo de fatores como clima, umidade e composição do solo. Comparado a fibras sintéticas, a fibra vegetal reduz significativamente os impactos ambientais persistentes, tornando-se uma alternativa sustentável para a indústria têxtil.

Além da fibra, outros componentes das roupas, como etiquetas plásticas, aviamentos e adesivos, também influenciam na durabilidade ambiental das peças, destacando a importância de um design consciente, padronização de materiais e descarte responsável.

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Sustentabilidade aliada à economia circular

O algodão combina conforto e respirabilidade com a possibilidade de reutilização, logística reversa e reciclagem, contribuindo para a construção de uma economia circular. Estratégias de durabilidade e reaproveitamento das peças potencializam os benefícios ambientais da fibra natural.

A discussão sobre o ciclo de vida das roupas se conecta com o Dia Internacional do Resíduo Zero, celebrado em 30 de março, promovido pela ONU e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que incentiva consumo e produção responsáveis e gestão de resíduos de ponta a ponta.

O papel do algodão brasileiro no mercado sustentável

O Brasil é líder mundial na produção e exportação de algodão em pluma. Para a safra 2025/26, a produção está estimada em 3,8 milhões de toneladas, com mais de 90% cultivada em regime de sequeiro, reduzindo o uso de água.

Além da escala, a sustentabilidade da fibra é reforçada pela mensuração da pegada de carbono. Em novembro de 2024, produtores brasileiros calcularam, com dados primários, a pegada de carbono do algodão em 811 kg CO₂e/t, com potencial de redução superior a 30%, utilizando a plataforma Footprint PRO Carbono, desenvolvida pela Bayer em parceria com a Embrapa.

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Iniciativas que aproximam produtores e consumidores

O movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promove o consumo consciente, valorizando peças com mínimo de 70% de algodão natural e critérios socioambientais transparentes. A iniciativa conecta o campo ao consumidor, fortalecendo a produção responsável e a valorização da fibra brasileira no mercado global.

Fibra natural como resposta à crise do plástico

O debate sobre algodão versus fibras sintéticas não busca simplificar a crise ambiental, mas apresentar soluções concretas para a poluição plástica. A fibra natural brasileira, combinada a esforços de mensuração climática e sustentabilidade, contribui para acelerar a transição da moda para materiais renováveis e biodegradáveis, oferecendo alternativas viáveis e responsáveis para o planeta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Viçosa reúne pesquisadores da UFV e Epamig para capacitar instrutores do Senar Minas em manejo de pragas e doenças

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O município de Viçosa, em Minas Gerais, foi palco de uma importante ação voltada ao fortalecimento da assistência técnica e da capacitação no campo. Por meio do Sistema Faemg Senar, 63 instrutores do Senar Minas participaram de um treinamento metodológico focado em manejo integrado de pragas e doenças, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

A iniciativa teve como objetivo aproximar os avanços científicos desenvolvidos em laboratórios e áreas experimentais da realidade dos produtores rurais, contribuindo para a disseminação de tecnologias, práticas sustentáveis e estratégias de produção mais eficientes em todo o estado.

Capacitação leva inovação ao campo mineiro

Durante duas semanas, os participantes tiveram acesso a conteúdos atualizados sobre manejo fitossanitário, bioinsumos, controle biológico, ecofisiologia vegetal e novas tecnologias voltadas à agricultura sustentável. A programação incluiu atividades práticas, visitas técnicas e debates com especialistas reconhecidos nacionalmente.

Segundo o analista de Formação Profissional Rural do Sistema Faemg Senar, Alexandre Martins, a atualização constante dos instrutores é fundamental para garantir a qualidade dos treinamentos oferecidos aos produtores rurais.

“O objetivo foi proporcionar acesso às tecnologias mais avançadas que estão sendo desenvolvidas pelas instituições de pesquisa, permitindo a construção de um plano instrucional moderno e alinhado às demandas atuais do agronegócio”, afirmou.

Martins também destacou a participação da Bayer, que apresentou tendências de mercado e novas soluções para o setor agrícola.

Contato direto com pesquisadores fortalece a transferência de conhecimento

Para os instrutores participantes, a oportunidade de interagir diretamente com pesquisadores e conhecer resultados recentes de estudos científicos representa um diferencial importante na atuação junto aos produtores.

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O instrutor Igor Corsini, que atua no Sul de Minas, destacou que a capacitação abordou desafios frequentemente encontrados nas propriedades rurais.

Segundo ele, a troca de experiências permitiu discutir soluções práticas para situações do cotidiano das lavouras, além de ampliar o conhecimento sobre novas técnicas e estratégias de manejo.

Já a instrutora Jocasta Lopes, do Triângulo Mineiro, ressaltou a diversidade dos temas apresentados ao longo da programação.

De acordo com ela, os participantes tiveram acesso a conteúdos relacionados ao uso de bioinsumos, inimigos naturais, manejo fitossanitário e aplicação correta de tecnologias agrícolas, conhecimentos que serão incorporados aos cursos e treinamentos realizados pelo Senar Minas.

Especialistas apresentam avanços em manejo integrado de pragas

Entre os palestrantes convidados esteve o professor Marcelo Picanço, da UFV, uma das principais referências brasileiras em manejo integrado de pragas.

Durante sua participação, o especialista apresentou estratégias modernas de controle fitossanitário, programas de manejo integrado, uso responsável de defensivos agrícolas e métodos para reduzir perdas em produtos armazenados.

Segundo Picanço, a capacitação dos instrutores amplia significativamente o alcance das tecnologias geradas pelas instituições de pesquisa.

“O conhecimento transmitido aos instrutores chega rapidamente aos produtores rurais, contribuindo para uma agricultura mais competitiva, eficiente e sustentável”, destacou.

Bioinsumos e controle biológico ganham espaço na agricultura

A pesquisadora da Epamig, Wania Neves, apresentou resultados recentes relacionados ao manejo integrado de doenças e ao uso de bioinsumos na agricultura.

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Para ela, iniciativas como essa fortalecem a conexão entre pesquisa e produção rural, ampliando o acesso dos agricultores às inovações desenvolvidas pelas instituições científicas.

Outro destaque da programação foi a abordagem sobre ecofisiologia vegetal e sua importância diante dos desafios climáticos enfrentados pela agricultura moderna.

A professora Genaína Souza, do Departamento de Fisiologia Vegetal da UFV, explicou como o entendimento das respostas das plantas às condições ambientais pode contribuir para a redução da incidência de pragas e doenças, além de favorecer ganhos de produtividade.

“A compreensão dos mecanismos fisiológicos das plantas é fundamental para o desenvolvimento de sistemas produtivos mais resilientes e menos dependentes de defensivos agrícolas”, ressaltou.

Agricultura regenerativa e sustentabilidade em foco

A agricultura regenerativa também esteve entre os temas centrais da capacitação. A pesquisadora da Epamig Elem Martins, especialista em café regenerativo e controle biológico, conduziu atividades voltadas à identificação de insetos, manejo de inimigos naturais e utilização de bioinsumos.

Segundo a pesquisadora, manter os profissionais que atuam diretamente no campo atualizados é essencial para acelerar a adoção de práticas mais sustentáveis nas propriedades rurais.

A capacitação reforça o papel do Sistema Faemg Senar como elo entre pesquisa, inovação e produção agropecuária, promovendo a transferência de conhecimento técnico para milhares de produtores rurais mineiros e contribuindo para uma agricultura cada vez mais eficiente, sustentável e preparada para os desafios futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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